sexta-feira, 20 de setembro de 2013

ALMOÇOS DE LENTILHAS À MODA DE SANTO BENTO PRÍNCIPE (parte 1 - upgrade)

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A velha empresa organiza a tertúlia há pouco tempo de história antiga,
e os tertulianos procuram o labor e a erudição das tarefas que em muito contribuem para a missão de sempre da memória coletiva.

 
 

[….]
 

 

De forma muito pessoal acho que a trama das conversas “políticas” altera-me as profundezas da alma
(na sua leitura “estratégica”),

mas fico feliz com a (minha) compreensão “pensada” dos fantasmas desta ópera;

 

Eles fazem o “diabo a quatro” com as mais subtis e complicadas brincadeiras de crianças teimosas e irritadas com a perda do seu espaço, da sua sala de tropelia, dos brinquedos de sempre e da liderança inequívoca da colónia de férias,
qual espaço balnear comum de felicidade egoísta e envolvente embrulhada numa espécie de tela colorida,  

sobrando para uma sombra cinzenta o interior da “caixa de pandora” destinado a uma decoração subtil, enviesada e desconhecida.

 

[….]

 

Os “reinados” decadentes e em decomposição política não deveriam ser suportados “em força” por estruturas de macro construção gigante
(política, estratégica e económica),

pouco experientes numa trama kafkiana de geografia política parcial e corporativa
(estrategicamente global),

pela razão simplista e direta (e natural) da sua contraindicação política (grosseira) de base e raiz na construção íntima do conjunto global da estrutura dos atores principais e das muitas construções terceiras  “envolvidas” em série.

 

Serão conversas seguramente delicadas e próprias para o magistério do “Papa do Universo”,
juiz em causa própria de uma humanidade desarmada pela ignorância do momento político (virtual) construído em laboratório

(e em tempo real),
numa leitura interpretativa do sucesso oportuno e do gáudio cultural de um “Estado Colonial” pária e emergente, global na sua leitura internacionalizada.

 

[….]

 

Num valor de tradição política (virtual neste caso) os almoços são interessantes,
ora banais ora corporativos,

sempre com o ónus óbvio da sua “natureza principal” e da missão nomeada como natural (pelos legisladores empiristas da história cultural da Nação),
ritual estruturante no contexto cultural envolvido na natureza lusitana da nossa cidadania patriótica – o tradicional “Prato de Lentilhas da Nação”.

 


Em jeito de falso e puritano humor (sempre mordaz e bem disposto) aclama-se o santo padroeiro protetor dos guerreiros envolvidos na trama digestiva,
“Santo Bento Príncipe” de Portugal;

 

Figura laica e erudita, religiosa no carisma político e social, estimada, acarinhada e respeitada pelos diferentes públicos seus serventes e seguidores,
numa exaltação pública espontânea da memória histórica das gentes, do tempo e da comunidade cultural lusitana.

 

 
 

 

(etc. ………………)








 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A PARTIDOCRACIA PORTUGUESA - UMA ABERRAÇÃO HISTÓRICA (upgrade da parte 1)

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“ Uma elite é indispensável; absolutamente desaconselháveis são os elitistas porque, ao desprezarem a vontade dos cidadãos, negam a essência da democracia, sendo perniciosos para a subsistência do próprio regime. ”

(Carlos Araújo Alves)

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Com um olhar atento sobre a Partidocracia Portuguesa na conjuntura global e emergente de um mundo em construção permanente observa-se à vista desarmada um problema político corporativo (grave) no “contexto estreito” (conceptual) do Espaço Estratégico de Interesse para Portugal.

 

(que “hoje”, como ontem, tem uma tipologia improvável para a nossa dimensão como país com uma “geografia económica” limitada)

 

A natureza deste raciocínio deriva, naturalmente, de uma leitura pragmática da “ligação” retilínea de uma geografia estratégica mundial agressiva e voraz com o país político chamado Portugal.

 

(“pensamento” incontornável na decoração de pano de fundo do fórum político lusitano)

 

[….]

 

A realidade portuguesa é simples e requer ideias diretas de significado que traduzam de forma fiel as dinâmicas envolvidas nesta temática – o Regime Político Português tornou-se uma aberração insólita,
a Partidocracia em Portugal é um “corpo” enfermo e ferido com “doença incapacitante” (!!).

 

Resta, pois, saber o que fazer com esse legado dos nossos antepassados recentes e progenitores políticos numa história lamentável de nula eficácia pragmática (política e económica) para a vida atual dos portugueses.

