http://conversas666.blogspot.com
(…)
Pessoalmente,
reconheço o direito democrático da “População Paramilitar” (numa leitura de
transversalidade cultural e da “ponta do lado esquerdo à ponta do lado direito”)
fazer as suas interpretações pessoais e subjetivas sobre todos os conteúdos que
entender,
mas
parece ser boa ideia tentar manter o Sistema Operativo principal na sua versão autentica
(original), laica e profilática enquanto versão deontológica;
E
este raciocínio “aparece” por razões de Segurança Mínima e porque o estudo do
Resíduo Sólido do colapso estrutural aponta para um resultado contraindicado
para Portugal e para os portugueses.
[….]
“Serviço
de Saúde Militar” ??
Pá,
não sei responder !!...
(eu
acho que não, que não será “isso”, mas…)
[….]
A
“Sociedade de Gestão de Participações Sociais” em modo político participativo e
ativo nos “resultados alcançados”;
A
“cultura militar” é Tudo,
e
sendo tudo não é “Nada” na sua versão política (…).
É
preciso que as pessoas políticas compreendam que esta temática tem apenas uma
leitura correta que se insere na “disciplina” conhecida por Deontologia,
não
sendo (portanto) passível de qualquer interpretação política privada e
particular sem que se atente (e manipule) com gravidade as suas especificidades
mais profundas;
Mas
também aquelas que são mais visíveis e com consequências comportamentais graves
nas instituições regulares do Estado.
A
questão principal é simples de interpretar – a Falta ou Incapacidade de Liderança
da sociedade civil e das pessoas que são as comunidades vivas da Nação por
parte dos Ativos Políticos no exercício das suas funções orgânicas no seio do
Estado leva a que os “factos observados” justifiquem a utilização dos
“argumentos” mais fortes e pesados para a concretização plena do Ideal
Político;
E
o problema maior será que este ideal tem valores subjetivos associados e
leituras muito duvidosas na interpretação das consequências diretas da
manipulação das “Armas Estaduais” (…).
Ou
seja,
“Contra
factos há a legitimidade de todos os argumentos possíveis e imaginados, em
especial aqueles que são eficientes, eficazes e convincentes na missão”;
A
manipulação da Cultura Militar, em explicações simples, precisas e concisas.
1. O
Que a Cultura Militar Não É:
Admito
com sinceridade que a Cultura Política Colonial tem a sua versão de Cultura
Militar,
porque
tal raciocínio é indiscutível (…),
e
tenho este sentimento sem que sofra grandes danos intelectuais com as pessoas
que representam com garbo e “elevação” uma representação política que tanto tem
animado povos e culturas;
Embora
pense (naturalmente) que essas pessoas deveriam ser mais comedidas no seu
“corrimento mental” e também (já agora) terem alguma vergonha moral derivada da
sua “enorme” figura política e social.
Toda
a fisiologia interior de uma qualquer variante de Cultura Política Colonial só
tem autonomia própria e “capacidade de sobrevivência” (enquanto sistema
político e social) se fundamentar as suas bases de sustentação mais próprias e profundas
de sentimento num formato organizacional militar.
E
é quase estupidamente óbvio;
Mas
este problema não é simples e muito menos um capricho de identidade passional,
na
sua natureza envolvente trata-se de uma Máscara Estratégica fundamental e, por
isso, preservada como um bem crítico e indiscutível.
Pode
considerar-se que uma metáfora simples e singela resulte da comparação desta
figuração política de sistema (conhecida por “Regime Político dos Colonos” ou
Colonialismo) com a “migração voluntária” de uma brutal cultura de eucaliptos
inserida no seio e no interior mais “solene” de um território agrícola fértil e
produtivo;
O
resultado é conhecido e dá pelo nome de Desertificação !!
Não
poderia arranjar um exemplo mais simples e eloquente,
os
terrenos antes ricos de qualidade e capacidade fértil tornaram-se (num espaço
de tempo relativamente reduzido) num “território” completamente Estéril.
[…..]
2. O
Que a Cultura Militar É:
Relativamente
ao que é, àquilo que define os parâmetros gerais e especiais de uma cultura
militar, remeto as melhores explicações para o texto que junto em anexo a esta
publicação de hoje para ilustração bibliográfica da temática.
A explicação
didática apresentada não poderia ser melhor na qualidade cognitiva e na concretização
pragmática da experiência empírica.
