domingo, 29 de dezembro de 2013

A LÓGICA POLÍTICA DE “CONTRA-PODER” (parte 1 - upgrade)

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Estará Portugal no Futuro Político do Quê ??


(em concreto e por este “caminho das estrelas”...)


 

De facto (aparentemente por consequência direta) os estragos são notórios e evidentes e não só no património cultural como também na natureza política e humana dos portugueses,
que (com uma naturalidade genuína) se mantêm no caminho do europeísmo ocidental próprio do “território” humano, antropológico e sociológico português;

 

Mas (também com a normalidade humana) aprendem com os Mestres Políticos o ofício de artista da “Arte da Vida”.  

 

[….]

 


Por incrível que possa parecer a esmagadora maioria das campanhas e manifestações antirregime político da democracia portuguesa (com todos os seus defeitos) não são mais do que Manifestações de Contrapoder e de combate àquilo que se “deseja para si” a qualquer custo e por qualquer “método de trabalho”.

 

Tudo numa leitura (muito) simplista de um fenómeno com metodologia operacional no populismo da sua aplicação para que, dessa forma, possa adquirir a massa crítica necessária condutora para a eficácia dos resultados considerados necessários para o sucesso do desígnio político reclamado.

 


E estes fenómenos serão uma manifestação de contrapoder contra o quê, concretamente ??

 
E contra quem, concretamente ??

 

E porquê ??

 
(concretamente…)

 
 

Os protagonistas saberão as suas respostas “sérias” para aquelas nossas perguntas ingénuas ??

 

Eu tenho a certeza nas minhas dúvidas,
ou seja,

numa comparação lúcida poder-se-á enunciar o exemplo das crianças que procuram na sua felicidade mal comportada um libertarianismo material e “ideológico” (…),
uma espécie de ritual enviesado para uma vida de “realizações alcançadas” de natureza profundamente infantil no seu elitismo bacoco,

e na sua visão parcial do fenómeno social das diferentes comunidades de “gentes”,
para tentar explicar que os portugueses (por esta metodologia técnica) estão a ser vítimas de “Crianças Grandes”, insufladas de espírito inventivo e acrescentadas de ambição estritamente pessoal numa missão obrigatoriamente corporativa na sua génese política de base (…).

 

 
 
[….]

 

 
Por esta “Via de Ensino” perde-se muito “tempo de caminho” e muita energia necessária para outras diligências de eficácia no destino,
mas (no fundo) teremos que admitir que não se perde o essencial – o desígnio político e cultural do povo português que é permanente e imutável;

 

E concretiza-se de forma determinada na sua visão de futuro - Nós somos nacionalistas e europeus por direito próprio mas também por vontade de ser aquilo que somos,
e isso irá concretizar-se na força da nossa natureza de colocar a título definito a cidadania portuguesa nas suas coordenadas políticas e estratégicas naturais – a Europa Ocidental e Comunitária (!!).

 

 
 
[….]

 

 

 

 


domingo, 1 de dezembro de 2013

O PEGO DO ALTAR DO COMPLEXO INDUSTRIAL-MILITAR PORTUGUÊS (parte 2 - upgrade)

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A clandestinidade política.

(em crónica reincidente)
 

Na medida do “quê” é que fará sentido haver hoje em Portugal partidos políticos na clandestinidade ??


Será “isto” racional ?
 

Deve entender-se a clandestinidade de que aqui se fala na perspetiva de uma conduta política assumida em profunda consciência de classe e numa espécie de revanchismo da mocidade portuguesa que compunha o operariado nacional dos anos 60 e 70,
tudo numa epopeia de saudosismo político,

no mínimo,
patética e politicamente deprimente (!!);

 

E a justificação das palavras será porque a “situação” está fora de época e porque será qualquer coisa parecida com uma tragédia política fora do seu tempo natural que condena os portugueses a uma tempestade climática permanente,
e desajustada com a realidade de um país que se pretende modernista e pioneiro no seu alinhamento político e estratégico com o seu parceiro europeu.

 

E aquela questão antropológica da mocidade portuguesa do operariado nacional deve ser entendida na sua melhor leitura e interpretação política (porque há outras “visões” possíveis…),
e numa abrangência de todas as correntes políticas de “ambos os lados” da contenda tradicional,

tudo compilado na união que faz a força da resistência política (observável à vista desarmada) ao progresso e à modernidade política e económica do Estado e do Povo Português (…).

 

A resistência “invisível” mas estruturalmente presente na sociedade portuguesa,
embora em modelo irracional ou pelo menos de “não consciência” política por parte da massa crítica que elege governos e regimes,

num formato incómodo que configura uma Clandestinidade Política ativa (e persistente) contra o regime político da Constituição da República Portuguesa (!!).

 

O regime político da democracia, do Estado de Direito, do pacto económico com a União Europeia e com a própria Europa Ocidental olhando para esta questão na perspetiva da problemática cultural associada.

 

E “isto” materializa-se na conduta das personagens nacionais que de forma permanente e continuada clamam pela saída de Portugal do euro e o regresso à moeda nacional, a saída da União Europeia, a nossa vocação para o mar e para África, a vocação para a diáspora da emigração (numa espécie de manutenção da cultura do “colono português”…),
a insistência na menoridade económica natural do povo português e na incapacidade política e económica permanente do Estado,

a reincidência na pensada “estupidez natural” dos portugueses e na sua presumível “incapacidade” cultural para se tornarem cidadãos adultos e de pleno direito de cidadania, etc. (…..).


