sexta-feira, 15 de junho de 2012

A DIALÉTICA DO CONHECIMENTO EMPÍRICO

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O Conhecimento Empírico é o conhecimento que adquirimos no decorrer do dia. É feito por meio de tentativas e erros num agrupamento de ideias. É caracterizado pelo senso comum, pela forma espontânea e direta de entendermos.
Essa forma de conhecimento é adquirida também por experiências que vivemos ou que presenciamos que, diante do fato, obtemos conclusões. É uma forma de conhecimento superficial, sensitiva, subjetiva, acrítica e assistemática.

O conhecimento empírico é aquele que não precisa ter comprovação científica e esta também não tem importância. O fato é que se sabe e pronto, não precisa ter um motivo de ser. (….)
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O Cenário Estratégico Assimétrico.
 

O mundo mudou e a “ameaça natural” alterou o perfil de emprego e a sua natureza política e estratégica;

Tudo ficou mais complicado (ou de controlo mais difícil), mais surreal e imprevisível,
o perigo parece ser maior e fugaz, a “letalidade” mais potencial, mas também “tudo” num cenário convencional mais improvável.


(o que faz do “quadro” uma tela confusa)
 

Tudo cibernético e em modo de realidade virtual.

(….)


Há vinte e oito anos atrás se alguém congeminasse a hipótese (remota) de as “FP 25 de Abril” tomarem uma forma politicamente legal e assento permanente e institucionalizado na “Casa da Política” Portuguesa,
eu diria (pela minha parte pessoal) que “Isso” seria a mais pura loucura e diversão de uma qualquer alma perdida e desiludida com a sua vida. (…)
 

Mas aconteceu,
e parece ser a verdade dos factos à qual qualquer cidadão pode aceder ao sintonizar um qualquer órgão de informação que presta o serviço público à comunidade de a manter atenta ao mundo que passa por nós.
 

Naquilo que poderá ser a procura de uma explicação racional diria que a Causa desta “Coisa” terá a ver (diretamente) com a “velhice política” prematura (??) e com o cansaço intelectual dos protagonistas;

Mas também (indiscutivelmente) com a categorização política das personagens envolvidas que, de forma inequívoca, abraçaram as causas revolucionárias e belicistas daquele fenómeno politicamente denominado “Forças Populares 25 de Abril”.
 
Ou seja, a “Força” (e os seus intérpretes) atuam de forma e com a face descoberta, sem qualquer temor ou receio da potencial redução ao absurdo, e de forma absolutamente impune perante a lei da República Portuguesa.


[aparentemente doente de “impotência política legal” perante, ”sei lá”…, uma quadratura politicamente terrorista (??...)]
 

(claro que não !!)
 

Portanto, as “Estrelas desta Companhia Política” (que são muitas e variadas, de diferentes quadrantes, e todas pesadas de prestígio político e estratégico) parecem ser a “causa das coisas” da ocorrência do fenómeno, mas também da impunidade legal que os anima numa espécie de “festival de Música Ró à desgarrada”.
 
(do tipo “Calhaus Rolantes” !??)


(….)
 

E se um dia alguém (por exemplo eu) escrevesse sobre esta “temática” provavelmente poderia atribuir-lhe um título sugestivo - “Uma Dialética Política Corporativa em Género de Ensaio Sobre a Loucura”.

(ente muitos outros nomes possíveis)

Naturalmente que nunca irei escrever tais arremetidas insultuosas contra a “Pandilha Eletrónica”,
apenas ficará aqui demonstrada a minha vontade de “o fazer” numa verdade indiscutível.
 

(….)



O segredo do sucesso da democracia portuguesa chama-se Segurança e Defesa.

Mas (muito) mais do que isso, a credibilidade do sistema político depende diretamente da credibilidade do sistema de segurança e defesa nacional na medida em que só a estabilidade garante o normal funcionamento das instituições.

Na realidade, o Estado identifica-se de forma perfeita com o “aparelho institucional” que assegura a vitalidade e o normal funcionamento da segurança e defesa do Estado;

Mas também a segurança das pessoas, dos valores e dos bens (públicos e privados), e dos serviços (públicos e privados) que fazem funcionar a economia do país.