Mas
penso ser significativo acrescentar alguns “valores pessoais”;
A
Cultura Militar é fundamental e absolutamente crítica para a preservação da
identidade profissional militar de um Corpo Militar (enquanto “espaço” humano
de experiências acumuladas geradoras de motivações catalisadoras do valor
comum, da qualidade de excelência e da coesão institucional),
mas
também para um cabal cumprimento da Missão orgânica da unidade militar;
Ou
seja, é um formato de ideologia canónica que quando comum aos diferentes
componentes humanos e “materiais” de um mesmo “território” transforma-se numa
representação institucional de um património fértil de produtividade de
segurança e do bem comum para as diferentes gentes que integram as comunidades
de uma mesma sociedade política.
[….]
E
porque sabemos todos que sem Segurança Nacional não existe mais nada a jusante,
as
pessoas, os bens, o património, os valores, a sociedade, a identidade nacional
e cultural (e por essa via a resiliência de um povo) são bens de rara
preciosidade para qualquer comunidade humana e coletiva nos seus fins
estratégicos próprios num qualquer “formato nacional” ou cor de país.
A
cultura militar é, pois, um fator de Coesão Nacional que não é passível de
aculturação.
[……]
Aconselho
a leitura do texto que junto em anexo;
§§§§
/ §§§§
ANEXO – LEITURA BIBLIOGRÁFICA:
………………..
“…
de:
OS VALORES ENQUANTO FACTORES DE
COESÃO NA INSTITUIÇÃO MILITAR
Texto compilado a partir de “PROELIUM – REVISTA DA ACADEMIA MILITAR” (2005) da autoria de:
Hugo
José Estrela Paulos
Cadete
Aluno de Infantaria
Ivan
Filipe Martins Nunes
Cadete
Aluno de Infantaria
Tiago
Manuel Oliveira Ribeiro
Cadete
Aluno de Infantaria
José
Pedro Gonçalves Venâncio
Cadete
Aluno de Infantaria
Leonel
Carvalho Batista Nogueira
Cadete
Aluno de Infantaria
1.
INTRODUÇÃO
As organizações são compostas por vários elementos estruturantes,
considerando-se as pessoas o seu elemento mais valioso, mas também o mais
complexo, devidos às diversas variáveis que o influenciam. Uma das variáveis
que afeta o indivíduo, enquanto membro de uma qualquer organização, são os seus
valores. A Instituição Militar, enquanto organização, atribui elevada
importância à correta integração dos seus elementos, para a qual contribui no
âmbito da formação comportamental a transmissão dos seus valores.
Contudo essa transmissão não é operada de forma isolada ou
descontextualizada, é parte de algo muito mais abrangente,
que é a sua Cultura, a Cultura Militar.
O objeto de estudo em análise é a influência da Cultura
Militar na Coesão.
Este artigo procura perceber de que forma a Cultura Militar
e, por conseguinte, os valores transmitidos poderão ser fomentadores de coesão
entre os militares.
2.
OS VALORES
ENQUANTO FACTOR DE COESÃO NA INSTITUIÇÃO MILITAR
a.
Valores
Militares
Os valores constituem uma variável psicológica intimamente
ligada às atitudes, embora estas se refiram a avaliações de objectos
específicos, os valores, por seu turno, correspondem a uma crença duradoira
acerca de objetivos importantes de vida (Neto, 1998). Atuam como princípio
orientador da conduta de cada indivíduo, refletindo-se na sua personalidade
(Rokeach, 1973 citado por Neto, 1998).
Os valores são de extrema importância no contexto
organizacional. Através da sua análise é possível prever e compreender as
atitudes e motivações dos indivíduos, antevendo aqueles que não correspondem ao
padrão pretendido pela organização (Ferreira, 2001, p. 259).
A Instituição Militar, à semelhança das outras organizações,
caracteriza-se pelo seu quadro de valores próprio, a que chamaremos de Valores
Militares.
Entre outros, referimo-nos por exemplo à Lealdade, à
Obediência, à Disciplina, ao Espírito de Corpo, à Coragem e à Honra. A
assimilação destes valores pelo indivíduo contribui para o desenvolvimento do
carácter, da autoconfiança e da autoestima do militar (Brinsfield, 1999, p.
46).
