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“…
Nos anos 80
circula uma vontade de participação e de desconfiança geral, o
pós-modernismo.Pós-modernismo é o nome dado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes, nas sociedades desde 1950.
Mas, existe o medo, o medo de mudança, o medo do novo e a perda do conservadorismo.
Ele nasce com várias mudanças na arquitetura e principalmente na computação, entra na filosofia nos anos 70 como crítica da cultura ocidental, ou seja, são mudanças gerais desde as artes até na tecnologia, e se alastra por todos os lados e meios, sem saber se é uma forma de decadência ou se é um renascimento cultural.
(….)
O pós-modernismo é tudo o que se refere ao novo, foi quando ocorreu a total mudança, ou melhor, uma mudança geral em quase todos os aspectos, desde as artes até as ciências. (…)”
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……………………………………
Haverá responsáveis
??
De quem será a culpa da hecatombe
cultural ?
Todos os sistemas que não se renovam
têm tendência natural para a desconfiguração, restando numa situação residual
(caracterizada pela ausência de ideias e de conteúdos ideológicos) a gestão da
descaracterização e da anarquia organizacional dos “corpos”
envolvidos.
(….)
Na realidade, foi “Isto” que
aconteceu.
(….)
Os ventos de mudança que sopraram com
grande intensidade (e ímpeto revolucionário) vindos de uma Europa pós-2ª guerra
mundial em mutação política, ideológica
e estratégica emergente (situação comum a todo o mundo ocidental contemporâneo)
invadiram os países limítrofes da Europa, menos desenvolvidos e mais pobres (e
mais expostos a um “temporal” político que iria fazer claudicar a sua
organização política de Estado/Nação e a sua estrutura económica), alterando de
forma radical o Sistema Internacional e impondo uma nova lógica na ordem
política e estratégica mundial.
Esses “Ventos de Mudança” tiveram nome
próprio e chamaram-se “Descolonização” e
“Pós-Modernismo”.
Portugal viria a sucumbir de forma
lenta e demorada, mas completa e radical;
E talvez tenha tido os “sinais de
doença” clássicos (que caracterizaram a “revolução ocidental”) e a respectiva
falta de capacidade de sobrevivência em saúde de regime;
E sobreveio a própria natureza do
sistema que abandonado a si próprio e à sua menoridade de autoridade histórica
reagiu à doença e tomou o rumo da cura certa, mas também ela intermitente com a
maleita política sistémica recorrente, tudo de muito difícil e lenta recuperação
funcional.
(….)
Colocando esta metodologia de abordagem
em cima da mesa e no plateau, por metáforas mais ou menos infelizes mas
eficazes, a recuperação total viria a ser conseguida com remédios e mezinhas
vindos de fora, num manancial de “química farmacêutica” bem medido e direcionado
(em tamanho e quantidade industrial), mas mal “colocado” na recuperação
(política) total que deveria ter tido uma história de recobro mais lenta e
cuidada em formatos de desenvolvimento natural mais harmonioso, conveniente para
o “sistema muscular”, mais sóbrio e sólido no formato
final.
(e duradouro)
O resultado da “Doença Pós-Moderna” foi
uma “Cura Pós-Moderna”.
Infelizmente, porque é óbvio que quem
não sabe reagir (com as suas capacidades inatas e defesas próprias) e viver bem
com a doença, também será certo que terá “Alguma” dificuldade em saber viver bem
com a cura em “metodologia de método de ataque”
semelhante.
Ou seja, as “pessoas” daquele (nosso)
“corpo” interpretaram a cura nos mesmos moldes que interpretaram a doença,
atribuindo-lhe valores e significâncias próprias e semelhantes
(…);
E, portanto, não soubemos viver (e
sobreviver) com aquela “Cura”.
(até agora)
Pela razão singela de que a “química da
cura” tem um fórmula semelhante no estilo à “química da doença pós-moderna” que
atacou Portugal de forma violenta vinda da Europa
Ocidental.
A mesma Europa que nos quer introduzir
no seu sistema político e económico (“… à força…”) e que nós (pelas razões
apontadas) repudiamos “firmemente”.
(porque ainda não percebemos nada do
que se passou no mundo pós-2ª guerra mundial, talvez porque não participámos
nela nem fomos diretamente atingidos pelas suas consequências maiores e
piores)
Será tão somente
“Isto”….
As consequências do “Pós-Modernismo”
político, económico e estratégico pós-2ª guerra mundial.
