Não
tenho conhecimento de existirem acordos ortográficos na anglofonia ou na francofonia
ou na hispanofonia, mas na Lusofonia
tal evento administrativo está a marcar decididamente a natureza gramatical da
linguagem do povo português;
E o evento político associado deixa-me algumas
dúvidas “de método” e julgo não transportar em si qualquer espécie de
consequência para a linguagem comum dos portugueses,
e para a sua vida essencial, nacionalista naturalmente.
[….]
O “Português” tem tanto de língua apaixonante quanto
de ambiguidade e ambivalência como, de resto, qualquer linguagem complexa que
permita o entendimento entre os membros que são seus utilizadores, e em
simultâneo também os seus elementos fisiológicos orgânicos caracterizadores de
uma mesma “casta tribal”.
A língua é, pois, um poderoso elemento aglutinador
do “povo orgânico” e um fator de caracterização de uma mesma alma e de um
sentimento patriótico de natureza emocional mas também de devoção a uma cultura
comum.
Os equívocos na sua utilização “estratégica”
(enquanto processo de decisão política ao nível da comunicação empresarial e do
respetivo entendimento cognitivo nas massas humanas) serão casos de “estudo
recomendado” para uma profilaxia cuidadosa da identidade comum e nacionalista na
“causa lusitana”.
(subjugada a uma metodologia política de base)
Um caso prático,
“Liberal, Liberalismo, Liberalista”.
Um cidadão adepto do “Liberalismo Político” deve ser
apelidado de “Liberalista”, quer na significância do sentido lato do nome quer
no adjetivo qualificativo.
(e sem equívocos)
Esse mesmo cidadão chamado de “Liberal” quanto ao “nome”
poderá corresponder (de facto) a um cidadão político adepto do liberalismo,
|
mas no que
respeita ao adjetivo a expressão é ambígua e corresponderá à mesma pessoa
qualificada como “gostar de dar, ser generosa”
ou “tolerante e largo de
espírito”.
(portanto,
confusões oportunistas no sentido político adverso…)
O
“Liberalismo” aparece bem “adjetivado” enquanto disciplina política já que será
uma doutrina segundo a qual o Estado
não deve intervir na economia (liberalismo económico), e também uma doutrina
segundo a qual convém dar aos cidadãos as melhores garantias contra o
arbítrio do governo, separando deste o poder legislativo e judicial.
Mas quanto
à natureza do “nome” liberalismo volta a ser a “ciência” da bondade e do
altruísmo.
(politicamente
desastroso ??)
Na
verdade, e de forma pessoal, acho que (de facto) os políticos deveriam ser
“pessoas de bem” e generosas no sentido da altivez moral da prática política
e na conduta correta da gestão do bem público;
E no
sentido linear dessa compreensão tenho as minhas dificuldades de entendimento
quanto aos equívocos político-sociais agregados a esta “temática emergente”
com coloração intensa garrida e néon.
[….]
A perigosidade dos Produtos Políticos
de “Linha Branca” em paridade com os importantes Párias na sua identidade
nacional desconhecida;
Eu respeito os Cidadãos Párias como
respeito qualquer coisa que me chame a atenção para o seu exotismo
específico,
porque na realidade,
a
luxúria extravagante dos comportamentos associados continuam a deixar-me perplexo de
surpresa talvez pela razão singela da minha inadaptação ao irracionalismo
cognitivo da ameaça e, por isso, perigosa na sua inteligência provocante
quanto duvidosa.
E
assim temos de volta, pois, os famosos Engenheiros do Ambiente,
párias sem povo, sem território
específico e sem uma linguagem comum ao destino de uma identidade histórica
coletiva.
Claro que pode apetecer dizer qualquer
coisa como …“até que enfim, cá estão eles artistas portugueses, já tínhamos
falta de material político relevante com que nos rirmos (…)”.
[….]
Numa especificidade social pós-moderna
e atualizada os produtos da “Linha Branca Política” serão “idiotas e
contraproducentes”,
próprios de um lóbi “empresarial” impotente
na rentabilidade negocial ao nível do “Negócio Português” na entidade
bancária politicamente associada.
