sábado, 10 de março de 2012

O CAPITALISMO, O ESTADO SOCIAL E OS YUPPIES PORTUGUESES (parte 1)

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O equívoco político do Estado Português (…).


Quando iniciei esta “cruzada escrita de verdade” não tinha como intenção ingénua e juvenil atingir um estado e uma situação de plenitude (seja ela qual for e queira “isso” dizer o que quer que seja), e muito menos uma intenção pessoal de democracia justa e pluralista para a nossa vida comum, transversal e global.

Mas há “coisas” que é importante dizer sob pena (em caso inverso) de o nosso teatro e a nossa cinematografia circunscreverem-se ao género de “revista” e aos tramas de natureza e amplitude cómica e de comédia.

[sem ponta de menosprezo político porque sou grande fã de filmes como são os (nossos) desenhos animados]


(….)
 

“Falemos” um pouco sobre os Estados que são uma “máquina de guerra” conhecida como Sociais - os “Estados Sociais”.

Este problema do tipo “saga de estudo” tem tudo a ver com o carreirismo yuppie do aparelho político instalado no Estado/Nação Português.

Arrepiando o caminho e contornando conceitos técnicos que são descritos na ilustração temática, o que haverá de novo aqui (…) neste palavreado e na figura de estilo associada ??

O palavrão “yuppies” remete para a cultura americana de capitalismo generalizado e desenfreado, para o pós-modernismo político, social e estratégico, mas também para uma cultura de valores e méritos técnicos, a inteligência sofisticada, a capacidade psicológica quase sobrenatural, e a felicidade do sucesso profissional;

E (necessariamente) padrões de qualidade apurada, enriquecimento, crescimento económico e progresso exponencial.

É este o padrão de vida americano no qual a capacidade individual e o mérito pessoal são “reis” do sistema, mas também deveremos considerar que se inserem “nele” algumas qualidades e valores como a honestidade e a lealdade, a integridade de caráter e os valores morais de cidadania (comuns e generalizados na classe média), condições tipo de padrão social utilizadas como ferramentas de sistema indispensáveis e incontornáveis à sociedade americana.

(sob pena de tudo desmoronar na sociedade capitalista e liberal, e daí “talvez” a grandeza e intensidade do Estado Policial Americano)

Naquela matriz política nascem, portanto, os cidadãos a quem apelidam de “Yuppies Americanos”;
Que do nada de seu pessoal e privado atingem uma grandeza económica, social e estratégica de dimensão importante e surpreendente, utilizando como “alavancas políticas” de crescimento os valores do seu mérito intelectual, técnico e profissional.


São assim as regras deste jogo que tem árbitros e fiscais de campo inseridos em profundidade no seio do Estado,
destemidos, intolerantes, violentos mesmo, e insensíveis à “dor” causada pela sua acção fiscalizadora.

(….)


O sonho americano de “todos” é aquele, sem mácula ou equívoco,
a terra das oportunidades onde o valor e o mérito pessoal são as cartas de trunfo quase únicas na mesa.

(….)
 

E onde “joga isto” com o Estado Social Europeu ??

A Segurança Social é uma invenção europeia que pretende proteger os seus cidadãos das intempéries de uma vida dedicada ao trabalho e ao bem social comum.

Claro que valores como justiça social, protecção aos mais fracos e desfavorecidos, solidariedade e democracia social são expoentes importantes mas também adereços de conteúdo;

A proteção ao esforço comum (pela via do trabalho produtivo) em prol do Estado e da Nação será o verdadeiro espírito operativo da aplicação política conhecida como Estado Social.


E em quase toda a Europa isso será verdade,
mas em Portugal não.


Nós não somos assim !!

Nós somos muito mais práticos, o Estado é uma máquina política que propicia lucro e riqueza a quem conseguir ascender a Ele.

O sistema político é, pois, uma “máquina de guerra” que se gere a si próprio em prol dos interesses pessoais e privados das organizações políticas acreditadas no aparelho do Estado, e do respectivo clientelismo político sectário.

Os partidos políticos gerem carreiras políticas muito antes de gerirem os interesses políticos e económicos do país e do seu povo contribuinte e pagador do negócio colectivo do Estado.

Mas o mais grave na sua fisiologia própria de funcionamento é que poderiam ser competentes na sua missão (os políticos) mas antes pelo contrário, são incompetentes, e gerem o património colectivo com dolo e erro de procedimento;
Sem que se perceba muito bem quais serão os verdadeiros critérios de classificação e selecção para o desempenho de funções de governação no Estado Português.


(em particular naqueles casos que respeitam aos insucessos e más acções governativas em todos os níveis e escalões do poder, seja ele central, regional ou local)

Falamos de verdadeiros “Yuppies caseiros” paridos pelo aparelho político do Estado Português !!

E este será um dos seus problemas principais,
e dos portugueses (em particular) que acham que os seus filhos um dia também serão beneficiados por este sistema de coisas.

Naturalmente que vender as “viaturas” do Estado ou participadas pelo Estado (as empresas públicas e aquelas que são participadas), que numa matriz territorial tanto valor têm para a economia política yuppie (dos pupilos e correligionários), é um atentado ao núcleo central do funcionamento de todo o sistema;

E inviabiliza-o, claro, pura e simplesmente (…).