(….)
Continuando com história
(…),
naturalmente que de um ponto de vista
sociológico os portugueses reagiram (e reagem) a tudo isto como sabem fazer e
como é natural que reajam,
“é preciso destruir o sistema político
(pós-moderno) !!”
Porquê ??
Essencialmente porque não sabemos o que
deveremos fazer e somos altivos e orgulhosos da nossa identidade
patriótica;
E essa nossa identidade diz-nos que
somos descendentes de D. Afonso Henriques, de Viriato, de D. João I, da Padeira
de Aljubarrota, dos heróis das Linhas de Torres, de Mouzinho de Albuquerque, dos
heróis da Flandres, e dos heróis da Guerra do Ultramar.
Portanto, perante a Ameaça Pós-Moderna
nós combatemo-la até ao último homem, até ao heroísmo, até à insanidade de uma
resistência contra nós próprios e contra a nossa existência um pouco mais
enriquecida (e mais digna) enquanto cidadãos pertencentes a um mundo mais
evoluído, mais próspero, mais rico,
e (claro) mais
moderno.
E tudo “Isto” porque o que é
“Pós-Moderno” causa-nos alergia, embaraço, inconformismo, uma maleita política e
social, e (…),
Insanidade
Política.
(….)
Portanto (outra
vez),
fizemos um “Regicídio” ao Sistema
Político Pós-Moderno porque não sabíamos o que deveríamos fazer em
concreto.
De certo, ou mais certo,
e não sabíamos viver com “Aquilo”, com
aquela altercação provocada por “Algo” que tanto mal nos havia causado num
passado ainda recente e ainda muito fresco na nossa mentalidade patriótica de
povo com uma alma que é o nosso orgulho vivo, mas que tanto mal nos faz ao
“corpinho” de povo de Deus.
(…..)
(etc. ……………)
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ANEXO
– ILUSTRAÇÃO TEMÁTICA:
………………..
“….
de:
(…)
Numa
concepção evolucionista da História, para que a Humanidade alcançasse plena
felicidade e um estágio superior na sua existência, tornava-se necessário abolir
da ordem social todas as aristocracias e monarquias.
Deste
modo, não poderiam mais ser toleradas as elites tradicionais, destiladas pela
ordem natural da Criação, impregnadas de valores cristãos e geradoras da
prosperidade que tão bem caracterizou a Civilização Ocidental. Enquanto
existissem, elas irradiariam modos de pensar, de sentir e de actuar avessos à
“modernidade” revolucionária. Os que ainda se sentissem honrados por nelas serem
nascidos, revelariam sentimentos de orgulho e de vaidade e os que lhes dessem
valor seriam pessoas ultrapassadas, movidas por meros sentimentos estéticos e
saudosistas.
As
Monarquias foram consideradas obsoletas e opressoras, as Aristocracias
aberrantes e discriminatórias.
A
violência passou a ser vista como uma forma legítima para se alcançar uma
organização social que se queria mais perfeita pelo nivelamento
igualitário.
(….)
Contudo, a Providência nunca abandonou
a Terra de Santa Maria. Poucos anos após o Regicídio e o golpe que instaurou a
República, Ela chamou-nos de novo a influenciar a História. Foi a três simples
pastorinhos, filhos da nossa gente, que a Virgem escolheu para transmitir a
mensagem mais importante da Era presente. Portugal foi chamado, uma vez mais, a
continuar a fazer o inverosímil e, do seu pequeno território, ecoou uma mensagem
de espiritualidade por todo o Orbe, fazendo graves advertências e convidando a
Humanidade a uma conversão profunda.
(…)
#### ||
####
de:
Pós-modernismo é o nome dado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes, nas sociedades desde 1950.
Mas, existe o medo, o medo de mudança, o medo do novo e a perda do conservadorismo.
Ele nasce com várias mudanças na arquitetura e principalmente na computação, entra na filosofia nos anos 70 como crítica da cultura ocidental, ou seja, são mudanças gerais desde nas artes até na tecnologia, e se alastra por todos os lados e meios, sem saber se é uma forma de decadência ou se é um renascimento cultural.
O pós-modernismo invadiu o quotidiano com a tecnologia electrónica em massa e individual, onde a saturação de informações, diversões e serviços, causam um “rebu” pós-moderno, com a tecnologia programando cada vez mais o dia-a-dia dos indivíduos.
