quinta-feira, 25 de abril de 2013

PORTUGAL POLÍTICO – AUSTERIDADE COMO PROJETO ECONÓMICO DE SUCESSO ?? (parte 3)

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Paul Krugman sabe que a austeridade não pode criar riqueza, pode empobrecer um país parecendo que o liberta das “trevas”,

e sabe que a austeridade torna um regime político numa ditadura económica e estratégica, “secando” o sistema funcional do Estado da sua principal riqueza de conteúdo – a Democracia Política.

 

Mas está preocupado com a “situação” em Portugal que acompanha em tempo útil e real, e por duas razões principais:

 

1.   A primeira será porque a austeridade está a resultar em melhoria das condições reais da economia e das finanças através do controlo e da melhoria da saúde financeira das contas públicas do Estado (que dessa forma “abandonaram” a condição caótica a que chegaram em 2010 e 2011);

 

2.   A segunda será porque o Estado e os portugueses continuam a viver em democracia, respeitam a democracia e pretendem continuar a “sentir” esse dois sentimentos patrióticos;

 

(“situação política” que parecia ter entrado em equilíbrio precário com tendência a piorar e entrar em “estado comatoso” com um status de “sobrevivência vegetal”)

 

 

[….]

 

 

E é curioso que muitos democratas portugueses, conceituados “ideólogos” da história do regime político democrático português, acompanham-no (ao Sr. Krugman) nos seus melhores pensamentos nesta matéria,

mas enquanto “serventes de artilharia política” de empreiteiro geral de obras estratégicas.

 

[….]

 

 

É óbvio que a austeridade não deve poder criar riqueza nem permitir a quem dela “desfrute” poder pagar as suas contas antes do tempo normal previsto no “receituário”,

embora Portugal consiga provar exatamente o contrário…

 

[como de resto seria de esperar (…) para qualquer bom observador da história (militar) deste pequeno país nacionalista nas franjas ocidentais da Europa]

 

 

De resto, a Universidade Portuguesa e a sua cultura política e económica são cada vez mais famosas no mundo global, e cada vez mais académicos e estudiosos “estrangeiros” procuram o nosso país para estudarem, aprenderem e levarem a nossa experiência e o saber acumulado da gestão operacional do nosso sucesso empírico.

 

 

Claro que bem hajam por isso e desejemos-lhes sorte no sucesso político e estratégico que demandaram no nosso país (…).

 

 

(porque garantidamente de muita sorte vão necessitar se se atreverem a por em prática a famosa aprendizagem e os respetivos “sucessos” por cá alcançados)

 

 

[….]

 

 

Pessoalmente acredito em Portugal e especialmente nos “trabalhistas portugueses”, gente séria que merece respeito e sorte no projeto,

e acredito na boa aventurança da liderança política do Estado Português e, por essa via, no seu desígnio emergente;

 

(e tudo “isto” mesmo depois do acidente político e económico dos últimos 13 anos…)

 

 

Voltando a Paul Krugman, também acredito que a sua Fé Keynesianista saberá contrapor os argumentos políticos e económicos certos, justos e (bem) certeiros à contraordenação ideológica do Império Colonial, económico e estratégico de Milton Friedman no seu desígnio Anarco-Capitalista;

 

 

E que nós, portugueses, saibamos utilizar essas ferramentas por si (Krugman) deixadas à nossa mercê para esse efeito e desígnio.

 

 

(porque será uma solução credível e viável, e por isso passível do nosso melhor e refinado respeito institucional…)

 

 

 

[etc. …..]

 

§§§§ / §§§§

 

 

ANEXO – LEITURA BIBLIOGRÁFICA:

 

 

………………..

 

“…

 

de:


 

 

Paul Robin Krugman (Nova Iorque, 28 de fevereiro de 1953) é um economista norte-americano, ganhador do Nobel de Economia de 2008. Autor de diversos livros, também é desde 2000 colunista do The New York Times.