Ou por palavras diferentes, a segurança e defesa será a pedra basilar que assegura o funcionamento do Estado nas condições ideais de “pressão e temperatura” política, o que se traduz (entre outros aspetos) na segurança e harmonia que dão a confiança necessária e suficiente aos diferentes atores e personagens principais que são os parceiros políticos, económicos e sociais das atividades produtivas do Estado Português.

Para tal efeito e esse fim específico é indispensável o Estado ter um bem essencial à sua “vida saudável” e que será a possibilidade de ter à sua disposição permanente e imediata a capacidade de exercer Coação sobre as ameaças principais à sua sobrevivência institucional naquilo que respeita (principalmente) aos Poderes do Estado.

(Poder Executivo, Legislativo e Judicial)
 
Naturalmente que tal matéria é severamente complicada e obedece a princípios e a regras de empenhamento, das quais a principal, mais séria e crítica chama-se Democracia e Estado de Direito.
 

Não pode nem deve haver qualquer espécie de confusão sobre este tema que é absolutamente nuclear a todo o funcionamento criterioso em condições de boa salubridade para uma qualquer componente de segurança e defesa de um qualquer Estado Ocidental.
 
O Estado de Direito e a Democracia são o oxigénio vital de qualquer sistema credível, eficiente e eficaz de Segurança e Defesa de um Estado/Nação.



(etc. …….)


§§§§§§ / §§§§§§
 

ANEXO – ILUSTRAÇÃO TEMÁTICA:


………………..


“…

de:




Conhecimento empírico, científico, filosófico e teológico




A realidade é tão complexa que o homem, para apropriar-se dela, teve de aceitar diferentes tipos de conhecimento.

Desde a Antiguidade, até os dias de hoje, um lavrador, mesmo iletrado e/ou desprovido de outros conhecimentos, sabe o momento certo da semeadura, a época da colheita, tipo de solo adequado para diferentes culturas. Todos são exemplos do conhecimento que é acumulado pelo homem, na sua interação com a natureza.

O Conhecimento faz do ser humano um ser diverso dos demais, na medida em que lhe possibilita fugir da submissão à natureza. A ação dos animais na natureza é biologicamente determinada, por mais sofisticadas que possam ser, por exemplo, a casa do joão-de-barro ou a organização de uma colmeia, isso leva em conta apenas a sobrevivência da espécie.

O homem atua na natureza não somente em relação às necessidades de sobrevivência, (ou apenas de forma biologicamente determinada) mas se dá principalmente pela incorporação de experiências e conhecimentos produzidos e transmitidos de geração a geração, através da educação e da cultura, isso permite que a nova geração não volte ao ponto de partida da que a precedeu. Ao atuar o homem imprime sua marca na natureza, torna-a humanizada. E à medida que a domina e transforma, também amplia ou desenvolve suas próprias necessidades. Um dos melhores exemplos desta atuação são as cidades.

O Conhecimento só é percetível através da existência de três elementos: o sujeito cognoscente (que conhece) o objeto (conhecido) e a imagem.
O sujeito é quem irá deter o conhecimento, o objeto é aquilo que será conhecido, e a imagem é a interpretação do objeto pelo sujeito. Neste momento, o sujeito apropria-se, de certo modo do objeto. “O conhecimento apresenta-se como uma transferência das propriedades do objeto para o sujeito”. (Ruiz, João. Metodologia científica).

O conhecimento leva o homem a apropriar-se da realidade e, ao mesmo tempo a penetrar nela, essa posse confere-nos a grande vantagem de nos tornar mais aptos para a ação consciente. A ignorância tolhe as possibilidades de avanço para melhor, mantém-nos prisioneiros das circunstâncias. O conhecimento tem o poder de transformar a opacidade da realidade em caminho iluminada, de tal forma que nos permite agir com certeza, segurança e precisão, com menos riscos e menos perigos.