Todos conhecemos este problema, todos sabemos quem são os seus protagonistas, todos assistimos a esta “Coisa nacional” de combate ao Portugal europeu e aos portugueses com a impotência e com a frustração de quem se sente injustiçado e lesado com a conduta de personagens que insistem em viver o seu ideário político e a respetiva conduta de liderança na fase do sonho de crianças que ainda se mantêm em estado bruto e genuíno (!!).


Na perspetiva da sua leitura política este fenómeno é incrível e improvável num país alinhado com o século XXI e com a Europa,
mas muito real na vida dos portugueses…

… e chama-se Política na Clandestinidade !!

 

[…..]

 

Mas clandestinidade a quê (concretamente…) ??

Será o paradigma desta questão, ou talvez antes, o Paradoxo deste tempo em que vivemos o atual momento político;

E porquê ?


Na realidade ninguém saberá responder e daí o fenómeno associado, aparentemente tudo numa semelhança muito real com um comportamento desviante como sendo, por exemplo, aquele que caracteriza as “Pessoas Inadaptadas” (…).
 

O que (naturalmente) levanta uma questão imediata e natural,
terá esta situação resolução num tempo reduzido ??

 

Não, é óbvio que não, a reabilitação política deste tipo de pessoas é praticamente impossível de concretizar em qualquer unidade de tempo;

 
São (portanto) cidadãos inadaptados a título definitivo…
 

E isto só é verdadeiramente importante para podermos perceber a natureza do problema que os portugueses têm que enfrentar.

 

Os nossos melhores cidadãos políticos e líderes das diferentes tutelas do Estado são “apenas e tão somente” Crianças Inadaptadas e portadoras de doença política Incurável (!!...).

 

(aparentemente, contra Portugal e os portugueses)

 

[…..]

 

Pós-Escrito:

O que fazer ?    Pode ser feito algo ?     Quando e Como ?

Esperar !!   

Esperar por melhores dias e ter fé, muita fé, porque esta doença não tem cura mas também não é contagiosa (…), e havendo uma única solução credível sob o formato de uma alternativa política conseguida pela via da democracia representativa teremos que esperar por um “quarto milagre de Fátima”;    

E, talvez, cantar a uma só voz a nossa esperança e a nossa crença no futuro de um país que identifica a Cidadania Portuguesa com a Identidade Europeia (!!...).

 




segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O PEGO DO ALTAR DO COMPLEXO INDUSTRIAL-MILITAR PORTUGUÊS (parte 1 - upgrade)

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Insisto neste “formato de texto” num dia especial em que alguns de nós clamam pela “verdade democrática” a qual usam no bolso das suas “calças de trabalho” qual lenço sujo e enrodilhado em poeira de estrada lamacenta.

 

Mas é assim a nossa vida hoje,
de portugueses embrutecidos e infantilizados pela estupidez das almas iluminadas de sabedoria aparentemente embalada pelo som do bandulho ruminante de uma digestão política de alto nível quanto duvidosa na sua natureza política e ética (…).

 

E também eu deixo um recado às “maças” intelectuais reunidas e sentadas à mesma mesa da Nação – o Povo Português é um povo sereno, pacato e trabalhador,
e sério no paradigma de vida,

e não gosta da “Conversa da Treta” de Pessoas que têm idade e sabedoria acumulada para terem juízo, um mínimo de bom senso, e respeito institucional pelos (“seus”) portugueses de afinidade histórica (!!).

 
Os meus cumprimentos à Fundação.

 

[….]

 

 

O Novo Conceito Estratégico de Defesa Nacional foi aprovado em 21 de Março deste ano pela Resolução do Conselho de Ministros Nº 19/2013.

 

(facto consumado)

 

O último CEDN foi “construído” em 2003, derivou diretamente das conclusões resultantes de estudos aprofundados inscritos no Livro Branco da Defesa Nacional,
e este Conceito Estratégico exercia o seu “esforço principal” num conjunto de preocupações estratégicas que se materializavam diretamente nas problemáticas associadas à Defesa do Território Nacional num contexto de Segurança e Defesa da Identidade Europeia sob a tutela da NATO.

 

(em todas as suas vertentes políticas, económicas e militares, e as respetivas “multi-capacidades” associadas)

 

Deste CEDN (de 2003) derivou o respetivo Conceito Estratégico Militar que ainda está em vigor neste momento e que norteou a atuação da componente militar da Defesa Nacional de Portugal nos últimos dez anos.

 

(…)

 

Aguarda-se, portanto, a publicação do novo Conceito Estratégico Militar derivante do CEDN aprovado pelo Governo de Portugal em 21 de Março de 2013.

 

Este novo conceito, também de forma muito simplista, altera o “rumo” do esforço principal antes inscrito no anterior CEDN para os “conteúdos” operacionais diretamente relacionados com a Segurança Cooperativa no quadro estratégico e político da Política de Defesa e de Segurança Comum (PDSC) da União Europeia.