 

Atualmente é professor de Economia e Assuntos Internacionais na Universidade Princeton. Em 2008, recebeu o Prémio Nobel por as suas contribuições à nova teoria do comércio e a nova geografia económica, que trataram da dinâmica da escala - quantidade de produção - na troca de bens entre os países.

Foi um crítico da Nova Economia, termo cunhado no final da década de 1990 para descrever a passagem de uma economia de base principalmente industrial para uma economia baseada no conhecimento e nos serviços, resultante do progresso tecnológico e da globalização económica.

Krugman também foi um notório crítico da administração George W. Bush e sua política interna e externa - críticas que ele apresenta em sua coluna do The New York Times. É geralmente considerado um keynesiano.

 

Para Krugman os problemas da economia no início do século XXI são causados ​​pela procura insuficiente.

Esta ideia exposta no livro The Return of Depression Economics (1999) foi desenvolvida no meio da crise em A crise de 2008 e a economia da depressão (2009).

Coerente com seu ponto de vista, é um oponente às políticas de austeridade, e considera que as economias dos Estados Unidos, Japão e Europa estão em uma "armadilha da liquidez", em que a poupança não se torna investimento, enquanto o investimento público permitiria recuperar o emprego e superar o impasse.

Seu livro Um Basta à Depressão Econômica! (2012) critica as medidas económicas impostas pelas autoridades norte-americanas e europeias e apresenta alternativas concretas.

 

 

#### // ####

 

de:


 

 

Krugman sobre mais austeridade em Portugal: "Just Say Não"

 

 

O economista e prémio Nobel Paul Krugman voltou a criticar as medidas de austeridade na Europa, aconselhando Portugal a simplesmente dizer que “Não”.

Numa pequena nota escrita no blogue no domingo, a que deu o título de “Just Say Nao”, o economista assinalou a chegada “do dedo da instabilidade” a Portugal, com “o Governo a propor, claro, a cura das questões com Mais Austeridade”.

Krugman – que tem-se manifestado contra as políticas de austeridade na Europa - diz no entanto que escreverá mais sobre o assunto, a que chamou “a próxima fase da crise europeia”, ainda hoje.

(….)

 

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de:


 

 

Krugman: A “confiança dos investidores” nada tem que ver com austeridade

 

É um argumento repetido pelos defensores da austeridade até à exaustão, porque é o único sinal de melhoria que podem usar para a defender, mas, como bem explica Krugman, não há ligação direta entre a atual diminuição dos spreads da taxas de juro de dívida pública (que reflete a diferença entre as taxas obtidas pelos países da zona euro em comparação com as da Alemanha) e a aplicação de medidas de austeridade.

A Comissão Europeia veio elogiar a determinação do governo português em impor austeridade sem se importar com o que o Tribunal Constitucional diz, porque a austeridade está a produzir “crescente confiança dos investidores em Portugal”. Um argumento que Paul Krugman contesta explicando que por “confiança dos investidores” a Comissão só pode estar a referir-se ao estreitamento dos spreads de taxa de juro, um estreitamento que, diz Krugman, “não tem nada a ver com a austeridade.

Como Paul De Grauwe aponta, o facto da taxa de juro conseguida por um país face à taxa da Alemanha [o spread representa esta diferença] ter diminuído é totalmente explicada pela enorme disparidade existente no auge da crise – não há qualquer indicação de que as políticas tenham tido qualquer impacto”.

Ou seja, passado o pico da crise financeira global, é normal que o spread baixe, uma tendência que não pode ser associada diretamente à aplicação de quaisquer políticas.

O governo e a sua ação importa bem mais aos portugueses e pouco é relevante no que a esta “confiança dos investidores” diz respeito.

 
 
 
 
 
..."
 
 
 
 
 
....................
 



