A velha empresa organiza a tertúlia há pouco tempo de
história antiga,
e os tertulianos procuram o labor e a erudição das tarefas
que em muito contribuem para a missão de sempre da memória coletiva.
[….]
De forma muito pessoal acho que a trama das conversas “políticas”
altera-me as profundezas da alma
(na sua leitura “estratégica”),
mas fico feliz com a (minha) compreensão “pensada” dos
fantasmas desta ópera;
Eles fazem o “diabo a quatro” com as mais subtis e
complicadas brincadeiras de crianças teimosas e irritadas com a perda do seu
espaço, da sua sala de tropelia, dos brinquedos de sempre e da liderança
inequívoca da colónia de férias,
qual espaço balnear comum de felicidade egoísta
e envolvente embrulhada numa espécie de tela colorida,
sobrando para uma sombra cinzenta o interior da
“caixa de pandora” destinado a uma decoração subtil, enviesada e desconhecida.
[….]
Os “reinados” decadentes e em decomposição política
não deveriam ser suportados “em força” por estruturas de macro construção
gigante
(política, estratégica e económica),
pouco experientes numa trama kafkiana de geografia
política parcial e corporativa
(estrategicamente global),
pela razão simplista e direta (e natural) da sua
contraindicação política (grosseira) de base e raiz na construção íntima do
conjunto global da estrutura dos atores principais e das muitas construções
terceiras “envolvidas” em série.
Serão conversas seguramente delicadas e próprias para
o magistério do “Papa do Universo”,
juiz em causa própria de uma humanidade desarmada pela
ignorância do momento político (virtual) construído em laboratório
(e em tempo real),
numa leitura interpretativa do sucesso oportuno e do gáudio
cultural de um “Estado Colonial” pária e emergente, global na sua leitura internacionalizada.
[….]
Num valor de tradição política (virtual neste caso) os
almoços são interessantes,
ora banais ora corporativos,
sempre com o ónus óbvio da sua “natureza principal” e
da missão nomeada como natural (pelos legisladores empiristas da história
cultural da Nação),
ritual estruturante no contexto cultural envolvido na
natureza lusitana da nossa cidadania patriótica – o tradicional “Prato de
Lentilhas da Nação”.
Em jeito de falso e puritano humor (sempre mordaz e
bem disposto) aclama-se o santo padroeiro protetor dos guerreiros envolvidos na
trama digestiva,
“Santo Bento Príncipe” de Portugal;
Figura laica e erudita, religiosa no carisma político
e social, estimada, acarinhada e respeitada pelos diferentes públicos seus
serventes e seguidores,
numa exaltação pública espontânea da memória
histórica das gentes, do tempo e da comunidade cultural lusitana.
(etc. ………………)
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