quarta-feira, 17 de abril de 2013

PORTUGAL POLÍTICO E A “ENGENHARIA DO AMBIENTE” DEMOCRÁTICO (parte 1 - upgrade)

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Não tenho conhecimento de existirem acordos ortográficos na anglofonia ou na francofonia ou na hispanofonia, mas na Lusofonia tal evento administrativo está a marcar decididamente a natureza gramatical da linguagem do povo português;

 

E o evento político associado deixa-me algumas dúvidas “de método” e julgo não transportar em si qualquer espécie de consequência para a linguagem comum dos portugueses,
e para a sua vida essencial, nacionalista naturalmente.

 

[….]

 

O “Português” tem tanto de língua apaixonante quanto de ambiguidade e ambivalência como, de resto, qualquer linguagem complexa que permita o entendimento entre os membros que são seus utilizadores, e em simultâneo também os seus elementos fisiológicos orgânicos caracterizadores de uma mesma “casta tribal”.

 

A língua é, pois, um poderoso elemento aglutinador do “povo orgânico” e um fator de caracterização de uma mesma alma e de um sentimento patriótico de natureza emocional mas também de devoção a uma cultura comum.

 

Os equívocos na sua utilização “estratégica” (enquanto processo de decisão política ao nível da comunicação empresarial e do respetivo entendimento cognitivo nas massas humanas) serão casos de “estudo recomendado” para uma profilaxia cuidadosa da identidade comum e nacionalista na “causa lusitana”.

(subjugada a uma metodologia política de base)

 

Um caso prático,
“Liberal, Liberalismo, Liberalista”.

 

Um cidadão adepto do “Liberalismo Político” deve ser apelidado de “Liberalista”, quer na significância do sentido lato do nome quer no adjetivo qualificativo.

(e sem equívocos)

 

Esse mesmo cidadão chamado de “Liberal” quanto ao “nome” poderá corresponder (de facto) a um cidadão político adepto do liberalismo,
mas no que respeita ao adjetivo a expressão é ambígua e corresponderá à mesma pessoa qualificada como “gostar de dar, ser generosa” ou “tolerante e largo de espírito”.

 

(portanto, confusões oportunistas no sentido político adverso…)

 

 

O “Liberalismo” aparece bem “adjetivado” enquanto disciplina política já que será uma doutrina segundo a qual o Estado não deve intervir na economia (liberalismo económico), e também uma doutrina segundo a qual convém dar aos cidadãos as melhores garantias contra o arbítrio do governo, separando deste o poder legislativo e judicial.

 

 

Mas quanto à natureza do “nome” liberalismo volta a ser a “ciência” da bondade e do altruísmo.

 
 

(politicamente desastroso ??)

 

 
 

Na verdade, e de forma pessoal, acho que (de facto) os políticos deveriam ser “pessoas de bem” e generosas no sentido da altivez moral da prática política e na conduta correta da gestão do bem público;

 

 
E no sentido linear dessa compreensão tenho as minhas dificuldades de entendimento quanto aos equívocos político-sociais agregados a esta “temática emergente” com coloração intensa garrida e néon.

 

 

 
[….]

 
 

 

A perigosidade dos Produtos Políticos de “Linha Branca” em paridade com os importantes Párias na sua identidade nacional desconhecida;

 

 

Eu respeito os Cidadãos Párias como respeito qualquer coisa que me chame a atenção para o seu exotismo específico,
  
porque na realidade,
  
a luxúria extravagante dos comportamentos associados continuam a deixar-me perplexo de surpresa talvez pela razão singela da minha inadaptação ao irracionalismo cognitivo da ameaça e, por isso, perigosa na sua inteligência provocante quanto duvidosa.

 

 

 
E assim temos de volta, pois, os famosos Engenheiros do Ambiente,

párias sem povo, sem território específico e sem uma linguagem comum ao destino de uma identidade histórica coletiva.

 

 

Claro que pode apetecer dizer qualquer coisa como …“até que enfim, cá estão eles artistas portugueses, já tínhamos falta de material político relevante com que nos rirmos (…)”.