 



quarta-feira, 17 de abril de 2013

PORTUGAL POLÍTICO E A “ENGENHARIA DO AMBIENTE” DEMOCRÁTICO (parte 1 - upgrade)

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Não tenho conhecimento de existirem acordos ortográficos na anglofonia ou na francofonia ou na hispanofonia, mas na Lusofonia tal evento administrativo está a marcar decididamente a natureza gramatical da linguagem do povo português;

 

E o evento político associado deixa-me algumas dúvidas “de método” e julgo não transportar em si qualquer espécie de consequência para a linguagem comum dos portugueses,
e para a sua vida essencial, nacionalista naturalmente.

 

[….]

 

O “Português” tem tanto de língua apaixonante quanto de ambiguidade e ambivalência como, de resto, qualquer linguagem complexa que permita o entendimento entre os membros que são seus utilizadores, e em simultâneo também os seus elementos fisiológicos orgânicos caracterizadores de uma mesma “casta tribal”.

 

A língua é, pois, um poderoso elemento aglutinador do “povo orgânico” e um fator de caracterização de uma mesma alma e de um sentimento patriótico de natureza emocional mas também de devoção a uma cultura comum.

 

Os equívocos na sua utilização “estratégica” (enquanto processo de decisão política ao nível da comunicação empresarial e do respetivo entendimento cognitivo nas massas humanas) serão casos de “estudo recomendado” para uma profilaxia cuidadosa da identidade comum e nacionalista na “causa lusitana”.

(subjugada a uma metodologia política de base)

 

Um caso prático,
“Liberal, Liberalismo, Liberalista”.

 

Um cidadão adepto do “Liberalismo Político” deve ser apelidado de “Liberalista”, quer na significância do sentido lato do nome quer no adjetivo qualificativo.

(e sem equívocos)

 

Esse mesmo cidadão chamado de “Liberal” quanto ao “nome” poderá corresponder (de facto) a um cidadão político adepto do liberalismo,
mas no que respeita ao adjetivo a expressão é ambígua e corresponderá à mesma pessoa qualificada como “gostar de dar, ser generosa” ou “tolerante e largo de espírito”.

 

(portanto, confusões oportunistas no sentido político adverso…)

 

 

O “Liberalismo” aparece bem “adjetivado” enquanto disciplina política já que será uma doutrina segundo a qual o Estado não deve intervir na economia (liberalismo económico), e também uma doutrina segundo a qual convém dar aos cidadãos as melhores garantias contra o arbítrio do governo, separando deste o poder legislativo e judicial.

 

 

Mas quanto à natureza do “nome” liberalismo volta a ser a “ciência” da bondade e do altruísmo.

 
 

(politicamente desastroso ??)

 

 
 

Na verdade, e de forma pessoal, acho que (de facto) os políticos deveriam ser “pessoas de bem” e generosas no sentido da altivez moral da prática política e na conduta correta da gestão do bem público;

 

 
E no sentido linear dessa compreensão tenho as minhas dificuldades de entendimento quanto aos equívocos político-sociais agregados a esta “temática emergente” com coloração intensa garrida e néon.

 

 

 
[….]

 
 

 

A perigosidade dos Produtos Políticos de “Linha Branca” em paridade com os importantes Párias na sua identidade nacional desconhecida;

 

 

Eu respeito os Cidadãos Párias como respeito qualquer coisa que me chame a atenção para o seu exotismo específico,
  
porque na realidade,
  
a luxúria extravagante dos comportamentos associados continuam a deixar-me perplexo de surpresa talvez pela razão singela da minha inadaptação ao irracionalismo cognitivo da ameaça e, por isso, perigosa na sua inteligência provocante quanto duvidosa.

 

 

 
E assim temos de volta, pois, os famosos Engenheiros do Ambiente,

párias sem povo, sem território específico e sem uma linguagem comum ao destino de uma identidade histórica coletiva.

 

 

Claro que pode apetecer dizer qualquer coisa como …“até que enfim, cá estão eles artistas portugueses, já tínhamos falta de material político relevante com que nos rirmos (…)”.

 

 

 

[….]

