quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O “REGÍCIDIO” DO SISTEMA POLÍTICO PORTUGUÊS ATRAVÉS DE UMA INTERPRETAÇÃO PÓS-MODERNA (parte 3)

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“… Nos anos 80 circula uma vontade de participação e de desconfiança geral, o pós-modernismo.

Pós-modernismo é o nome dado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes, nas sociedades desde 1950.

Mas, existe o medo, o medo de mudança, o medo do novo e a perda do conservadorismo.

Ele nasce com várias mudanças na arquitetura e principalmente na computação, entra na filosofia nos anos 70 como crítica da cultura ocidental, ou seja, são mudanças gerais desde as artes até na tecnologia, e se alastra por todos os lados e meios, sem saber se é uma forma de decadência ou se é um renascimento cultural.

(….)

O pós-modernismo é tudo o que se refere ao novo, foi quando ocorreu a total mudança, ou melhor, uma mudança geral em quase todos os aspectos, desde as artes até as ciências. (…)”

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Haverá responsáveis ??

De quem será a culpa da hecatombe cultural ?

Todos os sistemas que não se renovam têm tendência natural para a desconfiguração, restando numa situação residual (caracterizada pela ausência de ideias e de conteúdos ideológicos) a gestão da descaracterização e da anarquia organizacional dos “corpos” envolvidos.

(….)


Na realidade, foi “Isto” que aconteceu.


(….)


Os ventos de mudança que sopraram com grande intensidade (e ímpeto revolucionário) vindos de uma Europa pós-2ª guerra mundial em mutação política, ideológica e estratégica emergente (situação comum a todo o mundo ocidental contemporâneo) invadiram os países limítrofes da Europa, menos desenvolvidos e mais pobres (e mais expostos a um “temporal” político que iria fazer claudicar a sua organização política de Estado/Nação e a sua estrutura económica), alterando de forma radical o Sistema Internacional e impondo uma nova lógica na ordem política e estratégica mundial.


Esses “Ventos de Mudança” tiveram nome próprio e chamaram-se “Descolonização” e “Pós-Modernismo”.


Portugal viria a sucumbir de forma lenta e demorada, mas completa e radical;

E talvez tenha tido os “sinais de doença” clássicos (que caracterizaram a “revolução ocidental”) e a respectiva falta de capacidade de sobrevivência em saúde de regime;

E sobreveio a própria natureza do sistema que abandonado a si próprio e à sua menoridade de autoridade histórica reagiu à doença e tomou o rumo da cura certa, mas também ela intermitente com a maleita política sistémica recorrente, tudo de muito difícil e lenta recuperação funcional.


(….)


Colocando esta metodologia de abordagem em cima da mesa e no plateau, por metáforas mais ou menos infelizes mas eficazes, a recuperação total viria a ser conseguida com remédios e mezinhas vindos de fora, num manancial de “química farmacêutica” bem medido e direcionado (em tamanho e quantidade industrial), mas mal “colocado” na recuperação (política) total que deveria ter tido uma história de recobro mais lenta e cuidada em formatos de desenvolvimento natural mais harmonioso, conveniente para o “sistema muscular”, mais sóbrio e sólido no formato final.

(e duradouro)


O resultado da “Doença Pós-Moderna” foi uma “Cura Pós-Moderna”.


Infelizmente, porque é óbvio que quem não sabe reagir (com as suas capacidades inatas e defesas próprias) e viver bem com a doença, também será certo que terá “Alguma” dificuldade em saber viver bem com a cura em “metodologia de método de ataque” semelhante.


Ou seja, as “pessoas” daquele (nosso) “corpo” interpretaram a cura nos mesmos moldes que interpretaram a doença, atribuindo-lhe valores e significâncias próprias e semelhantes (…);

E, portanto, não soubemos viver (e sobreviver) com aquela “Cura”.

(até agora)


Pela razão singela de que a “química da cura” tem um fórmula semelhante no estilo à “química da doença pós-moderna” que atacou Portugal de forma violenta vinda da Europa Ocidental.


A mesma Europa que nos quer introduzir no seu sistema político e económico (“… à força…”) e que nós (pelas razões apontadas) repudiamos “firmemente”.

(porque ainda não percebemos nada do que se passou no mundo pós-2ª guerra mundial, talvez porque não participámos nela nem fomos diretamente atingidos pelas suas consequências maiores e piores)


Será tão somente “Isto”….

