domingo, 10 de março de 2013

SOU KEYNESIANISTA – “PARK IN DOS”, The Political Significances (parte 2)

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“Três coisas não podem ser esquecidas muito tempo: o sol, a lua e a verdade”;
 

“Quem olha muito para trás, esquece que para viver é preciso seguir em frente, sempre”;

 
“Falta de coragem causa perda de momentos incríveis”;


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Os meus companheiros de carteira falavam uma linguagem política simples – UEC.

 

E eu habituei-me cedo à minha geografia política e estratégica, assim como que uma ilha que não falava a linguagem da “juventude socialista”, dava-se com a jsd e era amigo da UEC.

 

(os outros pareciam paisagem mais ou menos importante que variava com os ambientes ecológicos envolvidos)

 

Tudo muito simples de perceber,
e eu “pensava alto pra mim” – “You Are Fucked !!…”.

 

Foi assim que aprendi a ver e a fazer política,
em modo “empirismo” e tudo a sério como nos filmes que não são filmes mas “fitas de vida real”.

 

Hoje acho que algumas “coisas” foram grandes lições de “Mestre Amadora”, que me fazem sorrir ainda hoje porque continuam a fazer fé em muitos “plateaus”;

Lembro-me por exemplo (recorrentemente) de histórias que conto em discurso direto (como deve ser):

_ “J quê ??...  Tu só não és corrido daqui porque enfim…   és um gajo especial de uma terra especial, e para além disso és tu…    
(e em jeito de saudação) “Grândola Vila Morena” !!! “.

 

[eu ficava a olhar, não dizia nada, a situação não era hostil e pensava o mesmo em silêncio, “Grândola VM”, sempre estávamos todos mais juntos e agasalhados…]

 

_ “Amigo, olha uma coisa, se alguma vez puseres um brinco (pode dar-te naturalmente para isso) põe obrigatoriamente na orelha esquerda, não ponhas na direita, esquece a JSD rapidamente;      Brinquinho na orelha direita não pode ser aqui…     
Os Homens que gostam de outros homens aqui não são bem vindos…  

Isto tem que ser assim em política !!     A orelha esquerda tudo bem, é uma questão de dialética ambiental... 

Não sei se percebes o que eu digo ?? “.

 

[eu dizia que sim, claro, e ficava a pensar sempre o mesmo, também recorrentemente, o Calimero perto de mim era uma personagem com sorte…]

 

E na altura não me apercebi muito bem que de forma inequívoca tinha a sorte de ter amigas, porque em caso contrário a “coisa” poderia ter tido outras consequências (…),
porque nunca fui militante (ou sequer simpatizante) da UEC, sempre assumi a minha identidade política consonante com o liberalismo social praticado em modo operacional em ambiente familiar na minha aldeia;

 

Aliás, quase surpreendentemente (atendendo às circunstâncias políticas envolvidas), nunca fui de esquerda política como continuo a não ser hoje,
não acredito na virtude política e na beleza singela da pobreza como saída global para a nossa crise,

embora seja evidente que cada um acredita na sua vida e nos seus botões, ainda que use 10 dioptrias para olhar para eles e reconheça uma visão clara e iluminada no seu olhar (…).

 

[….]

 

Sou adepto do Keynesianismo desde miúdo porque aprendi a teoria a olhar de forma colorida para o problema e aprendendo com a lição que ele não se resolve sozinho quando não tem condições para se resolver sozinho,
e aparentemente parece ser fácil reconhecer essa visão (!!).

 

Será mais ou menos o mesmo que alguém plantado num deserto permaneça imóvel a olhar o céu e a esperar que chova para poder beber água.

 

Naturalmente que a metáfora é patética mas a Natureza Capitalista e Económica não poderá fazer milagres resolvendo com o seu funcionamento de sistema as crises que ela própria cria (ou provoca) quando não existe em suporte de sistema em quantidade e em qualidade necessárias e suficientes para conseguir tal proeza e desiderato.

(e admitindo ingenuamente que isso seria possível e plausível a qualquer sistema de liberalismo económico puro e duro em Portugal)

 

Portanto, o Estado terá que dar água ao “homem” por sua ação e livre iniciativa senão ele vai ficar a olhar para o céu a ver se chove na eternidade.

 

Sendo que, provavelmente, a intervenção do Estado na economia portuguesa terá que ser bem medida e moldada à realidade necessária,
e “isso” será uma arte de líder difícil de encontrar na nossa Pátria.

