Paul
Krugman sabe que a austeridade não pode criar riqueza, pode empobrecer um país
parecendo que o liberta das “trevas”,
e sabe que a austeridade torna um regime político numa ditadura económica e estratégica, “secando” o sistema funcional do Estado da sua principal riqueza de conteúdo – a Democracia Política.
Mas
está preocupado com a “situação” em Portugal que acompanha em tempo útil e
real, e por duas razões principais:
1. A primeira será porque a austeridade
está a resultar em melhoria das condições reais da economia e das finanças
através do controlo e da melhoria da saúde financeira das contas públicas do
Estado (que dessa forma “abandonaram” a condição caótica a que chegaram em 2010
e 2011);
2. A segunda será porque o Estado e os
portugueses continuam a viver em democracia, respeitam a democracia e pretendem
continuar a “sentir” esse dois sentimentos patrióticos;
(“situação
política” que parecia ter entrado em equilíbrio precário com tendência a piorar
e entrar em “estado comatoso” com um status de “sobrevivência vegetal”)
[….]
E
é curioso que muitos democratas portugueses, conceituados “ideólogos” da
história do regime político democrático português, acompanham-no (ao Sr.
Krugman) nos seus melhores pensamentos nesta matéria,
mas
enquanto “serventes de artilharia política” de empreiteiro geral de obras
estratégicas.
[….]
É
óbvio que a austeridade não deve poder criar riqueza nem permitir a quem dela “desfrute”
poder pagar as suas contas antes do tempo normal previsto no “receituário”,
embora
Portugal consiga provar exatamente o contrário…
[como
de resto seria de esperar (…) para qualquer bom observador da história
(militar) deste pequeno país nacionalista nas franjas ocidentais da Europa]
De
resto, a Universidade Portuguesa e a sua cultura política e económica são cada
vez mais famosas no mundo global, e cada vez mais académicos e estudiosos
“estrangeiros” procuram o nosso país para estudarem, aprenderem e levarem a
nossa experiência e o saber acumulado da gestão operacional do nosso sucesso
empírico.
Claro
que bem hajam por isso e desejemos-lhes sorte no sucesso político e estratégico
que demandaram no nosso país (…).
(porque
garantidamente de muita sorte vão necessitar se se atreverem a por em prática a
famosa aprendizagem e os respetivos “sucessos” por cá alcançados)
[….]
Pessoalmente
acredito em Portugal e especialmente nos “trabalhistas portugueses”, gente
séria que merece respeito e sorte no projeto,
e
acredito na boa aventurança da liderança política do Estado Português e, por
essa via, no seu desígnio emergente;
(e
tudo “isto” mesmo depois do acidente político e económico dos últimos 13 anos…)
Voltando
a Paul Krugman, também acredito que a sua Fé Keynesianista saberá contrapor os
argumentos políticos e económicos certos, justos e (bem) certeiros à
contraordenação ideológica do Império Colonial, económico e estratégico de Milton
Friedman no seu desígnio Anarco-Capitalista;
E
que nós, portugueses, saibamos utilizar essas ferramentas por si (Krugman)
deixadas à nossa mercê para esse efeito e desígnio.
(porque
será uma solução credível e viável, e por isso passível do nosso melhor e
refinado respeito institucional…)
[etc.
…..]
§§§§
/ §§§§
ANEXO –
LEITURA BIBLIOGRÁFICA:
………………..
“…
de:
Paul Robin Krugman (Nova
Iorque, 28
de fevereiro de 1953)
é um economista norte-americano,
ganhador do Nobel
de Economia de 2008. Autor de diversos livros, também
é desde 2000 colunista do The New York Times.
Atualmente é professor de Economia e Assuntos Internacionais na Universidade Princeton. Em 2008, recebeu o Prémio Nobel por as suas contribuições à nova teoria do comércio e a nova geografia económica, que trataram da dinâmica da escala - quantidade de produção - na troca de bens entre os países.
Foi um crítico da Nova Economia, termo cunhado no final da década de 1990 para descrever a passagem de uma economia de base principalmente industrial para uma economia baseada no conhecimento e nos serviços, resultante do progresso tecnológico e da globalização económica.
Krugman também foi um notório crítico da administração George W. Bush e sua política interna e externa - críticas que ele apresenta em sua coluna do The New York Times. É geralmente considerado um keynesiano.
Para Krugman os problemas da economia no início do
século XXI são causados pela procura
insuficiente.
Esta ideia exposta no livro The Return of Depression
Economics (1999) foi desenvolvida no meio da crise em A crise de 2008 e
a economia da depressão (2009).
Coerente com seu ponto de vista, é um oponente às
políticas de austeridade, e considera que as economias dos Estados Unidos,
Japão e Europa estão em uma "armadilha da liquidez", em que a poupança
não se torna investimento, enquanto o investimento
público permitiria recuperar o emprego e superar o impasse.
Seu livro Um Basta à Depressão Econômica! (2012)
critica as medidas económicas impostas pelas autoridades norte-americanas e
europeias e apresenta alternativas concretas.
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de:
Krugman sobre mais austeridade em Portugal: "Just Say Não"
O economista e prémio Nobel Paul Krugman voltou a criticar as medidas de austeridade na Europa, aconselhando Portugal a simplesmente dizer que “Não”.
Numa pequena nota escrita no blogue no domingo, a que deu o título de “Just Say Nao”, o economista assinalou a chegada “do dedo da instabilidade” a Portugal, com “o Governo a propor, claro, a cura das questões com Mais Austeridade”.
Krugman – que tem-se manifestado contra as políticas de austeridade na Europa - diz no entanto que escreverá mais sobre o assunto, a que chamou “a próxima fase da crise europeia”, ainda hoje.
(….)
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// ####
de:
Krugman: A “confiança dos investidores” nada tem que ver com
austeridade
É um argumento repetido
pelos defensores da austeridade até à exaustão, porque é o único sinal de
melhoria que podem usar para a defender, mas, como bem explica Krugman, não há
ligação direta entre a atual diminuição dos spreads da taxas de juro de dívida pública
(que reflete a diferença entre as taxas obtidas pelos países da zona euro em
comparação com as da Alemanha) e a aplicação de medidas de austeridade.
A Comissão Europeia veio
elogiar a determinação do governo português em impor austeridade sem se importar
com o que o Tribunal Constitucional diz, porque a austeridade está a produzir
“crescente confiança dos investidores em Portugal”. Um argumento que Paul
Krugman contesta explicando que por “confiança dos investidores” a Comissão só
pode estar a referir-se ao estreitamento dos spreads de taxa de juro, um
estreitamento que, diz Krugman, “não tem nada a ver com a austeridade.
Como Paul De Grauwe aponta,
o facto da taxa de juro conseguida por um país face à taxa da Alemanha [o
spread representa esta diferença] ter diminuído é totalmente explicada pela
enorme disparidade existente no auge da crise – não há qualquer indicação de
que as políticas tenham tido qualquer impacto”.
Ou seja, passado o pico da
crise financeira global, é normal que o spread baixe, uma tendência que não
pode ser associada diretamente à aplicação de quaisquer políticas.
O governo e a sua ação
importa bem mais aos portugueses e pouco é relevante no que a esta “confiança
dos investidores” diz respeito.
