Estudemos o “fulcral” desta
questão,
problema que ocupa o espaço da nossa
vida, da nossa existência politicamente humana, da nossa capacidade de
“sobrevivência natural”, o problema de uma resistência a uma entropia estúpida e
perene.
Respiremos (pois) um ar mais suave e
“calmo” de poeira “radio ativa” qual poluição laboral numa atmosfera política de
um “Barreiro financeiramente industrial” em dia útil de fervor de
atividade.
E tudo no (nosso) Complexo
Industrial-Militar (pós-moderno e contemporâneo) em uníssono (e em simultâneo)
com um prazer popular (pessoal e indesmentível) de vivência católica da (nossa)
vida com amor, alegria, felicidade, e muitos outros adjetivos qualificativos de
satisfação consciente e voluntária;
Ou tão somente (para os fãs
incondicionais dessa meca dos sentidos que somos todos, de forma mais religiosa
ou menos) com os prazeres terrenos e “descansados” de um império com todos os
“tais” sentidos presentes num gostar de viver
apurado.
(….)
Deus, Pátria e
Família.
(segunda edição
atualizada)
Voltemos ao “inimigo público” de uma
esquerda política “vesga” de conteúdos ideológicos (europeus) apurados
(…),
e a uma direita política ignorante,
estúpida e inimiga de si própria e da sua identidade política mais profunda e
solene;
Certamente numa espécie de crise de
identidade politicamente caótica e persistente, e de consequências ignoradas
para uma Europa do progresso, da modernidade e da pujança política, económica e
social.
À qual “nós”, pelos vistos, “pretenderemos” ficar estrategicamente alheios !!
(mas tudo bem, dirão os portugueses,
“não há de ser nada de especial…”)
(….)
A Igreja Católica também é contra o
complexo industrial-militar português.
(na sua versão
atual)
E eu não percebo muito bem a ideologia
destes dogmas políticos, mas julgo entender que o argumento principal pretenderá
“FRENAR” o progresso económico e social da sociedade
portuguesa…
E digo isto porque enfim (…), não será
“maldade” de tempos e pensamentos mal dispostos, será apenas “aquilo que parece
à vista desarmada”.
(….)
Esta questão parece-me curiosa e
passível de uma conversa perspicaz e interessante naquilo que poderá respeitar
aos potenciais avanços de uma “política
real” (pragmática na sua execução operacional) neste nosso país periférico de
uma Europa paciente mas também cansada de uma irreverência política mal
calculada (pela nossa parte) para a estratégia de Portugal e para o futuro
próximo dos portugueses.
Para concluir este pequeno e sucinto
texto de opinião, e para o efeito possível de uma reflexão útil sobre a temática
proposta, sugiro a leitura do texto de apoio que junto à edição presente desta
página.
Boa
leitura.
(….)
§§§§ /
§§§§
ANEXO
– ILUSTRAÇÃO TEMÁTICA:
………………..
“…
de:
Não são os mercados, mas os bancos que
dominam a UE
O complexo financeiro é hoje, na União
Europeia, o que o complexo militar industrial foi nos EUA
O complexo financeiro é hoje, na União
Europeia, o que o complexo militar industrial foi nos EUA
Numa entrevista recente a La
Vanguardia (09.05.10), o ex-Presidente Felipe González, que tem estado a
dirigir um grupo de reflexão nomeado pelo Conselho Europeu para refletir sobre o
futuro da Europa, fez uma observação de carácter pessoal que mal teve impacto
nos média e que descreve muito claramente o maior problema que tem a Europa.
É uma pena que esta observação não
aparecesse no relatório desse grupo de reflexão. Dizia o ex-Presidente Felipe
González que o que se passava na Europa lhe recordava o que disse no seu tempo o
Presidente Eisenhower quando, no discurso de despedida no seu último dia de
mandato, alertou a sociedade dos Estados-Unidos para as consequências negativas
que tinha para os EUA o enorme poder do complexo industrial militar (The
Military Industrial Complex).
Numa declaração surpreendente, por ser
feita por quem tinha sido um General do Exército, o Presidente Eisenhower
alertou para a excessiva influência que tinha a indústria armamentista nos EUA
no configurar da política interna e externa daquele país.
