segunda-feira, 6 de maio de 2013

“OS MANEQUINS DA RUA DOS FANQUEIROS” (parte 1 - upgrade)

http://conversas666.blogspot.com




 

Naturalmente que somos todos iguais mas temos graus de “canalhice” política diferente,
ou de outra forma,

presume-se que os nossos direitos civis de cidadania portuguesa serão transversais e globais (numa perspetiva “interior”) mas os privilégios políticos de acesso à propriedade privada comum do Estado são (“de facto”) muito diferenciados e grandemente suspeitos para grande número dos nossos “melhores cidadãos”.

 

Mas o mais significativo e espantoso será a transparência da alma dos “cidadãos políticos” aqui denominados “Manequins da Rua dos Fanqueiros”;

 

Então não é que os “senhores” acham que o Nosso país é deles ???...

 

E porque (aparentemente) “isto” será ridículo (…) os senhores manequins (políticos por natureza específica) não perceberam aquilo que é óbvio – são Atores do Sistema Nacional (…);

 

Portanto, cumprem um papel para o qual são vestidinhos e bem calçados, com gravatinha e chapeuzinho, ou lacinho ou outra coisa qualquer;

 

Cumprem o seu papel com grande naturalidade e ênfase na (sua) missão, e de tal forma e maneira que julgam-se na posse e no direito de usarem (e desfrutarem) a seu belo prazer daquilo que é propriedade comum a toda a cidadania (política).

 

E esta questão não é pacífica como também não será estúpida, antes é um problema sério próprio de países do terceiro mundo que se transformam naturalmente em jardins zoológicos (políticos) onde as criaturas em questão habitam em permanência demonstrando pouca vontade “orgânica” em mudarem os seus hábitos, usos e costumes.  

(… “adquiridos por direito próprio…”)

 

E sendo que parece “ser assim”, como dizem as pessoas antigas, também vão dizendo o mesmo cada vez mais as pessoas “modernas” e recentes na história.

 

Mas aquilo que parece certo, preocupante e perigoso é que a Missão deixou de ser um problema da comunidade para tornar-se num problema íntimo e pessoal aos tais “Manequins da Rua dos Fanqueiros”,
circunstância essa que (naturalmente) se irá extinguir na temporalidade da existência política do campus social, mas nem por isso passível de ser ignorada ou omitida.

 

[….]

 

Politicamente uns rendem-se outros não, uns mandam mal outros melhor,
alguns pura e simplesmente deixam essa “chatice” para os subalternos “fazerem”,

que é normalmente quando a “coisa” corre um pouco melhor;

 

Mas não deixa de não ser curioso verificar e registar a Falta de Cumplicidade política e estratégica da Ação de Comando (e do comando político) com as pessoas representadas,
não se percebendo a razão imediata de tal “istmo”,

podendo alvitrar-se, por exemplo:

1.   Falta de Vocabulário Político ?

2.   Será Falta de Argumento ?

3.   Ou antes, Diferenças Inconfessáveis (e incontornáveis) de visão ideológica ?…

4.   (outra razão politicamente incorreta e inapropriada à “manobra”)

 

Aquilo que se vê à vista desarmada é uma semelhança incómoda com uma certa Autoridade Colonial instalada no Poder à conta de uma santa providência de sistema político improvável e inverosímil,
uma autoridade nobiliárquica e “justa” (no seu entendimento próprio), necessariamente arbitrária enquanto destino político natural da “Propriedade Feudal” do Estado(…).

 

(… “uma espécie” de processo de compensação de Deus pelas injustiças da mãe natureza ??…)

 

 

Mas o que parece mais espantoso é a visão exterior da Hostilidade e da Arrogância deste “Fenómeno” de posse da “Propriedade Privada do Estado”,
e de forma inverosímil e inquestionável em nome da “Democracia do Povo Português”,

um fenómeno passível de catalogação objetiva – “O Show Dantesco do Socialismo Saloio” (!!).

 

[….]
 

