http://conversas666.blogspot.com
Insisto
neste “formato de texto” num dia especial em que alguns de nós clamam pela “verdade
democrática” a qual usam no bolso das suas “calças de trabalho” qual lenço sujo
e enrodilhado em poeira de estrada lamacenta.
Mas
é assim a nossa vida hoje,
de
portugueses embrutecidos e infantilizados pela estupidez das almas iluminadas de
sabedoria aparentemente embalada pelo som do bandulho ruminante de uma digestão
política de alto nível quanto duvidosa na sua natureza política e ética (…).
E
também eu deixo um recado às “maças” intelectuais reunidas e sentadas à mesma
mesa da Nação – o Povo Português é um povo sereno, pacato e trabalhador,
e sério
no paradigma de vida,
e não
gosta da “Conversa da Treta” de Pessoas que têm idade e sabedoria acumulada
para terem juízo, um mínimo de bom senso, e respeito institucional pelos (“seus”)
portugueses de afinidade histórica (!!).
Os
meus cumprimentos à Fundação.
[….]
O
Novo Conceito Estratégico de Defesa Nacional foi aprovado em 21 de Março deste
ano pela Resolução do Conselho de Ministros Nº 19/2013.
(facto
consumado)
O
último CEDN foi “construído” em 2003, derivou diretamente das conclusões resultantes
de estudos aprofundados inscritos no Livro Branco da Defesa Nacional,
e este
Conceito Estratégico exercia o seu “esforço principal” num conjunto de preocupações
estratégicas que se materializavam diretamente nas problemáticas associadas à
Defesa do Território Nacional num contexto de Segurança e Defesa da Identidade Europeia
sob a tutela da NATO.
(em
todas as suas vertentes políticas, económicas e militares, e as respetivas “multi-capacidades”
associadas)
Deste
CEDN (de 2003) derivou o respetivo Conceito Estratégico Militar que ainda está
em vigor neste momento e que norteou a atuação da componente militar da Defesa
Nacional de Portugal nos últimos dez anos.
(…)
Aguarda-se,
portanto, a publicação do novo Conceito Estratégico Militar derivante do CEDN
aprovado pelo Governo de Portugal em 21 de Março de 2013.
Este
novo conceito, também de forma muito simplista, altera o “rumo” do esforço
principal antes inscrito no anterior CEDN para os “conteúdos” operacionais
diretamente relacionados com a Segurança
Cooperativa no quadro estratégico e político da Política de Defesa e de Segurança Comum (PDSC) da União Europeia.
Desta
forma, e de modo incontornável, o contexto político e estratégico da Defesa Coletiva inscrito no quadro da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), a “pedra de base” da
organização, é substituído pela Defesa
Cooperativa inserida no âmbito
da jurisdição da União Europeia (incluindo os países sem laços com a NATO) e
materializa-se na PDSC;
A Política de Defesa e de
Segurança Comum entrou em vigor com a assinatura do Tratado de Lisboa e sucedeu à Política Europeia de
Segurança e de Defesa (PESD).
Formalmente, a PDSC é um
domínio do Conselho da União
Europeia (é um
organismo intergovernamental em que os Estados-membros estão representados) e
em que a figura do Alto Representante
da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança assume um papel relevante como
responsável titular de toda esta “área de geografia política e estratégica” da
Europa Comunitária.
(sendo sucedâneo na função
política ao “Senhor PESC” que, numa realidade objetiva e no contexto da tutela
NATO, nunca teve existência real…)
[….]
Na
prática quais serão as diferenças principais entre uma “coisa e outra” ??
A
visualização desta problemática no enquadramento político português (e não só…)
deriva diretamente do escalão político envolvido na génese dos “interesses pendentes”
(e críticos…) para os subscritores das diferentes vertentes envolvidas nesta
questão;
E
(principalmente) contabilizando os espectros englobados no cálculo dos
“prejuízos políticos patrimoniais” inesperados e não contabilizados nas
expectativas construídas com amor, carinho e devoção do antecedente.