A importância do pós-modernismo na economia foi “mostrar” aos indivíduos a capacidade de consumo, a adotarem estilos de vida e de filosofias, o consumo personalizado, usar bens e serviços e se entregarem ao presente e ao prazer.
Os pós-modernistas querem rir levianamente de tudo, nos quais encaram uma ideia de ausência de valores, de vazio, do nada, e do sentido para a vida.
A sociedade se torna emergente ou decadente, pois são baseadas nas sociedades pós-industriais na informação que tem como referencia o Japão, os EUA e os centros europeus.
A essência da pós-modernidade vem através das cópias e imagens de objetos reais, a reprodução técnica do real, significa apagar a diferença entre real e o imaginário, ser e aparência, ou seja, um real mais real e mais interessante que a própria realidade.
Um exemplo disso é a televisão, que aliada ao computador simula um espaço hiper-real, espetacular que excita e alegra.
O hiper-real simulado fascina porque é o real intensificado na cor, na forma, no tamanho, nas suas propriedades, é quase um sonho, onde somos levados a exagerar nossas expectativas e modelamos nossa sensibilidade por imagens sedutoras.
O ambiente pós-moderno significa simulação, ele não nos informa sobre o mundo, ele o refaz à sua maneira, hiper-realizam o mundo, transformando-o num espetáculo.
No ambiente pós-moderno há informação e há comunicação, é o que representa a realidade para o homem, que vieram ampliar e acelerar a circulação das mensagens através dos livros, jornais, cinema, rádio, TV.
Através destas mensagens, o homem procura sua imagem “comprando” discursos, para lhe proporcionar Status, bom gosto, na moda, na aparência, no narcisismo levando muitas vezes a extravagâncias, ou então imitando modelos exóticos.
No pós-modernismo o homem vive banhado num rio de testes permanentes, onde a informação e a comunicação transportam a impulsividade para o consumo.
Saturação, sedução, niilismo, simulacro, hiper-real, digital, desreferencialização, são consideradas senhas para “nomear” o pós-moderno, ele significa mudanças com relação à modernidade, ele é um fantasma que passeia por castelos modernos.
O individualismo atual nasceu com o modernismo, mas o seu exagero narcisista é o acréscimo pós-moderno, ele é um princípio esvaziador, diluidor, ele desenche, desfaz princípios, regras, valores, práticas e realidades, promove a des-referencialização do real e a des-substancialização do sujeito.
O pós-modernismo é eclético, mistura várias tendências e estilos sob o mesmo nome, ele é aberto, plural e muda de aspecto se passamos da tecnociência para as artes plásticas, da sociedade para a filosofia, ou seja, ele flutua no indecidível.
(…..)
Foram tantas as mudanças nas ciências, tecnologia, nas artes, no pensamento, no social, que o pós-modernismo se instalou de uma grande forma que foi formando uma teia no quotidiano da massa.
Ele teve um “des”, um principio esvaziador, como por exemplo:
Des – refencialização do real.
Des – materialização da economia.
Des – estetização da arte.
Des – construção da filosofia.
Des – politização da sociedade.
Des – substancialização do sujeito.
E outros,...
E com qual resultado?
Dará o zero da representação, não se pode representar o fim da representação!
O pós-modernista vive a irrealidade, niilismo, onde o mundo para ele se resume em: consumo, informação, moda, individualismo, sem uma identidade definida, e nem definitiva.
Conclusão:
O pós-modernismo é tudo o que se refere ao novo, foi quando ocorreu a total mudança, ou melhor, uma mudança geral em quase todos os aspectos, desde nas artes até nas ciências.
Ele é individualista, liberto de crenças, medos, preconceitos, pelo contrario, foi uma fase de se colocar ideias e pensamentos livres de objeções.
Com isso o pós-modernismo invadiu o mundo dos indivíduos, através da mídia, da tecnologia, da eletrónica, enfim das informações em massa, levando e seduzindo o individuo ao um consumo frenético.
Ele encarna vários estilos de vida e de filosofia, mas com a total ausência de valores, mas por outro lado o pós-modernismo tem a participação do publico, é de fácil compreensão e vivencia o real, o presente, o aqui e o agora.
O pós-modernismo é indefinível, mais é sensível, liberto, e ao mesmo tempo integrado, e aceito pela massa, devido a sua “simplicidade” e facilidade de expor o seu significado.
….”
………………..