As consequências do “Pós-Modernismo” político, económico e estratégico pós-2ª guerra mundial.


(….)


Continuando com história (…),

naturalmente que de um ponto de vista sociológico os portugueses reagiram (e reagem) a tudo isto como sabem fazer e como é natural que reajam,

“é preciso destruir o sistema político (pós-moderno) !!”

Porquê ??


Essencialmente porque não sabemos o que deveremos fazer e somos altivos e orgulhosos da nossa identidade patriótica;

E essa nossa identidade diz-nos que somos descendentes de D. Afonso Henriques, de Viriato, de D. João I, da Padeira de Aljubarrota, dos heróis das Linhas de Torres, de Mouzinho de Albuquerque, dos heróis da Flandres, e dos heróis da Guerra do Ultramar.

Portanto, perante a Ameaça Pós-Moderna nós combatemo-la até ao último homem, até ao heroísmo, até à insanidade de uma resistência contra nós próprios e contra a nossa existência um pouco mais enriquecida (e mais digna) enquanto cidadãos pertencentes a um mundo mais evoluído, mais próspero, mais rico,

e (claro) mais moderno.

E tudo “Isto” porque o que é “Pós-Moderno” causa-nos alergia, embaraço, inconformismo, uma maleita política e social, e (…),

Insanidade Política.

(….)


Portanto (outra vez),

fizemos um “Regicídio” ao Sistema Político Pós-Moderno porque não sabíamos o que deveríamos fazer em concreto.


De certo, ou mais certo,

e não sabíamos viver com “Aquilo”, com aquela altercação provocada por “Algo” que tanto mal nos havia causado num passado ainda recente e ainda muito fresco na nossa mentalidade patriótica de povo com uma alma que é o nosso orgulho vivo, mas que tanto mal nos faz ao “corpinho” de povo de Deus.

(…..)


 

(etc. ……………)

   
§§§§§§ // §§§§§§


ANEXO – ILUSTRAÇÃO TEMÁTICA:


………………..

“….

de:


(…)

Numa concepção evolucionista da História, para que a Humanidade alcançasse plena felicidade e um estágio superior na sua existência, tornava-se necessário abolir da ordem social todas as aristocracias e monarquias.

Deste modo, não poderiam mais ser toleradas as elites tradicionais, destiladas pela ordem natural da Criação, impregnadas de valores cristãos e geradoras da prosperidade que tão bem caracterizou a Civilização Ocidental. Enquanto existissem, elas irradiariam modos de pensar, de sentir e de actuar avessos à “modernidade” revolucionária. Os que ainda se sentissem honrados por nelas serem nascidos, revelariam sentimentos de orgulho e de vaidade e os que lhes dessem valor seriam pessoas ultrapassadas, movidas por meros sentimentos estéticos e saudosistas.

As Monarquias foram consideradas obsoletas e opressoras, as Aristocracias aberrantes e discriminatórias.

A violência passou a ser vista como uma forma legítima para se alcançar uma organização social que se queria mais perfeita pelo nivelamento igualitário.

(….)

Contudo, a Providência nunca abandonou a Terra de Santa Maria. Poucos anos após o Regicídio e o golpe que instaurou a República, Ela chamou-nos de novo a influenciar a História. Foi a três simples pastorinhos, filhos da nossa gente, que a Virgem escolheu para transmitir a mensagem mais importante da Era presente. Portugal foi chamado, uma vez mais, a continuar a fazer o inverosímil e, do seu pequeno território, ecoou uma mensagem de espiritualidade por todo o Orbe, fazendo graves advertências e convidando a Humanidade a uma conversão profunda.

(…)

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de:


Nos anos 80 circula uma vontade de participação e de desconfiança geral, o pós-modernismo.

Pós-modernismo é o nome dado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes, nas sociedades desde 1950.

Mas, existe o medo, o medo de mudança, o medo do novo e a perda do conservadorismo.

Ele nasce com várias mudanças na arquitetura e principalmente na computação, entra na filosofia nos anos 70 como crítica da cultura ocidental, ou seja, são mudanças gerais desde nas artes até na tecnologia, e se alastra por todos os lados e meios, sem saber se é uma forma de decadência ou se é um renascimento cultural.

O pós-modernismo invadiu o quotidiano com a tecnologia electrónica em massa e individual, onde a saturação de informações, diversões e serviços, causam um “rebu” pós-moderno, com a tecnologia programando cada vez mais o dia-a-dia dos indivíduos.