 

A democracia representativa portuguesa está “insolvente” de significado político de base naquilo que respeita ao estudo dos contextos políticos envolvidos na representação política;

“Ninguém” representa ninguém e esse sufrágio traduz-se na visualização correta das dinâmicas corporativas envolvidas.

 
A representação política tornou-se numa agência de emprego exclusiva para elites construídas artificialmente sobre “estruturas populares” sólidas na “paisagem estratégica”,
e incontornáveis na apreciação empresarial à comunidade humana que fundamenta a sociedade política aos diferentes níveis do ecossistema natural.

 

E antes de ser importante esclarecer as competências envolvidas naquela dinâmica política descrita convém, desde já, constatar uma realidade emergente – a partidocracia está doente enquanto sistema político mas o povo e o país não (!!).
 

Na realidade, Portugal depois de um “ano-luz” de evoluções políticas históricas está (mais ou menos) no mesmo patamar de “sempre” – os trabalhadores portugueses são “bons”, dedicados e recomendam-se em qualquer parte do mundo (incluindo Portugal também),
mas os quadros superiores insistem em manter-se firmes e hirtos no mesmo “sítio”,

num quadro de elitismo político antigo e artificial e numa moldura de incompetência estrutural triste e lamentável (…).

 

Como justificação política para a “situação” acena-se ao vento com histórias imemoriais de contexto ancestral e secular que se propagam no espaço e no tempo através de uma educação peregrina e militante de emproado “retardaismo” elitista,
falso e patético no contexto político de um Estado Republicano e laico e funcional num sistema operativo de regime democrático.

 

Claro que esta “demência política” revanchista não é a verdade dos factos originais mas antes uma “moda atual” (estranhamente) comungada por culturas não miscíveis e contrárias na sua formação política de base,
como sendo o caso dos “Novos Ricos” e dos “Conservadores Aristocratas” (ou “Velhos Ricos”);

 

Status acompanhado de perto por uma classe política de “jovens” intelectuais iludidos com o paraíso artificial numa visão de “Império Cognitivo” materialista e deprimente e, no mínimo, politicamente degradante.

 

A saúde política do regime estará (como sempre esteve quando nos referimos a doutores e engenheiros do sistema) nas novas elites intelectuais que,
antes pelo contrário,

revelam uma pujança de “espírito de bem servir” e de lucidez técnica e intelectual competente e esclarecida, e pioneira na missão,

que promete feitos de realce e grande obra feita para a comunidade política, económica e social composta por homens e mulheres que serão a força viva vital do país e da sociedade portuguesa no futuro.

 

[….]

 

Entretanto,
tenhamos consciência do impedimento político do tempo atual e da constatação da ruína prematura da sociedade política portuguesa e da sua “Joia da Coroa” – uma Partidocracia aparentemente perdida no espaço e no tempo (do início do século passado),

e sem tempo (credível) de retorno ao espaço geométrico onde se joga o jogo da estratégia da civilização atual.

 

[….]

 

Reitero a sugestão da leitura do texto que junto em anexo pela sua pertinência técnica e pela perfeita ilustração da temática.


 

§§§§§ / §§§§§

 

ANEXO – LEITURA BIBLIOGRÁFICA:

 
………………..

 
de:


 

[parte de um texto retirado do Blog “CAUSA NACIONAL”; tradução livre de Rodrigo Nunes de um excerto de uma entrevista a Robert Steuckers, presidente da associação “Synergies Européennes”, conduzida por Pieter Van Damme]

 

“…


A visão da associação “Synergies Européennes” é democrática mas hostil a todas as formas de partidocracia, porque esta, que se pretende democrática, é na realidade a perfeita negação de democracia.

 
No plano teórico a “Synergies Européenes” referencia um liberal russo do início do século XX, militante do Partido dos Cadetes: Moshe Ostrogorski. A análise que este liberal russo de antes da revolução bolchevique nos deixou assenta numa constatação evidente: Toda a democracia deveria ser um sistema imitando o movimento das coisas na Cidade.

 

Os mecanismos eleitorais procuram logicamente dar representação às efervescências que atuam na sociedade, dia a dia, sem subverter de forma alguma a ordem imutável da política. Como consequência, os instrumentos de representatividade, isto é, os partidos políticos, devem também representar as efervescências que vão acontecendo e nunca procurar a eternização.
 

O mau funcionamento da democracia parlamentar advém do facto dos partidos políticos se tornarem uma presença rigidamente permanente dentro da sociedade, englobando mais e mais gente medíocre nas suas fileiras.
 