Pois bem, adicionava o ex-Presidente
Felipe González, há que alertar as sociedades europeias para o excessivo poder
que tem no nosso continente o complexo financeiro.
Hoje, tal complexo está a determinar as
políticas domésticas dos países da UE.
Publiquei, extensamente (ver artigos
publicados em vários fóruns e afixados no meu blogue http://www.vnavarro.org, secções Neoliberalismo e Economia
Política) referindo-me ao perigo que supõe para Europa o enorme poder e
influência que a banca europeia (e, muito em especial, a alemã) tem sobre o
Conselho Europeu, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu e que determinou
enormes gastos públicos por parte dos países da UE e do FMI (mais de um milhar
de milhões de Euros) em ajudas a banqueiros e acionistas, sem que isso se tenha
repercutido numa maior disponibilidade de crédito à sociedade.
Tais instituições estão, ao mesmo
tempo, a exigir uma enorme austeridade de gastos públicos, incluindo gastos
públicos sociais o que está a significar um enorme sacrifício para as classes
populares dos países da UE e, muito em particular, dos países chamados
periféricos - Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda - a fim de que aqueles estados
possam pagar à banca dos países do centro da UE a dívida pública com juros
exuberantes e confiscatórios.
Como
se exprime este poder da banca
A excessiva influência que a banca
alemã teve na construção da União Europeia - tanto no estabelecimento do Banco
Central Europeu (BCE), como na definição do Pacto de Estabilidade (cujo objetivo
principal foi manter estável o preço do dinheiro em vez de estimular o
crescimento económico) - explica a orientação neoliberal das instituições da UE.
Um indicador dessa orientação
neoliberal é que uma União assim não tem um banco central e isso apesar de a
instituição financeira da UE se chamar Banco Central Europeu.
À primeira vista esta afirmação parece
uma provocação. Mas a análise das suas funções e comportamentos mostra que não é
um banco central, como o é, por exemplo, o Federal Reserve Board, FRB (o Banco
Central dos EUA) ou o Banco de Inglaterra.
Um banco central tem como missão
realizar as intervenções financeiras que permitam aos seus estados realizar as
políticas económicas conducentes ao desenvolvimento e ao bem-estar da população.
Para conseguir tal objetivo, os bancos
centrais são altamente intervencionistas, impedindo ou dificultando, por
exemplo, as actividades especulativas de agentes financeiros nacionais ou
internacionais que impossibilitem o desenvolvimento das políticas económicas e
fiscais estatais.
Assim, quando os especuladores
financeiros internacionais quiseram especular com a dívida pública dos EUA e da
Grã-Bretanha, os seus bancos centrais intervieram ativamente imprimindo grandes
quantidades de dinheiro com os quais compraram grande quantidade da dívida
pública dos seus próprios estados, vendendo-a a um preço menor do que tinham
comprado, forçando a baixa de preço e juros, com o que os especuladores saíam
escaldados pois perdiam muito dinheiro. Isto é o que faz um Banco
Central.
Nem é preciso dizer que imprimir muito
dinheiro pode aumentar a inflação (o inimigo número um da Banca) mas em momentos
de recessão, como agora, o perigo não é este, mas o contrário – a deflação.
Quando a economia recuperar é que pode
aumentar a inflação, mas este aumento (sempre que possa manter-se em dimensões
moderadas) é inclusivamente positivo pois ajuda o estado a poder pagar a dívida
mais rapidamente.
Se o estado deve uma quantidade fixa de
dinheiro, esta quantidade, ao fim de algum tempo, diminui em valor monetário
quando a inflação aumenta.
Isto é o que fizeram os bancos centrais
agora e sempre (veja-se o recente comportamento do Federal Reserve Board nos
EUA).
Não foi o caso do BCE que tem total
independência. Isto é, pode fazer o que quiser. E fá-lo segundo o desejo e os
interesses da banca da Alemanha e doutros países do centro da UE.
O primeiro objetivo do BCE é ajudar os
bancos, não ajudar os estados.
O BCE, que é o único banco na UE que
tem poder para definir a quantidade de moeda que se imprime, tem estado a enviar
este dinheiro como empréstimo à banca privada, com um juro de 1% só.