 

 

 

[….]

 

 

 
Numa especificidade social pós-moderna e atualizada os produtos da “Linha Branca Política” serão “idiotas e contraproducentes”,

 característicos de um processo de transformação orgânica de oiro puro em “alumínio clarinho”,
  
próprios de um lóbi “empresarial” impotente na rentabilidade negocial ao nível do “Negócio Português” na entidade bancária politicamente associada.

 

 
(e numa ordem do funcionamento comercial de base de 10% de margem na largura da avenida e no transito aeroportuário)

 

 

Parece que os portugueses terão tendência natural a manter-se em fase com o azar histórico e com o paradoxo da alegria perentória (mas enviesada) do sucesso da melodia vencedora aparentemente resultante de uma herança heráldica miscigenada e duvidosa no “princípio ético” (!!...),
  
e por isso, reveladora de uma moral política e social decadente e de uma estratégia para Portugal que deprime o mais consagrado espirito ao eufemismo da alegria sistémica.  

 
 

(….)


 

Sugiro a leitura de um texto certeiro.

 

§§§§ / §§§§


ANEXO – LEITURA BIBLIOGRÁFICA:


………………..

“…

de:


 

duas ou três coisas


notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa

sábado, 1 de janeiro de 2011

A linha branca











Aquele embaixador era conhecido pelo seu "mau feitio", pela sua tendência para uma fácil conflitualidade. Homem radicalmente conservador, era, no entanto, culto e inteligente, um profissional competente por quem eu me habituara a ter consideração. Também por outra razão: dizia sempre o que pensava, doesse a quem doesse. E isso é muito raro.

 

Quando entrei na chancelaria da Embaixada que ele chefiava, num certo país candidato a membro da União Europeia, fez-me alguma estranheza uma linha branca, com cerca de dez centímetros de largura, que atravessava o corredor, uns metros adiante do seu gabinete. Porque as minhas preocupações do dia eram maiores que a curiosidade, logo esqueci o assunto.

 

No dia seguinte, ao passar de novo pela Embaixada, não resisti:

 

- O que é aquela faixa branca, ali no chão?

 

- É uma linha de segurança - responde-me, sério, o embaixador.

 

- De segurança?

 

- Ao fundo daquele corredor fica o arquivo e o serviço de cifra. Os funcionários da Embaixada que não têm nacionalidade portuguesa não podem atravessar aquela linha. Quem o fizer, pode ter sanções disciplinares. Você perceba: no fundo, eles ainda são todos comunistas...

 

Olhando para a evolução política entretanto ocorrida naquele país, agora já membro pleno da União Europeia, deviam ser os últimos.

……………..

 


 

3 comentários:


César Ramos disse...

(...) no mínimo, caricato! A "linha de segurança" seria então uma reminiscência do "muro da vergonha" - mas ao contrário!

Pisar o risco - tal como na estrada (também uma linha branca)-, é sempre uma contravenção gravíssima!

Cumprimentos, e Votos de um Feliz 2011
César Ramos



verdade que em portugal se diz "não pises o risco(ou a risca)".
Chamar-lhe linha de segurança tem graça e pôr isso em prática revela uma personalidade ou um personagem.




Anônimo disse...

Lembro de minha infância passada em uma aldeia raiana perto de Chaves, não havia no chão linha ou risco que delimitasse as terras, mas quando eu vinha correndo apressada do comércio da Marina, ares de contrabandista, uma caixa de bolachas napolitanas escondida junto ao peito como se fosse uma tábua de salvação… na época não as havia em Portugal, e logo depois do pequeno marco caiado atravessava uma linha que meus olhos não viam… e estava em Portugal, respirava aliviada! deste lado os Carabineros, designação da guarda fiscal espanhola, não me podiam confiscar o fardo precioso… Linhas ou faixas sejam elas visíveis ou invisíveis sempre são sinônimos de separação, divisão, proibição… mas depende de quem olha e por que ângulo vê… no meu caso era de fato uma linha de segurança…

G. Sanches


 

 

…”

 

………………..










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