 

Desta forma, e de modo incontornável, o contexto político e estratégico da Defesa Coletiva inscrito no quadro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), a “pedra de base” da organização, é substituído pela Defesa Cooperativa inserida no âmbito da jurisdição da União Europeia (incluindo os países sem laços com a NATO) e materializa-se na PDSC;

A Política de Defesa e de Segurança Comum entrou em vigor com a assinatura do Tratado de Lisboa e sucedeu à Política Europeia de Segurança e de Defesa (PESD).

Formalmente, a PDSC é um domínio do Conselho da União Europeia (é um organismo intergovernamental em que os Estados-membros estão representados) e em que a figura do Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança assume um papel relevante como responsável titular de toda esta “área de geografia política e estratégica” da Europa Comunitária.

 

(sendo sucedâneo na função política ao “Senhor PESC” que, numa realidade objetiva e no contexto da tutela NATO, nunca teve existência real…)

 

[….]

 

 

Na prática quais serão as diferenças principais entre uma “coisa e outra” ??

 

A visualização desta problemática no enquadramento político português (e não só…) deriva diretamente do escalão político envolvido na génese dos “interesses pendentes” (e críticos…) para os subscritores das diferentes vertentes envolvidas nesta questão;

 

E (principalmente) contabilizando os espectros englobados no cálculo dos “prejuízos políticos patrimoniais” inesperados e não contabilizados nas expectativas construídas com amor, carinho e devoção do antecedente.

 

(e de forma continuada e metódica…)

 

As missões militares, no fundo, serão as mesmas para as Forças Armadas Portuguesas, mas construídas segundo um novo paradigma político e estratégico ao qual Portugal saberá dar o seu melhor contributo e,
também agora,

a melhor devoção de fé na construção de uma nova realidade de Segurança e Defesa na Europa Ocidental Comunitária.

 

O conceito de Defesa Cooperativa deriva diretamente das vertentes estratégicas através das quais Portugal se irá inserir proximamente pelo cumprimento de missões militares no contexto do “Combate” às diferentes e múltiplas Ameaças Transnacionais - sob a égide e comando da União Europeia (PDSC), a primeira e a principal prioridade, a NATO (em segunda prioridade) e os CPLP (em terceira leitura).

“As Nações Unidas (ONU) continuam a ser uma instituição legitimadora última do uso da força. A participação de Portugal no Conselho de Segurança criou novas oportunidades e obrigações que reforçam a credibilidade política nacional”.

 

 

[….]

 

O Complexo-Industrial Militar Português.

 

E qual poderá ser o problema envolvido nesta temática e qual a nova versão de paradigma político e estratégico ??

(na sua leitura pragmática…)

 

Haverá diferenças políticas e estratégicas para Portugal ???

 

Com toda a certeza absoluta !!

 

E porquê ?

Porque a dinâmica é “outra” e porque o paradigma político da UE é diferente daquele que anima e marca a cadência de envolvimento da NATO no mundo “novo” e nos diferentes cenários marcadamente regionais,
quer na natureza dos conflitos quer na natureza e amplitude das forças multinacionais envolvidas na resolução militar.

 

O próprio conceito de Defesa do Território e da Soberania Nacional terá uma leitura política provável contextualizada com a NATO (numa opção de “interpretação”) e uma outra leitura completamente diferente no contexto político e estratégico da União Europeia.

  

Por outro lado não menos importante, a Europa ocidental é em si própria um cenário de geografia política e estratégica marcado por vários interesses (relevantes) onde muitas e diferentes sensibilidades marcam a sua presença notada,
muito em especial nos países da gigante Europa Comunitária.

 

A Europa ocidental é um cenário regional no contexto da geografia estratégica mundial onde já ocorreram duas guerras mundiais e, potencialmente, sempre presente no “estudo tático da área de operações” dos cenários prováveis de um terceiro incidente da mesma natureza.

 

E na medida do raciocínio anterior a existência natural de uma Força Militar Multinacional no contexto Regional atrás referenciado (entenda-se dos países constituintes da UE) será uma consequência diretamente resultante da leitura da evolução dos cenários estratégicos mundiais naquilo que respeita às Ameaças potenciais.

 

A verdade dos factos (“Complexos e Empresariais”) parece ser muito simples – o Aliado Natural de Portugal passou a tomar a designação de União Europeia com todas as consequências estratégicas daí derivantes,
em particular no contexto da Segurança e Defesa Nacional.

 

Este cenário é simples, preciso e conciso e não oferece grandes dúvidas no seu conteúdo político e no multi-contexto estratégico relacionado.

 

O futuro de Portugal (a todos os níveis) passa pela Europa Comunitária e não por África ou pelos interesses estratégicos da América do Norte (!!).

 

 

[….]