Com este dinheiro, a banca privada
comprou dívida pública que oferecia juros de 3%, 4%, 6% ou inclusive 9%, com o
que conseguiram a negociata do ano.
Entretanto o crédito brilhava, e
continua a brilhar pela ausência. E mais, o BCE está proibido de comprar dívida
pública.
Ultimamente, esquivou-se a esta
proibição, quando os estados estavam já em pé de guerra contra o BCE, rebelião
liderada pelo Sr. Sarkozy (a cultura política republicana francesa dá mais
protagonismo aos estados do que a cultura neoliberal alemã).
Mas mesmo assim tal compra de bónus de
dívida pública está-se a fazer com timidez e em doses muito limitadas, nada
comparáveis ao que fez o Federal Reserve Board, nos
EUA.
Porquê esta timidez? A resposta pode
parecer paranoica mas não é.
A banca tem um objetivo, nunca
explicitado, mas que aparece constantemente nas entrelinhas nos seus escritos.
Na realidade existe forte evidência de
que a Banca e os seus agentes, que incluem desde o BCE ao Fundo Monetário
Internacional (o que se chama na terminologia anglo-saxónica o
establishment financeiro) querem utilizar esta Grande Recessão para
conseguir o que desejam desde o princípio da UE: debilitar o estado de
bem-estar, diluir e reduzir a dimensão social da Europa e reduzir os direitos
sociais e laborais.
Se lerem os documentos internos do BCE,
do FMI e do Banco de Espanha (e eu tenho estado a fazê-lo todos estes anos)
verão que desde há já muitos anos que estão a realçar a necessidade de se
fazerem tais mudanças.
E agora querem aproveitar esta crise
para, em colaboração com os grandes grupos empresariais, conseguir que se façam,
ajudados pelos média que estão a tentar persuadir a população de que tais
mudanças são necessárias para sair da Grande Recessão (argumentos que já se
utilizaram inclusive antes de que existisse a Grande Recessão).
E como resultado da sua grande
influência nos média, vemos como os cinco jornais mais importantes em Espanha
têm escrito editoriais apoiando as medidas de austeridade promovidas pelo FMI.
Estes média por certo nunca analisaram
objetivamente as consequências de levar a cabo tais medidas. Analisemo-las e
vejamos primeiro o que é o FMI.
As
receitas desastrosas do FMI
Desde que o Presidente Reagan iniciou
nas Américas a época neoliberal, o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi o
maior promotor das políticas neoliberais no mundo, tendo desenvolvido as suas
políticas com maior intensidade na América Latina.
O FMI foi sempre proposto pelo
Secretário do Tesouro do Governo Federal dos EUA (equivalente ao Ministério da
Economia e Finanças em Espanha).
Nunca aconteceu a maioria dos 184
estados membros do FMI votar contra as posturas adotadas pelo representante dos
Estados-Unidos no Conselho de Direção. Daí que o FMI tenha sido o maior
propagandista do “Consenso de Washington” cuja versão europeia foi o “Consenso
de Bruxelas”.
Segundo esse consenso, os países
recetores da “ajuda” oferecida pelo FMI tinham que reduzir, e inclusive
eliminar, qualquer restrição à mobilidade internacional de capitais e comércio,
privatizar os seus serviços públicos e as suas transferências públicas (como a
Segurança Social), eliminar os défices do estado e oferecer plena independência
e autonomia aos bancos centrais, dando prioridade ao controle da inflação, à
custa do estímulo ao crescimento económico.
A estas políticas somaram-se medidas
desincentivadoras das políticas estatais intervencionistas nas áreas industriais
da economia, enfatizando a desregulação dos capitais financeiros e dos mercados
laborais.
Estas políticas expandiram-se por toda
a América Latina com resultados que o diretor do prestigiado Center for Economic
and Policy Research de Washington D.C., Mark Weisbrott, definiu como
“desastrosas” para aqueles países.
O rendimento per capita na
América Latina, que crescera 82% durante o período 1960-1980, baixou para uns
meros 9% durante o período 1980-2000, baixando inclusive mais, para 4%, no
período 2000-2005.