(e numa ordem do funcionamento comercial
de base de 10% de margem na largura da avenida e no transito aeroportuário)
Parece que os portugueses terão
tendência natural a manter-se em fase com o azar histórico e com o paradoxo da
alegria perentória (mas enviesada) do sucesso da melodia vencedora aparentemente
resultante de uma herança heráldica miscigenada e duvidosa no “princípio
ético” (!!...),
e por isso, reveladora de uma moral
política e social decadente e de uma estratégia para Portugal que deprime o
mais consagrado espirito ao eufemismo da alegria sistémica.
|
(….)
Sugiro
a leitura de um texto certeiro.
§§§§
/ §§§§
ANEXO –
LEITURA BIBLIOGRÁFICA:
………………..
“…
de:
duas ou três coisas
notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa
sábado,
1 de janeiro de 2011
A linha branca
Aquele
embaixador era conhecido pelo seu "mau feitio", pela sua tendência
para uma fácil conflitualidade. Homem radicalmente conservador, era, no
entanto, culto e inteligente, um profissional competente por quem eu me
habituara a ter consideração. Também por outra razão: dizia sempre o que
pensava, doesse a quem doesse. E isso é muito raro.
Quando
entrei na chancelaria da Embaixada que ele chefiava, num certo país candidato a
membro da União Europeia, fez-me alguma estranheza uma linha branca, com cerca
de dez centímetros de largura, que atravessava o corredor, uns metros adiante
do seu gabinete. Porque as minhas preocupações do dia eram maiores que a
curiosidade, logo esqueci o assunto.
No
dia seguinte, ao passar de novo pela Embaixada, não resisti:
-
O que é aquela faixa branca, ali no chão?
-
É uma linha de segurança - responde-me, sério, o embaixador.
-
De segurança?
-
Ao fundo daquele corredor fica o arquivo e o serviço de cifra. Os funcionários
da Embaixada que não têm nacionalidade portuguesa não podem atravessar aquela
linha. Quem o fizer, pode ter sanções disciplinares. Você perceba: no fundo,
eles ainda são todos comunistas...
Olhando
para a evolução política entretanto ocorrida naquele país, agora já membro
pleno da União Europeia, deviam ser os últimos.
3 comentários:
(...) no mínimo,
caricato! A "linha de segurança" seria então uma reminiscência do
"muro da vergonha" - mas ao contrário!
Pisar o risco - tal como na estrada (também uma linha branca)-, é sempre uma contravenção gravíssima!
Cumprimentos, e Votos de um Feliz 2011
César Ramos
Pisar o risco - tal como na estrada (também uma linha branca)-, é sempre uma contravenção gravíssima!
Cumprimentos, e Votos de um Feliz 2011
César Ramos
verdade que em
portugal se diz "não pises o risco(ou a risca)".
Chamar-lhe linha de segurança tem graça e pôr isso em prática revela uma personalidade ou um personagem.
Chamar-lhe linha de segurança tem graça e pôr isso em prática revela uma personalidade ou um personagem.
Lembro de minha
infância passada em uma aldeia raiana perto de Chaves, não havia no chão linha
ou risco que delimitasse as terras, mas quando eu vinha correndo apressada do
comércio da Marina, ares de contrabandista, uma caixa de bolachas napolitanas
escondida junto ao peito como se fosse uma tábua de salvação… na época não as
havia em Portugal, e logo depois do pequeno marco caiado atravessava uma linha
que meus olhos não viam… e estava em Portugal, respirava aliviada! deste lado
os Carabineros, designação da guarda fiscal espanhola, não me podiam confiscar
o fardo precioso… Linhas ou faixas sejam elas visíveis ou invisíveis sempre são
sinônimos de separação, divisão, proibição… mas depende de quem olha e por que
ângulo vê… no meu caso era de fato uma linha de segurança…
G. Sanches
G. Sanches
…”
………………..

Sem comentários:
Enviar um comentário