Hereditariedade, Inteligência e Ambiente,
Palavras-chave de um tema excessivamente polémico mas necessariamente actual pela leitura da agenda política de cada um dos nossos dias.
E o tema será polémico porque a questão política associada não tem limites e a ética não tem respostas prontas.
Nos tempo actuais da história da humanidade este tema voltou a assumir um realce político destacado com o evento da evolução maciça e transversal das condições de vida das populações (um pouco por todo o mundo), o Mercado Livre de pessoas e bens [e a respectiva “selva social” acoplada que fez renascer no plateau político a questão emblemática da Luta de Classes],
E (naturalmente) ganhou uma “Dimensão de Estado” com o fulgor emergente da Democracia e do Estado de Direito enquanto sistema político operativo e global dos últimos 25 anos do século XX e os anos do alvorecer do século XXI.
Aparentemente, temos, pois, uma nova “versão técnica” de eugenia – a Ferramenta Política de intervenção activa.
(….)
Neste contexto, talvez valha a pena referenciar a Vulnerabilidade Política e Estratégica de todos os regimes políticos de Democracia, paradigmaticamente permeáveis (naquilo que respeita ao conceito político de Estado) a todo o tipo de “doenças” políticas e sociais que aparecem com o “vento que passa” pelos cidadãos e pela sua democracia.
(….)
O problema pragmático (e “simples”) desta questão põe-se da seguinte forma:
_ Alguém poderá garantir que a escolha selectiva da reprodução, ou seja a restrição política e social à união pelo casamento, dará lugar (garantido) a cidadãos dotados de Inteligência e QI de nível superior ao normal ??
Cidadãos esses de porte vistoso e dominante na capacidade de liderança de outros cidadãos comuns mas politicamente iguais ??
Penso que não, que “Tal Questão” é de garantia não assumida por parte de qualquer especialista que se debruce de forma séria sobre a matéria em causa.
E aqui parecem começar os problemas graves.
Nomeadamente (entre outros “probleminhas”…) como podem as famílias “dominantes” de uma determinada comunidade (na perspectiva histórica de uma abordagem política, económica e social) assegurarem que os seus descendentes serão cidadãos privilegiados pela inteligência e pela capacidade de liderança dos grupos sociais nos quais se incorporam ??
A resposta já foi dada e é simples – não podem !!
Portanto, nesta dualidade biunívoca da questão política associada à génese da humanidade e dos seus “cidadãos bons” incorpora-se um terceiro factor – O Ambiente;
Que se transforma, “aparentemente”, no factor crítico e decisivo de um qualquer ecossistema político.
Por palavras diferentes, manipulando o Ambiente no qual se Educam as “espécies” influencia-se decisivamente o Equilíbrio e a Natureza do Universo do Ecossistema Natural;
E nessa medida,
A “temperatura climática” aquece de forma e maneira global,
O Meio Ambiente altera-se,
A “poluição” da Natureza incrementa-se de forma
decisiva,
A Homeostase do conjunto fica definitivamente comprometida.
E nesta “visão evolucionista” a alternância de gerações ganha uma dimensão política crucial pela capacidade diferenciada de adopção de “medidas estratégicas” que, também elas, manipulem as variáveis desta equação;
E talvez mais importante, possam induzir potencialmente verdadeiras Mutações políticas e sociais na tipologia e na cidadania da comunidade.
(….)
O resto da história é conhecido e fácil de adivinhar, embora as Condições de Momento possam modelar atitudes e comportamentos diferentes nos perfis individual e colectivo;
Histórias que estão exaustivamente documentadas pela (nossa) História comum e global para memória futura da humanidade, disciplina que vai cumprindo com dificuldade a sua missão regeneradora.
(….)
Pela actualidade, polémica e interesse público sugiro a leitura da seguinte bibliografia de textos:
………………..
“…
de:
Eugenia – é um termo cunhado em 1883 por Francis Galton (1822-1911), significando “Bem Nascido”.
Galton definiu eugenia como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente. Em outras palavras, melhoramento genético.
O tema é bastante controverso, particularmente após o surgimento da eugenia nazista, que veio a ser parte fundamental da ideologia de pureza racial, a qual culminou no Holocausto.
Mesmo com a cada vez maior utilização de técnicas de melhoramento genético usadas atualmente em plantas e animais, ainda existem questionamentos éticos quanto a seu uso com seres humanos, chegando até o ponto de alguns cientistas declararem que é de fato impossível mudar a natureza humana.
(…)
(…)
Observando-se do ponto de vista Ético,
tem-se discutido até que ponto o Estado tem o poder de interferir nas questões reprodutivas dos
cidadãos.
A comunidade científica sabe que a hereditariedade
tem papel importante, porém nunca exclusivo sobre a inteligência
de um determinado indivíduo, ou grupos de indivíduos, pois o factor
inteligência não é determinado apenas por uma sequência genética, mas também é
influenciado pelo ambiente do indivíduo.
Logicamente não podemos afirmar que uma pessoa é menos
inteligente do que outra apenas por ela não saber ler.
Por outro lado, estudos mais modernos têm mostrado que
existem diferentes formas de inteligência (inteligências múltiplas) e que os testes de QI
têm valor no mínimo limitado, mas que mostram muito bem a capacidade lógica
de um indivíduo.
(….)
A Disgenia é
a degeneração genética nas populações humanas modernas,
ela surge com a medicina
moderna, quando diversas doenças
sérias de caráter genético começaram a ser tratadas, e as vítimas de tais doenças
começaram a ter uma expectativa de vida maior, possibilitando a transmissão de
certas doenças para as futuras gerações, o que tem contribuído no acúmulo de
doenças a cada geração. Tal fato tem sido amplamente discutido entre os
eugenistas modernos, e recentemente foi publicado um livro do cientista inglês Richard Lynn
tratando do assunto.
…”
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