A importância do pós-modernismo na economia foi “mostrar” aos indivíduos a capacidade de consumo, a adotarem estilos de vida e de filosofias, o consumo personalizado, usar bens e serviços e se entregarem ao presente e ao prazer.

Os pós-modernistas querem rir levianamente de tudo, nos quais encaram uma ideia de ausência de valores, de vazio, do nada, e do sentido para a vida.

A sociedade se torna emergente ou decadente, pois são baseadas nas sociedades pós-industriais na informação que tem como referencia o Japão, os EUA e os centros europeus.

A essência da pós-modernidade vem através das cópias e imagens de objetos reais, a reprodução técnica do real, significa apagar a diferença entre real e o imaginário, ser e aparência, ou seja, um real mais real e mais interessante que a própria realidade.

Um exemplo disso é a televisão, que aliada ao computador simula um espaço hiper-real, espetacular que excita e alegra.

O hiper-real simulado fascina porque é o real intensificado na cor, na forma, no tamanho, nas suas propriedades, é quase um sonho, onde somos levados a exagerar nossas expectativas e modelamos nossa sensibilidade por imagens sedutoras.

O ambiente pós-moderno significa simulação, ele não nos informa sobre o mundo, ele o refaz à sua maneira, hiper-realizam o mundo, transformando-o num espetáculo.

No ambiente pós-moderno há informação e há comunicação, é o que representa a realidade para o homem, que vieram ampliar e acelerar a circulação das mensagens através dos livros, jornais, cinema, rádio, TV.

Através destas mensagens, o homem procura sua imagem “comprando” discursos, para lhe proporcionar Status, bom gosto, na moda, na aparência, no narcisismo levando muitas vezes a extravagâncias, ou então imitando modelos exóticos.

No pós-modernismo o homem vive banhado num rio de testes permanentes, onde a informação e a comunicação transportam a impulsividade para o consumo.

Saturação, sedução, niilismo, simulacro, hiper-real, digital, desreferencialização, são consideradas senhas para “nomear” o pós-moderno, ele significa mudanças com relação à modernidade, ele é um fantasma que passeia por castelos modernos.

O individualismo atual nasceu com o modernismo, mas o seu exagero narcisista é o acréscimo pós-moderno, ele é um princípio esvaziador, diluidor, ele desenche, desfaz princípios, regras, valores, práticas e realidades, promove a des-referencialização do real e a des-substancialização do sujeito.

O pós-modernismo é eclético, mistura várias tendências e estilos sob o mesmo nome, ele é aberto, plural e muda de aspecto se passamos da tecnociência para as artes plásticas, da sociedade para a filosofia, ou seja, ele flutua no indecidível.

(…..)

Foram tantas as mudanças nas ciências, tecnologia, nas artes, no pensamento, no social, que o pós-modernismo se instalou de uma grande forma que foi formando uma teia no quotidiano da massa.

Ele teve um “des”, um principio esvaziador, como por exemplo:

Des – refencialização do real.

Des – materialização da economia.

Des – estetização da arte.

Des – construção da filosofia.

Des – politização da sociedade.
Des – substancialização do sujeito.
E outros,...


E com qual resultado?

Dará o zero da representação, não se pode representar o fim da representação!

O pós-modernista vive a irrealidade, niilismo, onde o mundo para ele se resume em: consumo, informação, moda, individualismo, sem uma identidade definida, e nem definitiva.



Conclusão:

O pós-modernismo é tudo o que se refere ao novo, foi quando ocorreu a total mudança, ou melhor, uma mudança geral em quase todos os aspectos, desde nas artes até nas ciências.

Ele é individualista, liberto de crenças, medos, preconceitos, pelo contrario, foi uma fase de se colocar ideias e pensamentos livres de objeções.

Com isso o pós-modernismo invadiu o mundo dos indivíduos, através da mídia, da tecnologia, da eletrónica, enfim das informações em massa, levando e seduzindo o individuo ao um consumo frenético.

Ele encarna vários estilos de vida e de filosofia, mas com a total ausência de valores, mas por outro lado o pós-modernismo tem a participação do publico, é de fácil compreensão e vivencia o real, o presente, o aqui e o agora.

O pós-modernismo é indefinível, mais é sensível, liberto, e ao mesmo tempo integrado, e aceito pela massa, devido a sua “simplicidade” e facilidade de expor o seu significado.



….”


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