 

 

Pós-Escrito:

Será tempo, pois, de deixarmos o estudo das histórias ilustradas da “Guerra Peninsular” para passarmos a estudar com dedicação e empenho a problemática “Filipina” do pós-desastre militar de “Alcácer Quibir” (VM),
assim como pensarmos de forma decidida nas consequências da “Batalha de Montes Claros” onde pusemos fim a um embuste político e redefinimos um novo país que se projetou estrategicamente no mundo através do Parceiro Estratégico Europeu;

 

(…)





quinta-feira, 7 de novembro de 2013

UMA SOLUÇÃO KEYNESIANISTA PARA PORTUGAL (parte 4 - upgrade)

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Li com atenção um texto inscrito na página internet do Instituto Ludwig von Mises Portugal (abaixo referenciado na leitura bibliográfica sugerida) e fiquei encantado com a palestra do Sr. Murray Rothbard, reputado economista americano alinhado com a Escola Austríaca da Economia numa relação próxima com a “visão” protagonizada pela corrente anarco-capitalista;

Segundo aquele autor o Paradigma Keynesiano entrou em colapso no início dos anos 70 e sugere que terá assumido uma expressão de culminação na atualidade no espaço político e económico dos Estados Unidos da América e na Europa.
 

Naturalmente que acredito porque não tenho sapiência para outras dilações, mas continuo a pensar que a realidade portuguesa é específica em qualquer “andamento” da sua visualização “tática ou estratégica”,
e em conformidade insisto na minha ignorância consciente de que mantenho-me absolutamente fidelizado com a doutrina económica de John Maynard Keynes…

Para Portugal.

   

(….)

 

 
E também insisto no meu “ideário” de que sou adepto do Keynesianismo desde miúdo porque incorporei a teoria a olhar de forma direta para o problema,
e aprendi com a lição que os problemas não se resolvem sozinhos quando não existem condições para se resolverem sozinhos.

 

A natureza capitalista e economicista (em sentido lato e académico) não poderá fazer milagres resolvendo com o seu funcionamento próprio de sistema as crises que ela própria cria (ou provoca),
em particular (ou em especial) quando o seu sistema operativo de base não existe “inserido” na fisiologia política e económica de um Estado em quantidade e em qualidade necessárias e suficientes para conseguir tal proeza e desiderato.

 

(e admitindo em ensaio prático ser possível a um qualquer sistema de liberalismo económico puro e duro, o Anarco-Capitalismo nomeadamente, coexistir com o Estado Português…)

 

Teremos, pois, como dado adquirido a Intervenção do Estado na economia portuguesa enquanto software principal e primordial de funcionamento fisiológico do “regime político”,
e nessa conformidade este problema terá uma solução (aparentemente) simples de configurar -  o Governo do Estado terá que programar, planear, coordenar e executar com proficiência exemplar o  modelo da sua “Intervenção” (!!);

 

Necessariamente uma conduta de procedimentos de Estado bem medida e bem moldada à realidade necessária,
“aquela que existe e é a verdade consumada”,

mas procurando o objetivo óbvio e eficaz – o Estado tem que ser o Motor Principal do funcionamento económico e estratégico deste país pequenino chamado Portugal que coexiste com a Europa e o Mundo num contexto político e estratégico potencialmente hostil e agressivo (e global no pior sentido da sua leitura interpretativa…).

 

O futuro dos portugueses passa pela perceção inteligente desta realidade antiga que hoje toma a forma e a expressão de uma escolha de modalidade de ação para o futuro;

 

O Estado português não tem muito tempo a perder em segundas escolhas e em itinerários desviantes,
o caminho a seguir está identificado e é o mais curto e direto para o “objetivo”,

no entanto, será o mais sensível e delicado nas opções políticas e garantidamente o mais difícil na conduta do leme pela razão singela de que todo o trabalho terá que ser feito por nós, portugueses, e não por outras personagens míticas e milagrosas (…).

 

E na medida do evento anterior há um raciocínio que tomará o formato de uma estrutura política primária de base,
o “Estado Social” e as outras figuras e figurões estruturantes da “democracia para todos” (…), e todas as outras expressões idiomáticas de infraestrutura política tornadas “Brejeirices” pela modernidade socialista e revolucionária pós-moderna terão que assumir num futuro (muito) próximo uma figura política e económica incontornável em Portugal   Tudo terá que ser Reinventado de Raiz, incluindo (naturalmente) a democracia, a política, as instituições, o Estado e, como é óbvio, os Portugueses (…);

 

E “isso” (aparentemente) não é possível de acontecer nesta “altura política do ano” (!!).

 

Tempo de um requiem de aniversário permanente da Revolução (idiomática) dos Cravos para nós,
os portugueses,

o povo que pasta no pasto da lezíria verdejante e paradísica,

para que olhemos apaixonados e com a ternura e a paixão encalorada própria dos amantes que detêm na profundidade da sua alma o amor pelo cenário alado, mítico e tão lindo de ideais de…

 
… tretas do tempo que passa por nós em velocidade furiosa (!!).

 

(………)

 
 
Sugiro a leitura do texto abaixo transcrito.

  

§§§§ / §§§§

 
ANEXO – LEITURA BIBLIOGRÁFICA:


………………..

“…

 

de:


 

Até aos anos de 1973 e 1974, os keynesianos que formavam a ortodoxia económica dominante desde o fim da década de 1930 estavam em alta, bem-sucedidos e inatingíveis. Praticamente todos aceitavam o ponto de vista keynesiano de que há algo na economia de livre mercado que a torna suscetível às variações do excesso ou da insuficiência de gastos (na prática, a preocupação keynesiana é quase que exclusivamente com a insuficiência nos gastos), e que, portanto, cabe ao governo compensar este defeito do mercado.