Mas a realidade não se deixa revelar facilmente. Ela é constituída de numerosos níveis e estruturas, de um mesmo objeto podemos obter conhecimento da realidade em diversos níveis distintos. Utilizando-se do exemplo de Cervo & Bervian no livro Metodologia Científica, “com relação ao homem”, pode-se considerá-lo em seu especto eterno e aparente e dizer uma série de coisas que o bom senso dita ou a experiência cotidiana ensinou; pode-se, também, estudá-lo com espírito mais sério, investigando experimentalmente as relações existentes entre certos órgãos e suas funções; pode-se, ainda, questioná-lo quanto à sua origem, sua realidade e destino e, finalmente, investigar o que dele foi dito por Deus através dos profetas e de seu Enviado Jesus Cristo.

Em outras palavras, a realidade é tão complexa que o homem, para apropriar-se dela, teve de aceitar diferentes tipos de conhecimento.

Tem-se, então, os diferentes tipos de conhecimento:

  • Conhecimento Empírico.
  • Conhecimento Científico.
  • Conhecimento Filosófico.
  • Conhecimento Teológico.


Conhecimento Empírico



Popular ou vulgar é o modo comum, corrente e espontâneo de conhecer, que se adquire no trato direto com as coisas e os seres humanos, as informações são assimiladas por tradição, experiências causais, ingênuas, é caracterizado pela aceitação passiva, sendo mais sujeito ao erro nas deduções e prognósticos. “é o saber que preenche nossa vida diária e que se possui sem o haver procurado, sem aplicação de método e sem se haver refletido sobre algo”(Babini, 1957:21).O homem, ciente de suas ações e do seu contexto, apropria-se de experiências próprias e alheias acumuladas no decorrer do tempo, obtendo conclusões sobre a “ razão de ser das coisas”. É, portanto superficial, sensitivo, subjetivo, Assis temático e acrítico.




Conhecimento Científico


O conhecimento científico vai além da visão empírica, preocupa-se não só com os efeitos, mas principalmente com as causas e leis que o motivaram, esta nova perceção do conhecimento se deu de forma lenta e gradual, evoluindo de um conceito que era entendido como um sistema de proposições rigorosamente demonstradas e imutáveis, para um processo contínuo de construção, onde não existe o pronto e o definitivo, “é uma busca constante de explicações e soluções e a reavaliação de seus resultados”. Este conceito ganhou força a partir do século XVI com Copérnico, Bacon, Galileu, Descartes e outros.


No seu conceito teórico, é tratado como um saber ordenado e lógico que possibilita a formação de ideias, num processo complexo de pesquisa, análise e síntese, de maneira que as afirmações que não podem ser comprovadas são descartadas do âmbito da ciência. Este conhecimento é privilégio de especialistas das diversas áreas das ciências.




Conhecimento Filosófico


É o conhecimento que se baseia no filosofar, na interrogação como instrumento para decifrar elementos imperfectíveis aos sentidos, é uma busca partindo do material para o universal, exige um método racional, diferente do método experimental (científico), levando em conta os diferentes objetos de estudo.


Emergente da experiência, “suas hipóteses assim como seus postulados, não poderão ser submetidos ao decisivo teste da observação”. O objeto de análise da filosofia são idéias, relações conceptuais, exigências lógicas que não são redutíveis a realidades materiais e, por essa razão, não são passíveis de observação sensorial direta ou indireta (por instrumentos), como a que é exigida pelo conhecimento científico. Hoje, os filósofos, além das questões metafísicas tradicionais, formulam novas questões: A maquina substituirá quase totalmente o homem? A clonagem humana será uma prática aceita universalmente? O conhecimento tecnológico é um benefício para o homem? Quando chegará a vez do combate à fome e à miséria? Etc.



Conhecimento Teológico


Conhecimento adquirido a partir da aceitação de axiomas da fé teológica, é fruto da revelação da divindade, por meio de indivíduos inspirados que apresentam respostas aos mistérios que permeiam a mente humana, “pode ser dados da vida futura, da natureza e da existência do absoluto”.