(e
de forma continuada e metódica…)
As
missões militares, no fundo, serão as mesmas para as Forças Armadas
Portuguesas, mas construídas segundo um novo paradigma político e estratégico ao
qual Portugal saberá dar o seu melhor contributo e,
também
agora,
a
melhor devoção de fé na construção de uma nova realidade de Segurança e Defesa
na Europa Ocidental Comunitária.
O
conceito de Defesa Cooperativa deriva diretamente das vertentes estratégicas
através das quais Portugal se irá inserir proximamente pelo cumprimento de
missões militares no contexto do “Combate” às diferentes e múltiplas Ameaças
Transnacionais - sob a égide e comando da União Europeia (PDSC), a primeira e a
principal prioridade, a NATO (em segunda prioridade) e os CPLP (em terceira
leitura).
“As
Nações Unidas (ONU) continuam a ser uma instituição legitimadora última do uso da
força. A participação de
Portugal no Conselho de Segurança criou novas oportunidades e obrigações que
reforçam a credibilidade política nacional”.
[….]
O
Complexo-Industrial Militar Português.
E
qual poderá ser o problema envolvido nesta temática e qual a nova versão de
paradigma político e estratégico ??
(na
sua leitura pragmática…)
Haverá
diferenças políticas e estratégicas para Portugal ???
Com
toda a certeza absoluta !!
E
porquê ?
Porque
a dinâmica é “outra” e porque o paradigma político da UE é diferente daquele
que anima e marca a cadência de envolvimento da NATO no mundo “novo” e nos
diferentes cenários marcadamente regionais,
quer
na natureza dos conflitos quer na natureza e amplitude das forças
multinacionais envolvidas na resolução militar.
O
próprio conceito de Defesa do Território e da Soberania Nacional terá uma
leitura política provável contextualizada com a NATO (numa opção de
“interpretação”) e uma outra leitura completamente diferente no contexto
político e estratégico da União Europeia.
Por
outro lado não menos importante, a Europa ocidental é em si própria um cenário
de geografia política e estratégica marcado por vários interesses (relevantes)
onde muitas e diferentes sensibilidades marcam a sua presença notada,
muito
em especial nos países da gigante Europa Comunitária.
A Europa ocidental é um cenário regional no contexto da
geografia estratégica mundial onde já ocorreram duas guerras mundiais e,
potencialmente, sempre presente no “estudo tático da área de operações” dos
cenários prováveis de um terceiro incidente da mesma natureza.
E
na medida do raciocínio anterior a existência natural de uma Força Militar
Multinacional no contexto Regional atrás referenciado (entenda-se dos países constituintes
da UE) será uma consequência diretamente resultante da leitura da evolução dos
cenários estratégicos mundiais naquilo que respeita às Ameaças potenciais.
A
verdade dos factos (“Complexos e Empresariais”) parece ser muito simples – o
Aliado Natural de Portugal passou a tomar a designação de União Europeia com
todas as consequências estratégicas daí derivantes,
em
particular no contexto da Segurança e Defesa Nacional.
Este
cenário é simples, preciso e conciso e não oferece grandes dúvidas no seu
conteúdo político e no multi-contexto estratégico relacionado.
O
futuro de Portugal (a todos os níveis) passa pela Europa Comunitária e não por
África ou pelos interesses estratégicos da América do Norte (!!).
[….]
Pós-Escrito:
Será
tempo, pois, de deixarmos o estudo das histórias ilustradas da “Guerra
Peninsular” para passarmos a estudar com dedicação e empenho a problemática
“Filipina” do pós-desastre militar de “Alcácer Quibir” (VM),
assim
como pensarmos de forma decidida nas consequências da “Batalha de Montes
Claros” onde pusemos fim a um embuste político e redefinimos um novo país que
se projetou estrategicamente no mundo através do Parceiro Estratégico Europeu;
(…)