Procurando justificações racionais (…),
as pessoas em questão aparentam cérebros baralhados com a velocidade da história política recente da Nação,

mas francamente fico com as minhas dúvidas sérias em tal verdade que não apenas a justificação simples e imediata daquilo que aparece à vista desarmada – maldade genética e a mais pura idiotice de crianças mimadas a defenderem com ardor a propriedade política do (seu) “jardim da celeste” e a sua loja de algodão doce e bijuterias financeiras golosas.

 

Que ricas criaturas os nossos Manequins da Rua dos Fanqueiros.

 

[….]

 

§§§§ / §§§§

 

ANEXO – LEITURA BIBLIOGRÁFICA:



………………..
 

“…

 

de:


 

Havia de tudo na Rua dos Fanqueiros, na baixa lisboeta. Do moderno ao tradicional, para o pobre e o rico, as montras exibiam orgulhosamente os seus panos, carpetes, tecidos a metro e o pronto-a-vestir. Só que hoje há menos gente a espreitá-las.

E se há menos pares de olhos nas vitrinas, também as caixas registadoras tilintam menos e muitos comerciantes encerram ao final do dia e já não voltam a abrir com o raiar do dia. É mais uma rua da baixa - famosa pelo seu vigoroso comércio, apelidada em tempos como centro comercial do país - que está a definhar.

"Vende-se, trespassa-se, trata". Anúncios como estes não passam despercebidos a quem percorre a Rua dos Fanqueiros. "Olhe, aquela ali, já foi casa de noivas, loja de bijuteria, de cosmética, eu sei lá", solta Adolfo Fernando, apontando para a montra em frente à loja onde trabalha há perto de quatro décadas, a Armazéns Ramos.

O empregado conta que o declínio começou com a chegada o metropolitano à baixa e que, desde aí, tem sido sempre a descer. "As pessoas percorriam isto tudo a pé. Era um mar de gente. Agora, não", recorda, acrescentando que são cada vez menos as lojas de tradição. "Ali ao lado, era uma loja de cortinados e varões, que está agora com coisas dos chineses. Ao nosso lado, era um pronto-a-vestir que tinha a alcunha de Casa da Velha e vendia roupas de corte mais antigo", explica.

Ao meio-dia, Adolfo Fernando ainda só tinha atendido duas fiéis clientes. É aliás a fidelização que vai sustentando o pequeno comércio. "São pessoas que procuram qualidade e que gostam de ser bem atendidas", diz.

Da afamada Casa dos Panos, fundada em Oitocentos, já só resta a placa na fachada do edifício. "Estamos quase sem concorrência", ironiza José Tavares. A sua loja - Tavares - fundada em 1793 será talvez a mais antiga. Está na família há mais de 100 anos, mas já não vende linhos, atoalhados e panos de lençol como antes.

"As pessoas não têm onde estacionar. Os hipermercados e centros comerciais desviaram a clientela. Por outro lado, temos aqui autocarros e elétricos a passar, mas não há paragens", nota.

"Com trânsito ou não, tanto faz. Até acho que se a rua fosse pedonal era bom. A Câmara deveria preocupar-se mais como o estado do comércio. Ao fim ao cabo fazemos parte do cartão de visita e a baixa sem nós não é nada", avança a empregada de um pronto-a-vestir, que não quis ser identificada.

"Isto não se vê em mais nenhum outro centro histórico da Europa. Há prédios degradados, outros estão recuperados mas continuam fechados, e há falta de limpeza", critica José Quadros, presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina. Este cenário não é atrativo. "No Chiado, as marcas querem ir para lá. Mas está bem tratado porque teve um incêndio", acrescenta.

José Quadros garante que a crise estende-se a toda a baixa, atingindo as ruas da Prata e do Ouro. Nas duas primeiras esquinas da Rua Augusta há prédios fechados há mais de um ano. Noutros países, não é permitido", remata.

 

 

…”

 

………………..

 
 
 
 

Sem comentários:

Enviar um comentário