(….)
 
O essencial de tudo e do “problema específico” está contado,
o restante do principal será escrito em capítulos subsequentes.
 

Quanto ao sumário do assunto e deste texto poderia ser “dita” uma frase lacónica:

_ O Sistema Político Português é um Logro !!



(……)


§§§§§ / §§§§§



ANEXO – ILUSTRAÇÃO TEMÁTICA:


………………..



“…
de:




"Yuppie" é uma derivação da sigla "YUP", expressão inglesa que significa "Young Urban Professional", ou seja, Jovem Profissional Urbano.

É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a
classe média e a classe alta. Os yuppies em geral possuem formação universitária, trabalham em suas profissões de formação e seguem as últimas tendências da moda. O termo também passou a ser utilizado no Brasil e em Portugal sem tradução, e com o mesmo significado adotado na língua inglesa.

Ocasionalmente o termo é utilizado com certa carga pejorativa, como um rótulo, um
estereótipo, tanto em países de língua inglesa (nos EUA, por exemplo, onde a expressão surgiu) quanto também no Brasil ou em Portugal.


O termo "yuppie" descreve um conjunto de atributos e traços de comportamento que vieram a constituir um
estereótipo que se acredita ser comum nos EUA, Inglaterra e outros países do ocidente.

De fato, as transformações pelas quais passou o mundo durante os
anos 80 foram responsáveis por alterar profundamente a ideologia e as relações pessoais entre os grupos de jovens adultos.

A ascensão da era
Ronald Reagan/Thatcher foi parcialmente responsável pelo surgimento do yuppie. As políticas promovidas por Reagan e Thatcher tiveram um papel fundamental em transformar as relações entre o indivíduo e a sociedade.

Com a sistemática diminuição dos gastos do governo, diminuição da carga de impostos e progressiva transferência do poder do Estado para a população por meio de privatizações, gerou-se uma mudança significativa das sociedades ocidentais e da mentalidade de seus cidadãos, o que em conjunto com o boom de crescimento económico gerado por tais políticas, resultou em uma nova mentalidade focada no indivíduo e na satisfação dos anseios do mesmo.

Ao mesmo tempo, a queda do
Muro de Berlim consolida a hegemonia do Capitalismo. Assim, as décadas de 80 e 90 se caracterizaram pela retração das ideologias de cunho coletivista e pela ascensão de uma ideologia focada no indivíduo.

Assim, o sucesso profissional e o consumo de bens materiais ganharam importância incrementada na sociedade.


Normalmente, os yuppies são mais
conservadores que a geração anterior, hippie.

Deixando de lado as causas sociais abraçadas por aquela geração (a qual havia deixado de lado valores tradicionais), os yuppies tendem a ser antes de mais nada profissionais. Tendem também a valorizar bens materiais (especialmente objetos da última moda).

Particularmente isto se aplica a investimentos em
bolsas de valores, automóveis importados, inovações para residências e aparatos tecnológicos, como telemóveis (no Brasil, "telefones celulares") mais sofisticados, computadores portáteis, etc.

Porém, a perseguição em ritmo intenso destes bens materiais tem muitas vezes consequências indesejadas. Quase sempre com pressa, buscam itens e serviços de conveniência. A escassez excessiva de tempo pode prejudicar suas relações familiares.

A busca pela manutenção de seu estilo de vida pode significar "stress" e exaustão mental. Podem ter de mudar frequentemente de residência por razões de trabalho, às vezes resultando disto mais tensões familiares. Este estilo de vida agitado em demasia recebeu a denominação em inglês de rat race (mais ou menos como "corrida insana").

Altamente influenciados por um ambiente competitivo nas corporações, eles frequentemente valorizam aqueles comportamentos que descobriram serem úteis para galgar postos mais altos e, por consequência, maior renda e
status. Frequentemente levam seus valores corporativos para o lar, para as esposas e filhos.

De acordo com o estereótipo, existe um certo ar de informalidade entre eles; ainda que haja uma série de atividades regulares de grande parte dos mesmos, desde a prática de
squash, golfe e ténis até almoçar em casas de sushi ou em bares da moda que servem coquetéis.


Uma questão interessante é: "O que acontece a estes profissionais jovens e ambiciosos quando envelhecem?"

Alguns destes profissionais tornam-se estabilizados e bem estabelecidos em suas carreiras, e não necessitam mais ser tão ambiciosos quanto antes. Outros descobrem serem prósperos o suficiente para se aposentarem cedo.

Outros reconsideram seu estilo de vida. Alguns passam por uma crise de
meia-idade (um estado de desilusão experimentado em todos os grupos socioeconómicos, ocorrendo por volta dos 40 anos de idade, e atingido quando a pessoa toma consciência de que não é mais tão jovem, passando a refletir sobre o que fez com a própria vida. É considerado também por muitos como um processo de reflexão e de auto-atualização que pode continuar até o final da vida).

Alguns yuppies podem achar que seu estilo de vida falhou em lhes fornecer um significado para sua própria vida, depois de terem gasto um tempo desproporcional unicamente preocupados com suas carreiras.



…”


………………..



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