As questões relacionadas com os Valores Militares têm sido
encaradas, hoje em dia, com grande atenção por parte das Forças Armadas de
muitos países, devido essencialmente ao ambiente de elevada transparência que é
proporcionado nesta era da informação (Brinsfield, 1999, p. 38). Um dos grandes
desafios que se coloca aos líderes militares, e de uma maneira global à
Instituição Militar, passa pela transmissão dos valores de uma forma efetiva,
de modo a que contribuam para ultrapassar as dificuldades, nomeadamente nos
ambientes nos quais os militares operam (Trainor, 2000, p. 13).
b. Coesão
A coesão, embora não seja um conceito de fácil definição,
encontra-se relacionada com o compromisso de todos os membros do grupo para com
o próprio grupo e para com as suas tarefas (Neto, 1998).
Existem vários fatores que conduzem à coesão de um grupo,
nomeadamente a ameaça comum de um inimigo exterior, a atração dos seus membros
como indivíduos, a avaliação de cada membro pelo grupo como uma fonte de
identidade social, o sucesso na obtenção de objetivos e os valores e objetivos
partilhados.
É sobre esta última possibilidade que vai incidir a nossa
análise.
A coesão pode ter efeitos positivos e negativos sobre a
produtividade de grupos orientados para a tarefa. Por inverosímil que possa
parecer, estudos efetuados por Griffith (1988, citado por Broughton &
McClure, 1998, p. 9) apontavam para a existência do que se denominou como
“coesão negativa”.
A “coesão negativa” é a possibilidade de um pequeno grupo,
com elevada coesão, desenvolver normas e objetivos diferentes dos da
organização em que se insere, pondo o seu funcionamento em causa.
É assim possível constatar, que a coesão pode ser
prejudicial a partir do momento em que um indivíduo considera como mais
importante a sua integração num pequeno grupo do que na organização.
Griffith (1988 cit. por Broughton & McClure, 1998, p. 8)
fez uma distinção no que respeita à direção da coesão, que pode ser vertical ou
horizontal. A “coesão vertical”
refere-se às relações entre superiores hierárquicos e subordinados,
nomeadamente na confiança que estes depositam na seriedade e competência dos
seus superiores. A “coesão horizontal” corresponde à confiança que cada membro
tem das competências dos outros membros, assim como do afeto mútuo demonstrado
nas suas relações.
Do ponto de vista militar, um grupo coeso tenderá a ter um
melhor desempenho, uma vez que a coesão se traduz, por um lado, em manter o
grupo organizado nas suas tarefas principais, mesmo com elevada exigência
externa, e por outro, em fornecer apoio e manter os indivíduos unidos em
situações, que isoladamente, não seriam capazes de suportar. Edward Meyer,
Chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA nos anos 80, definiu a coesão militar
como “A vinculação conjunta de soldados de tal modo que sustentam a sua
vontade e compromisso para com os outros, com a Unidade e
com o
cumprimento da missão, apesar do stress acusado pelo combate
ou pela missão” (Meyer, 1982 citado por Manning, 1991,
p. 456).
Na Instituição Militar, a coesão deverá operar ao nível
vertical e horizontal, uma vez que o militar deve confiar não só no seu
comandante, como também nos seus camaradas. Neste campo foram efetuados
variados estudos com relevância, dos quais iremos destacar o efetuado por
Shills e Janowitz (citado por Manning, 1991) com prisioneiros alemães da II
Guerra Mundial, através do qual puderam concluir que o que uniu os soldados
alemães até não foi a partilha da ideologia, mas sim as relações interpessoais
que possuíam, sustentadas por uma forte coesão.
Contudo, a coesão entre os militares, embora seja mais
intensa à partida num ambiente de conflito armado, tem que existir também em
tempo de paz.
Podemos assim dizer, que a coesão na Instituição Militar
assenta numa base composta por diversos fatores dos quais identificamos a
partilha de valores e objetivos entre os militares, os Valores Militares. Os
líderes desempenham um papel importante, uma vez que lhes cabe assegurar que
todos considerem como seus, os objetivos do líder, mantendo assim a coesão do
grupo.
c. Cultura Militar
Segundo Grilo, “A Cultura Militar é um conjunto de
valores, tradições,
costumes e postura filosófica que, ao longo do tempo, criou
elos institucionais comuns. Desde sempre pode ser encontrada uma matriz comum a
todos os militares relacionada com expectativas comuns relativas a padrões de comportamento,
disciplina, trabalho de equipa, lealdade, dever e abnegação e, nos costumes que
apoiam esses valores.” (2003, p. 8).