O governo deve compensar este suposto desequilíbrio manipulando os gastos e deficits (aumentando-os, na prática). Guiando esta função «macroeconómica» do governo, claro, estava um conjunto de economistas keynesianos (o «Conselho de Assessores Económicos»), que seriam capazes de fazer os «ajustes» na economia visando evitar a inflação ou a recessão, e regulamentar a quantidade total de gastos para assegurar uma continuidade no emprego da população sem que houvesse inflação.

Foi nos anos de 1973 e 1974 que até mesmo os keynesianos se deram conta de que algo estava muito, muito errado com este cenário confiante e que era a hora de se repensar os métodos, pois não apenas os 40 e tantos anos dos ajustes keynesianos não haviam conseguido eliminar uma inflação crónica que se havia instalado com a Segunda Guerra Mundial, mas foi naqueles anos que a inflação subiu temporariamente até atingir uma cifra de dois dígitos (cerca de 13% por ano).

Não só isso, também foi em 1973 e 1974 que os Estados Unidos entraram na depressão mais profunda e duradoura desde a década de 1930 (ela teria sido chamada de «depressão» se o termo não tivesse sido abandonado há tempos pelos economistas por ser impopular). Este fenómeno curioso de uma inflação jactanciosa ocorrendo simultaneamente a uma acentuada recessão simplesmente não deveria acontecer de acordo com o ponto de vista keynesiano do mundo.

Os economistas sempre souberam que a economia ou está passando por um momento de expansão, em que os preços sobem, ou ela está num período de recessão ou depressão, caracterizado por altas taxas de desemprego, situação na qual os preços acabam por diminuir. No caso da expansão económica, o governo keynesiano deveria «absorver o excesso de poder de compra» através do aumento dos impostos, de acordo com a receita keynesiana, isto é, ele deveria diminuir os gastos na economia.

Por outro lado, se a economia está a passar por um período de inflação e uma recessão, ao mesmo tempo em que apresenta um alto índice de desemprego, o que deve fazer o governo? Como pode ele pisar no acelerador da economia e no seu travão ao mesmo tempo?

Já durante a recessão de 1958 as coisas haviam começado a funcionar de maneira peculiar; pela primeira vez, a meio de uma recessão, os preços dos bens de consumo aumentaram, ainda que levemente. Era uma nuvem de pequenas dimensões, que parecia preocupar pouco os keynesianos.

Os preços dos bens de consumo subiram, novamente, durante a recessão de 1966, porém, esta era apenas uma recessão leve que também não oferecia grandes motivos para preocupação. A grande inflação da recessão de 1969 a 1971, no entanto, teve um impacto considerável, porém, foi necessário que ocorresse a recessão acentuada que se iniciou com a inflação de dois dígitos em 1973 e 1974 para que o establishment económico keynesiano fosse colocado num estado de desordem completa.

Ela fez com que eles percebessem que não só os seus ajustes haviam fracassado, mas também que o ciclo que supostamente estava morto e enterrado ainda estava entre nós, a economia estava então num estado de inflação crónica, tendendo a piorar cada vez mais e também estava sujeita a surtos contínuos de recessão, de uma recessão inflacionária ou «estagflação».

Isto não só era um fenómeno novo, mas um fenómeno que não podia ser explicado e que não deveria nem mesmo existir, de acordo com as teorias da ortodoxia económica.

Mais, esta inflação parecia estar a ficar cada vez pior: de aproximadamente 1-2% por ano no período do governo de Eisenhower, a 3-4% durante o período do presidente Kennedy, a 5-6% na administração Johnson, atingindo cerca de 13% em 1973-1974, para finalmente «voltar» para cerca de 6%, porém, apenas depois dos duros golpes de uma depressão acentuada e prolongada (aproximadamente entre 1973 e 1976).

Existem logo diversas coisas que precisam de ser explicadas quase que desesperadamente:

(1) Porquê esta inflação crónica e acelerada?

(2) Porquê a existência desta inflação mesmo durante profundas depressões económicas?   E, aproveitando o ensejo, seria importante explicar, se pudermos,

(3) o porquê deste ciclo económico? Por que se produziu este aparente ciclo sem fim de expansão e recessão?

 

Felizmente, as respostas a estas questões foram fornecidas pela «Escola Austríaca» de economia, tragicamente negligenciada, e a sua teoria do dinheiro e do ciclo económico, desenvolvida na Áustria por Ludwig von Mises e o seu seguidor Friedrich A. Hayek, levada por Hayek à London School of Economics no início da década de 1930.

Na realidade, a teoria austríaca do ciclo económico de Hayek cativou os jovens economistas da Grã-Bretanha exatamente por que ela por si só oferecia uma explicação satisfatória a respeito da Grande Depressão daquela década.

Futuros líderes keynesianos, como John R. Hicks, Abba P. Lerner, Lionel Robbins e Nicholas Kaldor, na Inglaterra, bem como Alvin Hansen, nos Estados Unidos, eram hayekianos até a alguns anos antes. Então, a Teoria Geral de Keynes tomou o cenário de assalto, após 1936, numa verdadeira «Revolução Keynesiana», que alegava de maneira arrogante que ninguém antes dela havia tentado oferecer qualquer explicação a respeito dos ciclos económicos ou da Grande Depressão.