 

Mas tenhamos fé, e acreditemos que o caminho está a tornar-se mais fácil e prometedor para os grandes caminheiros voluntários que são os portugueses.

 

Sugiro a leitura de dois textos breves.

  


§§§§ / §§§§
 

ANEXO – LEITURA BIBLIOGRÁFICA:



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“…

de:


 

17 Fevereiro 2013
keynesianismo de direita

 

Pedro Marques Lopes (ver "Não, não aguentamos" no DN) assumiu a liderança dessa espécie, que apontando para os males que estão à vista de todos deixa fazer querer (como Krugman, no seu recente livro "acabar a crise agora") que existe uma via milagrosa, a qual podemos e devemos associar à figura de Keynes (um anti-cristão e inimigo assumido da pequena moral burguesa, esses tipos limitados obcecados por aforrar diligentemente subtraindo consumo à economia...).

E assim, a via seria incorrer em maiores défices para estimular a "procura agregada", porque para estes, no princípio de todas as coisas está a vontade de consumo. É quando esta falha que as crises se dão. Porque "a tua despesa é a minha receita". E assim, o economista torna-se uma espécie de psicanalista-engenheiro do consumidor, tentando que este passe rapidamente a sua fase bipolar de depressão, manipulando grandezas macro-económicas como o engenheiro manipula um mecanismo.



Vou deixar para mais tarde falar sobre o quanto errado isto está, mas o que não tenho dúvida é que desde os anos 30 do século anterior que a civilização tem convivido com esta propaganda, que faz o papel dos antigos feiticeiros que procuravam pelo misticismo conferir legitimidade sobrenatural ao chefe da tribo. Neste caso é ao aparato dos estado+bancos centrais, e o sobrenatural está disfarçado de cientismo.

Sim, existem formas das crises acabarem muito mais depressa, mas nenhuma dessas formas permite ao aparato o conforto da salvação.

 

 

§§§§ / §§§§

 

de:


 

Doutrina Keynesiana

 

A doutrina keynesiana é uma teoria económica que ganhou destaque no início da década de 1930, no momento em que o capitalismo vivia uma de suas mais graves crises.

Nesta época, as nações capitalistas geriam o campo econômico com base nas teorias estabelecidas por liberalismo clássico, doutrina econômica onde se defendia a ideia de que o desenvolvimento econômico de uma nação estaria atrelado a um princípio de não-intervenção do Estado na economia.

De fato, a proposta keynesiana tem como ponto fundamental revisar as teorias liberais lançadas pelo teórico Adam Smith, principalmente, no que se refere às novas configurações assumidas pela economia capitalista.


O principal responsável por tal exercício de revisão do liberalismo foi o economista britânico John Maynard Keynes, que em sua obra “Teoria Geral do Emprego, do Juro e do Dinheiro” estabeleceu os pontos fundamentais da teoria econômica que leva o seu nome.

Segundo o pensamento keynesiano, a premissa fundamental para se compreender uma economia encontrava-se na simples observação dos níveis de consumo e investimento do governo, das empresas e dos próprios consumidores.


Partindo desse princípio, a doutrina keynesiana aponta que no momento em que as empresas tendem a investir menos, inicia-se todo um processo de retração econômica que abre portas para o estabelecimento de uma crise.

Dessa maneira, para que essa situação fosse evitada, o keynesianismo defende a necessidade do Estado em buscar formas para se conter o desequilíbrio da economia. Entre outras medidas, os governos deveriam aplicar grandes remessas de capital na realização de investimentos que aquecessem a economia de modo geral.


Paralelamente, era de fundamental importância que o governo também concedesse linhas de crédito ao baixo custo, garantido a realização de investimentos do setor privado.

Promovendo tais medidas de incentivo, os níveis de emprego aumentariam e consequentemente garantiriam que o mercado consumidor desse sustentação real a toda essa aplicação de recursos.


Dessa maneira, o pensamento proposto por Keynes transformava radicalmente o papel do Estado frente à economia, colocando em total descrédito as velhas perspectivas do “laissez faire” liberal.

Somente a partir da década de 1970, novas correntes de pensamento econômico combateram os princípios do pensamento keynesiano.


Nessa época, a retração dos altos índices de desenvolvimento alcançados nas duas décadas seguintes à Segunda Guerra Mundial pôs em cheque a teoria John M. Keynes.

Com isso, as perspectivas liberais dos teóricos da escola monetarista de Chicago ganharam destaque no pensamento econômico capitalista.

 

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola


 

…”

 

………………..

 

 

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