A Cultura a que nos referimos está intimamente relacionada
com a especificidade da profissão militar, sendo caracterizável no plano
físico, com o uso de uniformes e conjunto de honras e deferências previstas em
regulamentos, mas também no aspeto moral, através da Disciplina, Espírito de
Corpo e de Sacrifício ou da Coragem (Grilo, 2003, p. 9).
É assim essencial referirmo-nos às características
específicas da profissão militar, que segundo Samuel Huntington são a elevada
especialização e a responsabilidade que todo o militar partilha (Huntington,
1957 citado por Trainor, 2000, p. 3).
Segundo James Burk (1999, citado por Grilo, 2003, p. 10) e
Don Snider (1999, citado por Trainor, 2000, p. 10), a Cultura Militar sustenta-se em quatro
princípios básicos, a disciplina,
os valores, a cerimónia e etiqueta e a coesão
e o espírito de corpo.
Iremos abordar apenas os que estão intimamente relacionados
com o nosso artigo, os Valores e o Espírito de Corpo.
Os Valores na Instituição Militar advêm essencialmente de
duas fontes, da sua História e da Constituição e Leis da República. Os relatos
da História revelam que muitos dos Valores Militares foram forjados em variados
Campos de Batalha, dos quais resultaram valores que são hoje tidos como
essenciais para a formação de um militar e que já atrás foram referidos, nomeadamente
a Lealdade ou a Coragem.
Aliás, uma das especificidades da Cultura Militar é a
valorização e o enaltecimento dos fundadores e dos valores que estes
perpetravam.
A outra fonte de Valores é a Constituição e Leis da
República, dos quais provêm entre outras, a Obediência à autoridade, Submissão
à sociedade civil e Lealdade e respeito para com os camaradas, a Unidade e a
Nação (Grilo, 2003, p. 9).
A Coesão e o Espírito de Corpo podem ser considerados como
um instrumento de medida da Moral e Bem-Estar da Instituição Militar,
representando o nível de satisfação sentido pelos militares que a integram. Se
por um lado, a Coesão traduz a identidade que liga os militares aos seus
camaradas de armas, por outro, o Espírito de Corpo materializa o orgulho na sua
Unidade. A Coesão e o Espírito de Corpo traduzem assim a “capacidade” de unir
os militares nas situações mais adversas, como no caso dos conflitos armados
(Grilo, 2003, p. 11).
Contudo, é inevitável referir que não existe uma única
Cultura Militar. Estando as Forças Armadas divididas por Ramos, cada Ramo criou
uma cultura distinta de modo a desenvolver uma identidade e características
próprias, pelo que os militares não se consideram, numa primeira análise, como pertencentes
às Forças Armadas, mas como parte integrante de um Ramo.
Estes, constituem assim, uma organização piramidal, cuja
estrutura é fortemente hierarquizada e na qual a responsabilidade pela
manutenção da Cultura é pertença dos Oficiais Superiores. Essa, é por sua vez
transmitida aos recém ingressados, geralmente por Capitães e Oficiais
Subalternos (Grilo, 2003, p. 12).
Por outro lado e, segundo Beitz e Hook (1998), dentro do
próprio Ramo existe uma considerável diversidade de subelementos que distinguem
as diferentes Unidades, ideia esta que pode ser constatada se olharmos para o
próprio Exército Português e observar-mos as diferenças que existem entre cada
Unidade.
Contudo, devemos ter em consideração que apesar das
especificidades, existe uma matriz comum dentro de cada Ramo e, por sua vez,
dentro das Forças Armadas.
Dada a característica conjunta dos conflitos armados, é
necessária uma Cultura Militar forte e determinada (Grilo, 2003, p. 9) apesar
de, segundo Janowitz, existir nas democracias ocidentais, a convicção de que os
militares nunca serão chamados a realizar a função para a qual estão
constantemente a preparar-se (Janowitz, 1960 citado por Trainor, 2000, p. 4).
A história recente tem vindo a demonstrar o contrário.
A Cultura Militar, através da sua unicidade, aumenta e
fomenta a coesão dentro da Instituição Militar (Grilo, 2003, p. 8), pelo que
podemos deduzir que os Valores Militares, enquanto parte integrante da Cultura
Militar são, efetivamente, um fator de Coesão.
