quarta-feira, 24 de julho de 2013

O “ESTADO” DO “TEMPO PORTUGUÊS” - FOLHA EM ATUALIZAÇÃO (parte 1 - upgrade)

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Em 27 de Setembro de 1968 o Presidente da República de Portugal, Almirante Américo Thomaz, chamou o professor Marcello Caetano para substituir Salazar no Governo de Portugal enquanto Presidente do Conselho do Estado Novo;


Portugal era um país complicado por muitas razões mas o país "herdado" de Salazar era manifestamente diferente de 40 anos antes;


Por um lado, a economia estava então em acelerado crescimento graças às políticas económicas e sociais empreendidas por Salazar, bem como graças aos auxílios externos recebidos por Portugal no âmbito do Plano Marshall;


Também a participação de Portugal na EFTA desde 1961 contribuía para a internacionalização e crescimento da economia Portuguesa.



Mas o país estava amarrado a uma guerra colonial “profunda” com raízes históricas na glória de uma epopeia colonial com vários séculos de história, e a cultura portuguesa era a de um país antigo e fechado em torno de si próprio, e atrasado no domínio do conhecimento técnico e científico e das diferentes tecnologias emergentes que dominavam na época a europa e o mundo.



Portugal era um país especialmente pobre onde os portugueses (transversalmente) se sentiam frustrados e depauperados nas suas capacidades e motivações principais potenciadoras de sucesso, de crescimento e de enriquecimento pessoal, situação relativamente normal e habitual para a maioria dos cidadãos de uma europa ocidental moderna e próspera.



Esta situação levou a que Portugal tivesse, principalmente nas cidades, uma nova burguesia que via em Caetano a esperança de abertura política do Estado Novo. Esta burguesia esperava de Caetano eleições livres e ainda maior liberalização da economia.


(o que não viria a acontecer, naturalmente)



Mas a história contada da sucessão no poder merece uma atenção especial pela potencial comparação credível com a crise política e com o enquadramento estratégico da situação que vivemos na atualidade.



Marcello Caetano ponderou não aceitar o convite para formar um governo do Estado Novo endereçado por Américo Thomaz certamente por múltiplas razões de diferente natureza, das quais se presume (ingenuamente) que a principal seria a natural dificuldade em gerir uma situação política acumulada durante cerca de 38 anos caracterizada por uma ditadura política pura e dura.


(a qual, especificamente, não é o objetivo deste texto)



E o almirante revelou uma postura firme e decidida na gestão da crise e um sentido de estado, no mínimo, de assinalável realce;


E esclareceu o notável professor – “… ou o senhor aceita o cargo e forma um Governo estável e duradouro para Portugal, ou eu entrego o país às Forças Armadas (!!) “.


(objetivo, simples, preciso e conciso segundo uma versão de Política de Estado)

 

Segundo a história a advertência política resultou e os portugueses conheceram a segunda administração da tutela que caracterizou o Estado Novo até Abril de 1974.


 
[….]




 Esta história é um ensaio virtual e tem três razões de “ser”:


1. A crise política herdada tornou-se potencialmente epidémica, está controlada mas "apresenta" ameaças com consequências imprevisíveis;


2. O sistema político-partidário em Portugal está esgotado (ainda que temporariamente) e não apresenta soluções políticas credíveis e viáveis, caracterizadas por “Posturas de Estado” politicamente transversais que procurem resolver e debelar a “Crise de um País em Estado de Exceção”;


3. Os públicos políticos da sociedade portuguesa recorrem com frequência a metáforas com motivos desenhados de “Salvação da Pátria” para a crise económica emergente, alusões brejeiras na cultura política de base, que recorrentemente fazem alusão a palavrões como “Golpe de Estado” e “Revolução” (e outros “levantamentos e ajuntamentos”), sendo tais expressões empregues (transversalmente) sempre com uma intenção de leitura de “Valor Militar” associado;       entenda-se uma intenção de conotação com operações presumivelmente militares (na atualidade) à semelhança dos acontecimentos históricos de 28 de Maio de 1926 ou de 25 de Abril de 1974.



E tal circunstância é aparentemente ridícula e de péssimo gosto para Portugal e para os Portugueses que mereciam mais respeito e consideração por todas as razões possíveis de imaginação,

e talvez principalmente,

pela razão objetiva de uma identidade comum a uma Comunidade Histórica com oito séculos de existência real e efetiva que deve assumir com responsabilidade e seriedade as suas responsabilidades políticas e estratégicas de Povo de Portugal.


 
 
Mas há outras razões possíveis,

a grande maioria do povo português estima e apoia as suas instituições democráticas que exercem a tutela do país aos diferentes níveis,

nomeadamente a figura do Presidente da República de Portugal,

que assim tem na sua mão uma ferramenta virtual mas objetiva de propósito estratégico e de liderança do país do qual o presidente é o principal e superior mandatário;


 
E do seu povo “orgânico” do qual deve ser fiel e digno representante no quadro legal de uma Democracia Representativa.


 
[….]



E assim, desta forma e por esta via, ficam respostas a algumas questões “estruturais” que tanto têm importunado alguns raciocínios oportunos de sentimento material no seu excêntrico patriotismo económico “de Estado”,

aquele que teimosamente as pessoas em questão reclamam como fazendo parte integrante da sua propriedade pessoal e privativa.


 
(circunstância a que se não me oferece fazer grandes comentários…)


 
Talvez assim a utilização deste “Valor Militar” ("dedicado" a causas políticas privativas e alheias) fique mais organizado e orientado para propósitos mais elevados no contexto da Nação Portuguesa, fidedignos com a sua natureza e motivação natural e principal, nomeadamente a conotação das Forças Armadas como o principal pilar estrutural do Estado.


 


[….]





Pós-Scriptum:



Naquela circunstância virtual “anunciada”,
 
presume-se que os portugueses teriam mais trabalho e menos despedimentos, teriam a sua remuneração anual do trabalho integral em cada ano civil, seriam mais felizes e produtivos, satisfeitos e cúmplices com uma tutela que respeitaria a cidadania, a propriedade privada e os direitos políticos e sociais de todos os membros de uma comunidade histórica de cidadãos que dá pelo nome de Povo de Portugal;






(……)
 
 
 
 
 
 
 

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