Deve-se enfatizar que a teoria keynesiana não logrou êxito através do debate cuidadoso e da refutação da posição austríaca; pelo contrário, como costuma ocorrer na história da ciência social, o keynesianismo simplesmente tornou-se a nova moda, e a teoria austríaca não foi refutada, mas simplesmente ignorada e esquecida.

 

Por quatro décadas, a teoria austríaca foi mantida viva, sem ser lamentada, honrada ou louvada pela maior parte do mundo económico: apenas Mises (na Universidade de Nova York) e Hayek (em Chicago) e alguns de seus seguidores se mantinham fiéis a ela.

Seguramente não é um facto acidental que o renascimento atual da teoria económica austríaca coincidiu com o fenómeno da estagflação e do consequente esfacelamento a olhos vistos do paradigma keynesiano.

Em 1974, realizou-se a primeira conferência, depois de muitas décadas, dos economistas da Escola Austríaca, no Royalton College, em Vermont. Posteriormente, naquele mesmo ano, a profissão dos economistas ficou estarrecida com a concessão do Prémio Nobel a Hayek. Desde então, realizaram-se célebres conferências austríacas na Universidade de Hartford, no Castelo de Windsor, na Inglaterra, e na Universidade de Nova York, nas quais até mesmo Hicks e Lerner mostraram sinais de retornar, ainda que parcialmente, às posições que haviam negligenciado por tanto tempo. Conferências regionais foram realizadas na Costa Leste, na Costa Oeste e no Meio-Oeste, assim como no Sudoeste do país. Livros têm sido publicados sobre o assunto e, talvez ainda mais importante, surgiu um grande número de jovens professores e estudantes de graduação altamente capazes, devotados à escola económica austríaca, que sem dúvida contribuirão muito para a causa no futuro.

 

DINHEIRO E INFLAÇÃO


O que, então, nos tem a dizer sobre o nosso problema essa ressurgente teoria austríaca?

A primeira coisa a apontar é que a inflação nem é algo inevitavelmente inerente à economia, nem é um pré-requisito para um mundo crescente e próspero. Durante a maior parte do século XIX (com exceção dos anos da Guerra de 1812 e da Guerra Civil) os preços estavam a cair, e ainda assim a economia estava a crescer e a ser industrializada. Os preços em queda não desencorajaram de qualquer maneira a prosperidade na economia ou nos negócios.

Assim, a queda de preços é aparentemente o funcionamento normal de uma economia de mercado crescente. Como é, portanto, que a própria ideia de uma queda contínua de preços é tão contrária à nossa experiência a ponto de ela parecer um mundo de sonhos totalmente fantasioso? Por que, desde a Segunda Guerra Mundial, os preços vêm subindo continuamente, e até mesmo velozmente, tanto nos Estados Unidos quanto no resto do mundo?

Antes daquele período, os preços haviam subido acentuadamente durante a Primeira Guerra e a Segunda Guerra Mundial; no período entre as guerras, eles caíram levemente, apesar da grande expansão económica da década de 1920, e depois caíram acentuadamente durante a Grande Depressão da década seguinte. Em suma, além das experiências durante os períodos de guerra, a ideia de inflação como uma norma em períodos de paz foi estabelecida de facto após a Segunda Guerra Mundial.

A explicação favorita para a inflação é a de que ambiciosos empresários insistem em aumentar os preços para aumentar os seus lucros. Mas seguramente o quociente de «ambição» no mundo dos negócios não vivenciou um grande salto desde a Segunda Guerra Mundial. Por acaso não eram os empresários igualmente «ambiciosos» no século XIX, e até 1941? Então por que não ocorria essa tendência inflacionária até então? Além do mais, se os empresários são tão avarentos a ponto de aumentarem os preços em 10% por ano, por que param neste número? Por que esperam? Por que não aumentam os preços em 50%, ou os dobram, triplicam, imediatamente? O que os está a impedir?

Uma falha semelhante serve para rebater outra das explicações preferidas sobre a inflação: a de que os sindicatos insistem em salários mais altos, o que por sua vez faz com que os empresários aumentem os preços. Além do facto de que a inflação apareceu já nos tempos da Roma Antiga, muito antes do surgimento dos sindicatos, e além da falta de evidências que indiquem que os salários sindicalizados aumentem a um ritmo mais alto que aqueles que não são regulamentados pelos sindicatos, ou que o preço dos produtos produzidos por trabalhadores sindicalizados aumentam mais rapidamente que os produzidos por trabalhadores não sindicalizados, surge uma questão semelhante: por que, em todo caso, as empresas aumentam os seus preços? O que é que lhes permite aumentar os preços em uma determinada quantidade, mas não mais que ela? Se os sindicatos são poderosos, e as empresas tão suscetíveis, por que os salários e preços não aumentam em 50, ou 100% por ano? O que os está a impedir?

Uma propaganda de televisão inspirada pelo governo de alguns anos atrás chegou um pouco perto da resposta: os consumidores estavam a receber a culpa por serem muito «vorazes», por comerem e gastarem demais. Aqui, vemos pelo menos o início de uma explicação sobre o que estaria impedindo as empresas ou sindicatos de exigir preços ainda mais altos: os consumidores não iriam pagá-los. Os preços do café aumentaram vertiginosamente alguns anos atrás; um ou dois anos depois eles diminuíram acentuadamente devido à resistência dos consumidores — até certo ponto, devido a um «boicote» espalhafatoso dos consumidores — mais importante ainda, devido a uma mudança nos hábitos dos consumidores, que passaram a deixar de comprar café para consumir substitutos que tivessem preços mais baixos. Foi, portanto, um limite na procura do consumidor que os impediu.