É necessário no entanto ter em consideração que a Cultura
Militar não é estática, encontrando-se em permanente evolução, como possível
consequência das alterações na estrutura da organização ou até mesmo no seu
sistema de Valores. O fim de um conflito armado pode atuar como catalisador
dessas alterações, como aconteceu com as Forças Armadas Portuguesas após a
Guerra Colonial (Grilo, 2003, p. 13), com as Forças Armadas Argentinas após a Guerra
das Falkland (Balza, 1996), ou até mesmo com as Forças Armadas Americanas após
a Guerra do Vietname (Brinsfield, 1999, p. 40).
A manutenção dos rituais e tradições, transmitidas ao longo
dos anos pelas sucessivas gerações, constituem-se como indispensáveis para a
consolidação da Identidade Institucional e para a Identificação Interna dos
seus membros, bem como para a afirmação externa da sua credibilidade e imagem.
3. CONCLUSÕES
As organizações são caracterizadas por Valores considerados
fundamentais, em detrimento de outros, pelo que a Instituição Militar não é
exceção. De entre os Valores mais significativos para a Instituição Militar,
destacámos alguns, nomeadamente a Lealdade a Disciplina ou a Coragem.
Verificámos também que a coesão pode estar relacionada com
vários fatores, sendo de destacar a partilha de Valores e objetivos por todos
os membros de um grupo.
No que diz respeito à Instituição Militar a Coesão está
relacionada com a confiança, não só para com o comandante, o que leva os seus
elementos a seguirem e a aceitarem as ordens que lhe são dadas, mas também para
com os seus camaradas.
Na Instituição Militar, a Coesão assume particular
importância, constituindo-se como uma das dimensões de análise da Cultura
Militar, sendo este um aspeto distintivo da Instituição em relação às
Instituições Civis.
São todos os Valores que constituem a Cultura Militar que,
quando postos em prática, potenciam a Coesão. Os Valores são, assim, um fator
de Coesão na Instituição Militar, desde que haja uma elevada identificação dos
militares com os elementos dessa tipologia perpetuados por esta.
Tal como disse o General Abrams “O Exército é e sempre
vai ser o elemento humano” (Abrams, 1973, citado por Brinsfield, 1999, p.
41).
Para o Exército e para as Forças Armadas, como um todo, é
indispensável assegurar que os Valores sejam transmitidos de geração em
geração, de modo a manter os pilares centrais da Cultura Militar, não
esquecendo porém, que enquanto Instituição, em permanente contacto com a
envolvente externa a adaptação a novas realidades assume carácter de
obrigatoriedade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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M. A. (1996). Argentine
Military Culture. JFQ Forum.
BEITZ, C. A. & HOOK, J. (1998).
The Culture Of Military Organizations: A Participant-Observer Case Study Of
Cultural Diversity. Journal of Public Administration and Management: An
Interactive Journal, vol. 3, nº 3.
BRINSFIELD,
J.W. (1999). Ética e Valores Militares: Uma busca por coerência e pertinência. Military
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BROUGHTON, W. & MCCLURE, P.
(1998). Military Community Cohesion. Pennsylvania: Military Family Institute
of Marywood University, Technical Report 98-4.
FERREIRA,
C. J. M., NEVES, J. & CAETANO, A. (2001) Manual de
Psicossociologia das Organizações, Lisboa: McGraw-Hill, p.431-467.
GRILO,
A. J. R. (2003) Deontologia Militar - Percepção dos elementos
caracterizadores da cultura e ambiente militar para o Século
XXI, Lisboa:
Instituto de Altos Estudos Militares, p. 8-25.
MANNING, F. J. (1991). Morale,
Cohesion and Esprit de Corps. In R. Gal & AD Mangelsdorff (Eds),
Handbook of Military Psychology (pp. 453-470). New York: John Willey &
Sons.
MANGELSDORSFF, A. D. & GAL, R.
(1991) The Handbook of Military Psychology. New York: John Wiley & Sons.
Neto,
F. (1998) Psicologia Social. Vol I, Lisboa: Universidade Aberta.
TRAINOR, S. C. (2000) Values,
Culture and Civil-Military Relations: Implications for the Postmodern Military.
Pennsylvania: U.S.Army War College.
…”
………………..