“A incumbência do Teólogo é provar a existência de Deus e que os textos Bíblicos foram escritos mediante inspiração Divina, devendo por isso ser realmente aceitos como verdades absolutas e incontestáveis.” Hoje diferentemente do passado histórico, a ciência não se permite ser subjugada a influências de doutrinas da fé: e quem está procurando rever seus dogmas e reformulá-los para não se opor a mentalidade científica do homem contemporâneo é a Teologia”. (João Ruiz) Isso, porém é discutível, pois não há nada mais perfeito que a harmonia e o equilíbrio do UNIVERSO, que de qualquer modo está no conhecimento da humanidade, embora esta não tenham mãos que possa apalpá-lo ou olhos que possam divisar seu horizonte infinito... A fé não é cega baseia-se em experiências espirituais, históricas, arqueológicas e coletivas que lhes dá sustentação. O conhecimento pode Ter função de libertação ou de opressão. O conhecimento pode ser libertador não só de indivíduos como de grupos humanos. Nos dias atuais, a detenção do conhecimento é um tipo de poder disputado entre as nações. Contudo o conhecimento pode ser usado como mecanismo de opressão. Quantas pessoas e nações se utilizam do conhecimento que detêm para oprimir?


Para discutir estas questões recém citadas, vê-se a necessidade de instituirmos um novo paradigma para discussão do conhecimento, o conhecimento moderno, entende-se por conhecimento moderno, a discussão em torno do conhecimento. É a capacidade de questionar, avaliar parâmetros de toda a história e reconstruir, inovar e intervir. É válido, que além de discutir os paradigmas do conhecimento, é necessário avaliar o problema específico do questionamento científico, fonte imorredoura da inovação, tornada hoje obsessiva. No entanto, a competência inovadora sem precedentes, pode estar muito mais a serviço da exclusão, do que da cidadania solidária e da emancipação humana. O fato de o mercado neo-liberal estar se dando muito bem com o conhecimento, tem afastado a escola e a universidade das coisas concretas da vida.


O questionamento sempre foi à alavanca crucial do conhecimento, sendo que para mudar alguma coisa é imprescindível desfazê-la em parte ou, com parâmetros, desfazê-la totalmente. A lógica do questionar leva a uma coerência temerária de a tudo desfazer para inovar. Como exemplo a informática, onde cada computador novo é feito para ser jogado fora, literalmente morre de véspera e não sendo possível imaginar um computador final, eterno. E é neste foco que se nos apegarmos á instagnação, também iremos para o lixo. Podemos então afirmar a reconstrução provisória dentro do ponto de vista desconstrutivo, pois tudo que existe hoje será objeto de questionamento, e quem sabe mudanças. O questionamento é assim passível de ser questionado, quando cria um ambiente desfavorável ao homem e à natureza.


É importante conciliarmos o conhecimento com outras virtudes essenciais para o saber humano, como a sensibilidade popular, bom senso, sabedoria, experiência de vida, ética etc. Conhecer é comunicar-se, interagir com diferentes perspetivas e modos de compreensão, inovando e modificando a realidade.


A relação entre conhecimento e democracia, modernamente, caracteriza-se como uma relação intrínseca, o poder do conhecimento se impõe através de varias formas de dominação: econômica, política, social etc. A diferença entre pobres e ricos, é determinada pelo fato de se deter ou não conhecimento, já que o acesso à renda define as chances das pessoas e sociedades, cada vez mais, estas chances serão definidas pelo acesso ao conhecimento. Convencionou-se que em liderança política é indispensável nível superior. E no topo da pirâmide social encontramos o conhecimento como o fator diferencial.


É inimaginável o progresso técnico que o conhecimento pode nos proporcionar, como é facilmente imaginável o risco da destruição total. Para equalizar esta distorção, o preço maior é a dificuldade de arrumar a felicidade que, parceira da sabedoria e do bom senso é muitas vezes desestabilizada pela soberba do conhecimento.


De forma geral podemos dizer que o conhecimento é o distintivo principal do ser humano, são virtude e método central de análise e intervenção da realidade. Também é ideologia com base científica a serviço da elite e/ ou da corporação dos cientistas, quando isenta de valores. E finalmente pode ser a perversidade do ser humano, quando é feito e usado para fins de destruição.



…”



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