Isto, no entanto, traz o problema alguns passos para trás, pois se a procura do consumidor é limitada, como parece lógico, em qualquer momento específico, como é que ela continua a subir, ano após ano, validando e permitindo assim que os preços e salários sejam aumentados? E se ela pode aumentar em 10%, o que impede que ela aumente em 50%? Resumindo, o que permite o aumento na procura dos consumidores, ano após ano, e no entanto impede que ela aumente ainda mais?

Para irmos ainda mais adiante nesta investigação de detetive, devemos analisar o significado do termo «preço». O que é exatamente um preço?

O preço de qualquer quantidade específica de um produto é a quantia de dinheiro que aquele que o compra deve gastar nele. Em suma, se alguém tem que gastar US$7 em dez pães, então o «preço» daqueles dez pães é sete dólares ou, como costumeiramente expressamos, o preço pela unidade do produto, o preço do pão é de US$0,70 por pão.

Existem, portanto, dois lados nesta troca: o comprador, com o dinheiro, e o vendedor, com o pão. Deveria ser algo claro, que a interação entre ambos os lados dá origem ao preço vigente no mercado. Para resumir, se mais pão entrar no mercado, o preço do pão diminuirá (um aumento na oferta diminui o preço).

Encontramos agora o elemento crucial que limita e detém a quantidade de procura do consumidor e, por consequência, o preço: a quantidade de dinheiro que os consumidores possuem. Se o dinheiro em seus bolsos aumentar em 20%, então a limitação em sua procura decrescerá em 20% e, caso os outros fatores permaneçam estáveis, os preços tenderão a aumentar também em 20%. Descobrimos o fator crucial: o stock ou a oferta de dinheiro.

Se considerarmos os preços globais para toda a economia, então o fator crucial passa a ser o stock ou oferta de dinheiro em toda a economia. Na realidade, a importância da oferta de dinheiro ao analisar-se a inflação pode ser vista quando estendemos a nossa análise do mercado de café ou pão para toda a economia em geral, pois todos os preços são determinados inversamente pela oferta da mercadoria e diretamente pela demanda por ela; porém, a oferta de mercadorias está, geralmente, aumentando, ano após ano, na nossa economia em constante crescimento, de forma que, do ponto de vista do lado da oferta da equação, a maioria dos preços deveria estar a diminuir e deveríamos estar passando agora por uma queda nos preços semelhante à que ocorreu no século XIX («deflação»).

Se a inflação crónica se devesse unicamente ao lado da oferta — às actividades de produtores, como empresas ou sindicatos — então a oferta de mercadorias estaria necessariamente diminuindo, aumentando assim os preços. Como, no entanto, a oferta de mercadorias está aumentando de maneira manifesta, a fonte da inflação deve estar no lado da, e o fator dominante no lado da demanda, como indicamos, é a oferta total de dinheiro.

De facto, se olharmos no mundo passado e presente, descobrimos que a oferta de dinheiro vem a aumentar a um ritmo acelerado. Ela aumentou também no século XIX, porém num ritmo muito mais vagaroso, muito menor do que o aumento correspondente em mercadorias e serviços; porém, desde a Segunda Guerra Mundial, o aumento da oferta de dinheiro — tanto aqui quanto no exterior — tem vindo a ocorrer muito mais rapidamente do que a oferta de mercadorias. A consequência é a inflação.

A questão crucial torna-se então: quem, ou o que, controla e determina a oferta de dinheiro e continua a aumentar a sua quantidade, especialmente nas últimas décadas? Para responder a esta questão, devemos primeiro considerar quanto dinheiro surge, em primeiro lugar, na economia de mercado.

Pois o dinheiro surgiu primeiro no mercado à medida que os indivíduos começaram a escolher uma ou mais mercadorias para servir como dinheiro; as melhores mercadorias-dinheiro são aquelas que estão em alta procura; que tem um valor alto por unidade-peso; que são duráveis, pois podem ser armazenadas por um longo período de tempo; que são móveis, pois podem ser prontamente transportadas de um lugar para outro; que são facilmente reconhecíveis, e que podem ser prontamente divididas em pequenas partes sem perder o seu valor.

Ao longo dos séculos, diversos mercados e sociedades escolheram um grande número de mercadorias para servir como dinheiro: desde sal e açúcar, passando por conchas e gado, e tabaco, até os cigarros utilizados nos campos de prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial.

Ao longo destes séculos, no entanto, duas mercadorias sempre saíram vitoriosas, onde quer que estivessem disponíveis, nesta corrida competitiva para se tornarem dinheiro: ouro e prata.