Para dar-nos conta do significado
destes números, temos que nos dar conta de que se vários países da América
Latina, como a Argentina, o México e o Chile (todos eles expostos às políticas
liberais impostas pelo FMI) tivessem continuado a crescer como o fizeram na
época 1960-1980, teriam atingido já o nível de desenvolvimento da Espanha. Hoje
estão muito atrasados, com um nível de riqueza muito inferior ao
espanhol.
O fracasso dessas políticas é que levou
a uma mudança de quase 180º a partir de 2003 e 2004, com a eleição de partidos
de centro esquerda e de esquerda na grande maioria dos países da América Latina
e o que se deu como rejeição às políticas impostas pelo FMI.
O primeiro país que se rebelou contra o
FMI, foi a Argentina, que se estava a afundar economicamente por seguir as
políticas neoliberais propostas pelo FMI.
Em Maio de 2003, o novo governo eleito,
presidido por Néstor Kirchner, expulsou na prática o FMI da Argentina, rompendo
com o neoliberalismo imposto por essa instituição.
Kirchner declarou o país em bancarrota,
forçando a renegociar a dívida com os bancos e com o FMI que tiveram de absorver
grandes perdas nos seus fundos. Rompeu também com a paridade peso
argentino-dólar (medida imposta pelo FMI) e seguiu políticas expansivas de
gastos públicos que estimularam a economia, crescendo 9% durante os próximos
três anos, o que lhe permitiu ir pagando a sua dívida pública. A este facto fez
referência a presidente Kirchner, esposa do presidente Kirchner quando, numa
conferência recente em Barcelona com o mundo empresarial, indicou que a maneira
de sair da recessão não era baixar o défice e a dívida pública, mas crescer
economicamente, inclusive à custa de aumentar o défice e a dívida pública.
Casos parecidos ocorreram na Bolívia,
com Evo Morales, que também acabou com o FMI e adotou políticas radicalmente
diferentes das neoliberais propostas pelo FMI.
Em Maio de 2006 o Presidente Morales
nacionalizou o gás e o petróleo, exigindo ao mesmo tempo ao FMI e aos bancos que
renegociassem a dívida, absorvendo grandes perdas. Desde então a Bolívia foi um
dos países com maior taxa de crescimento económico na América Latina.
Antes, durante a época neoliberal, a
economia permaneceu estancada, de maneira que em 2006 (depois de ter estado sob
o domínio do FMI durante vinte anos) o seu rendimento per capita era menor do
que o existente 27 anos antes.
A Lituânia, na Europa, é outro exemplo.
O FMI e a UE impuseram políticas liberais de grande austeridade que causaram uma
redução de 25% do seu PIB, com uma taxa de desemprego de 22% da população ativa.
Segundo as próprias projeções do FMI, a
Lituânia não atingirá o nível de PIB que teve no ano de 2006, até ao ano de
2015.
E agora, a Grécia. As políticas
impostas pelo FMI fizeram que o PIB diminuísse 18% em 2009 e terá que esperar
oito ou nove anos para recuperar o PIB que tinha em 2008.
E algo semelhante ocorrerá em Espanha,
como resultado do mandato da UE e do FMI.
Estas e outras experiências explicam
não só o descrédito do FMI mas também a aparição de alternativas, como o Banco
do Sul, na América Latina em substituição do FMI.
A evidência mostra como o FMI foi
utilizado pelo capital financeiro (a banca) para forçar uma austeridade de
gastos públicos sociais, com o fim de conseguir que se pague à banca.
Na UE a mal denominada ajuda da UE-FMI
à Grécia foi na realidade uma ajuda à banca alemã e doutros países do centro da
UE, emprestando dinheiro ao estado grego para que lhe pague a dívida externa.
Termino, pois, esta apresentação
acentuando que não são os mercados financeiros mas sim a banca que está a
dominar o mundo, em consequência da excessiva influência do complexo bancário, o
qual está a dominar a vida política e mediática dos países, conduzindo estes
países a uma situação de enormes sacrifícios para as classes populares que se
exigem para respeitar os benefícios desse complexo.
O complexo financeiro é hoje, na União
Europeia, o que o complexo militar industrial foi nos
EUA.
…”
………………..
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