 

 

 
Numa especificidade social pós-moderna e atualizada os produtos da “Linha Branca Política” serão “idiotas e contraproducentes”,

 característicos de um processo de transformação orgânica de oiro puro em “alumínio clarinho”,
  
próprios de um lóbi “empresarial” impotente na rentabilidade negocial ao nível do “Negócio Português” na entidade bancária politicamente associada.

 

 
(e numa ordem do funcionamento comercial de base de 10% de margem na largura da avenida e no transito aeroportuário)

 

 

Parece que os portugueses terão tendência natural a manter-se em fase com o azar histórico e com o paradoxo da alegria perentória (mas enviesada) do sucesso da melodia vencedora aparentemente resultante de uma herança heráldica miscigenada e duvidosa no “princípio ético” (!!...),
  
e por isso, reveladora de uma moral política e social decadente e de uma estratégia para Portugal que deprime o mais consagrado espirito ao eufemismo da alegria sistémica.  

 
 

(….)


 

Sugiro a leitura de um texto certeiro.

 

§§§§ / §§§§


ANEXO – LEITURA BIBLIOGRÁFICA:


………………..

“…

de:


 

duas ou três coisas


notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa

sábado, 1 de janeiro de 2011

A linha branca











Aquele embaixador era conhecido pelo seu "mau feitio", pela sua tendência para uma fácil conflitualidade. Homem radicalmente conservador, era, no entanto, culto e inteligente, um profissional competente por quem eu me habituara a ter consideração. Também por outra razão: dizia sempre o que pensava, doesse a quem doesse. E isso é muito raro.

 

Quando entrei na chancelaria da Embaixada que ele chefiava, num certo país candidato a membro da União Europeia, fez-me alguma estranheza uma linha branca, com cerca de dez centímetros de largura, que atravessava o corredor, uns metros adiante do seu gabinete. Porque as minhas preocupações do dia eram maiores que a curiosidade, logo esqueci o assunto.

 

No dia seguinte, ao passar de novo pela Embaixada, não resisti:

 

- O que é aquela faixa branca, ali no chão?

 

- É uma linha de segurança - responde-me, sério, o embaixador.

 

- De segurança?

 

- Ao fundo daquele corredor fica o arquivo e o serviço de cifra. Os funcionários da Embaixada que não têm nacionalidade portuguesa não podem atravessar aquela linha. Quem o fizer, pode ter sanções disciplinares. Você perceba: no fundo, eles ainda são todos comunistas...

 

Olhando para a evolução política entretanto ocorrida naquele país, agora já membro pleno da União Europeia, deviam ser os últimos.

……………..

 


 

3 comentários:


César Ramos disse...

(...) no mínimo, caricato! A "linha de segurança" seria então uma reminiscência do "muro da vergonha" - mas ao contrário!

Pisar o risco - tal como na estrada (também uma linha branca)-, é sempre uma contravenção gravíssima!

Cumprimentos, e Votos de um Feliz 2011
César Ramos



verdade que em portugal se diz "não pises o risco(ou a risca)".
Chamar-lhe linha de segurança tem graça e pôr isso em prática revela uma personalidade ou um personagem.




Anônimo disse...

Lembro de minha infância passada em uma aldeia raiana perto de Chaves, não havia no chão linha ou risco que delimitasse as terras, mas quando eu vinha correndo apressada do comércio da Marina, ares de contrabandista, uma caixa de bolachas napolitanas escondida junto ao peito como se fosse uma tábua de salvação… na época não as havia em Portugal, e logo depois do pequeno marco caiado atravessava uma linha que meus olhos não viam… e estava em Portugal, respirava aliviada! deste lado os Carabineros, designação da guarda fiscal espanhola, não me podiam confiscar o fardo precioso… Linhas ou faixas sejam elas visíveis ou invisíveis sempre são sinônimos de separação, divisão, proibição… mas depende de quem olha e por que ângulo vê… no meu caso era de fato uma linha de segurança…

G. Sanches


 

 

…”

 

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