Os metais sempre circularam na forma do seu peso — uma tonelada de ferro, uma libra de cobre, etc. — e os seus preços foram calculados com base nestas unidades de peso. O ouro e a prata não foram exceções. Cada uma das unidades de moeda atuais teve a sua origem como unidade de peso, tanto de ouro quanto de prata. Assim, a unidade britânica, a «libra esterlina», recebeu este nome porque originalmente significava simplesmente uma libra de prata. (Para se ver o quanto a libra perdeu do seu valor ao longo dos séculos desde então, devemos observar que a libra esterlina vale atualmente dois quintos de uma onça de prata no mercado.

Este é o efeito da inflação britânica — do enfraquecimento do valor da libra.) O «dólar» era originalmente uma moeda boémia que consistia de uma onça de prata. Posteriormente, o «dólar» passou a ser definido como um vinte avos de uma onça de ouro.

Quando uma sociedade ou um país passa a adotar uma determinada mercadoria como dinheiro, e a sua unidade de peso se torna uma unidade de moeda — a unidade de cálculo na sua vida quotidiana — então diz-se que aquele país adotou aquele determinado «padrão» de mercadoria.

Uma vez que os mercados entenderam universalmente que o ouro e a prata são os melhores padrões onde quer que eles estejam disponíveis, o curso natural destas economias é o de se basearem no padrão-ouro ou no padrão-prata. Neste caso, a oferta de ouro é determinada pelas forças do mercado: pelas condições tecnológicas da oferta, os preços de outras mercadorias etc.

Desde que o mercado adotou pela primeira vez o ouro e a prata como dinheiro que o estado se mobilizou para assumir o controlo da função da oferta monetária, a função de determinar e criar a oferta de dinheiro na sociedade. Parece óbvio o motivo do estado desejar fazê-lo: isto significaria assumir o controlo sobre a oferta de dinheiro do mercado e entregá-la a um grupo de pessoas encarregadas do aparato estatal. Por que motivo querem fazê-lo também é claro: eis uma alternativa à taxação, já que as vítimas de uma cobrança de impostos sempre consideram isto algo oneroso.

Agora, portanto, os governantes do estado podiam simplesmente criar o seu próprio dinheiro e gastá-lo ou emprestá-lo a seus aliados favoritos. Nada disso era fácil até à descoberta da arte da impressão; depois disso, o estado pôde inventar meios de alterar a definição de «dólar», «libra», «marco», etc., passando-as de unidades de peso de ouro ou prata para meros nomes dados a pedaços de papel impressos pelo governo central. Este governo podia, então, imprimi-los sem qualquer custo e virtualmente ad lib, e gastá-los ou emprestá-los da maneira que bem desejasse. Este processo complexo levou séculos para ser concluído, porém, agora o stock e a capacidade de emitir dinheiro estão totalmente nas mãos de todos os governos centrais. As consequências estão cada vez mais visíveis ao nosso redor.

Consideremos o que aconteceria se o governo se dirigisse a um grupo de pessoas — digamos, a família Jones — e lhes dissesse: «estamos a conceder-vos o poder absoluto e ilimitado de imprimir dólares, para determinar o número de dólares em circulação e vocês terão um poder monopolista absoluto: qualquer outro que ousar utilizar-se de tal poder será encarcerado durante muito, muito tempo por se tratar de um falsificador mau e subversivo. Esperamos que utilize sabiamente este poder.»

Podemos muito bem prever o que a família Jones faria como este poder recém-adquirido. Inicialmente, eles o utilizariam de maneira lenta e cuidadosa, para pagar as suas dívidas, talvez para comprarem alguns bens específicos que desejassem; porém uma vez acostumados com o inebriante vinho da possibilidade de imprimir a sua própria moeda, eles logo começariam a utilizar ao máximo todo esse poder, comprando artigos de luxo, presenteando os seus amigos, etc.

O resultado seria um aumento contínuo e acelerado na oferta de dinheiro e, por consequência, uma inflação contínua e acelerada.

É exatamente isto, no entanto, que os governos — todos os governos — fizeram. A exceção é que, no lugar de conceder o poder do monopólio da falsificação aos Jones ou a outras famílias, o governo «concedeu» este poder a si mesmo.

Assim como o estado reserva a si mesmo o poder monopolista do sequestro legalizado e o chama de alistamento militar obrigatório, assim como o governo adquiriu o monopólio do assalto legalizado e o chama de imposto, ele também adquiriu o poder monopolista de falsificar e o chama de aumentar a oferta de dólares (ou francos, marcos, ou o que seja).

No lugar de um padrão-ouro, em vez de um dinheiro que surja a partir de um mercado livre e cuja oferta seja determinada por ele, estamos a viver sobre um padrão de moeda fiduciária, isto é, o dólar, o franco etc., são meros pedaços de papel que têm estes nomes impressos neles, e são emitidos livremente pelo governo central — pelo aparato estatal.

Além disso, uma vez que o interesse de um falsificador é imprimir o máximo de dinheiro que ele puder sem sofrer as consequências dos seus atos, o estado igualmente imprimirá o máximo de dinheiro que ele puder, assim como ele também utilizará o poder de cobrar impostos da mesma maneira: para extrair o máximo de dinheiro que puder sem provocar demasiados lamentos de protesto.

O controlo governamental da oferta de dinheiro é inerentemente inflacionário, portanto, pelo mesmo motivo que qualquer sistema no qual um grupo de pessoas obtém o controlo sobre a impressão de dinheiro está fadado a ser inflacionário.

 

 

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