De forma a colocar um fim a este inconveniente Ostrogorski sugere que a democracia assente em partidos “ad hoc”,reclamando pontualmente reformas urgentes ou ajustes precisos, proclamando depois a sua própria dissolução para libertar o seu pessoal, que pode posteriormente forjar novos movimentos peticionários, permitindo redistribuir as cartas e repartir os militantes por novas formações que serão também provisórias.
 

(…)
 

Max Weber fez também observações pertinentes: ele constata que os partidos socialistas e democrata-cristãos (o centrão) instalam personagens sem competência em lugares chave, que tomam decisões sem qualquer bom-senso, animados pela ética da “convicção” em vez da ética da responsabilidade e exigindo a divisão de postos políticos ou civis em função de simples rácios de votos, sem terem de provar a sua competência no desempenho dos cargos.


O ministro liberal italiano do século XIX, Minghetti, percebeu muito rapidamente como este sistema poria um fim à separação dos três poderes, já que os partidos e os seus militantes, armados da sua ética da convicção, fonte de todas as demagogias, quereriam controlar e manipular a justiça e destruir qualquer compartimentação entre o legislativo e o executivo.


O equilíbrio democrático entre os três poderes, colocados à partida como estanques de forma a garantir a liberdade dos cidadãos, como definido por Montesquieu, não pode mais nem funcionar nem existir num tal contexto de histeria e demagogia. É aí que estamos.

A “Synergie Européennes” não critica portanto a instituição parlamentar em si, mas mostra claramente a sua aversão a qualquer disfuncionalidade, a toda a intervenção privada (os partidos são na realidade associações privadas, como lembra Ostrogorski) no recrutamento de pessoal político, de funcionários, etc., a qualquer tipo de nepotismo (cooptações de membros da família de um político ou funcionário para um posto político ou administrativo).


Apenas a avaliação por um júri totalmente neutro deveria permitir o acesso a um cargo. Qualquer outro método de recrutamento deveria constituir um delito muito grave.

Também pensamos que os parlamentos não deveriam ser simples câmaras representativas onde se sentam membros escolhidos de partidos políticos (logo de associações privadas que exigem disciplina sem autorizar geralmente qualquer direito de tendência ou iniciativa pessoal dos deputados).


Nem todos os cidadãos são membros de um partido, de facto a maioria não tem qualquer filiação partidária. Consequentemente os partidos não representam usualmente mais que 8 a 10% da população e 100% do parlamento!


O peso excessivo dos partidos deveria ser corrigido por uma representação saída de associações profissionais e sindicatos como defendia De Gaulle e a sua equipa quando falavam de “Senado de profissões e regiões”.
 

Para o professor Bernard Willms (1931-1991) o modelo constitucional mais desejável alicerçar-se-ia numa assembleia de três câmaras (Parlamento, Senado e Câmara Económica).

 

Metade do Parlamento seria recrutado entre candidatos propostos pelos partidos e eleitos pessoalmente, a outra metade seria composta por representantes das corporações e associações profissionais.


O problema consiste em consolidar uma democracia assente nos “corpos concretos” da sociedade e não unicamente em associações privadas de natureza ideológica e arbitrária, como os partidos.


Esta ideia aproxima-se da definição dada por Carl Schmitt dos “corpos concretos”.


No entanto, toda a entidade política baseia-se num património cultural, que deve ser tomado em consideração, de acordo com a análise feita por um discípulo de Carl Schmitt, Ernst Rudolf Huber.


Para Huber, o Estado coerente é sempre um Kulturstaat (Estado cultural), e o aparelho de Estado tem o dever de preservar esta cultura, expressão de uma Sittlichkeit (etnia), excedendo os simples limites da ética de forma a incluir uma variedade de campos de produção artística, cultural, estrutural, agrícola, industrial, etc., cuja fecundidade deve ser preservada.
 

Uma representação mais diversificada, que vá para lá desses 8 a 10% de filiados partidários, permite justamente melhor garantir essa fecundidade, distribuída por todo o corpo social da nação.


A defesa dos “corpos concretos” postula a trilogia “comunidade, solidariedade, subsidiariedade”, a resposta conservadora, no século XVIII, ao projecto de Bodin, visando destruir os corpos intermédios da sociedade, isto é, os “corpos concretos”, deixando o cidadão-indivíduo isolado face ao Leviathan Estatal.

 
As ideias de Bodin foram realizadas pela Revolução francesa e o seu sonho de geometrização da sociedade, que começou precisamente pela erradicação das associações profissionais pela Lei Le Chapelier de 1791.


Hoje em dia o recurso atualizado à trilogia“comunidade, solidariedade, subsidiariedade” implica dar o máximo de representatividade às associações profissionais, ao povo real, e reduzir o arbítrio dos partidos e funcionários.

 

…”
 

………………..