segunda-feira, 5 de novembro de 2012

DEMOCRACIA REPRESENTATIVA E DEMOCRACIA PARTICIPATIVA – A LEITURA DE UMA VISÃO PROSPETIVA PARA PORTUGAL (upgrade)

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Parece ser um sentimento genérico e transversal a todos os raciocínios políticos a existência de um diagnóstico de doença na democracia portuguesa.
 

E também parece a alguns dos espectadores da “nossa” política (e do seu respetivo “estado de graça”) que deveria ser a própria organização político-partidária (entendida institucionalmente como um todo genérico político e transversal no espectro social) a pensar e repensar esse seu estado de saúde;

 

Todo o sistema político-partidário terá que provavelmente reinventar (mais tarde ou mais cedo) a sua existência política no campus social (eventualmente num formato de autorregulação comparticipada com os parceiros sociais), considerando em linha de vista a perspetiva institucional (incontornável) do funcionamento de um Estado de Direito.

 

Provavelmente considerando de forma importante o formato de um sistema operativo (interior) político-partidário em Democracia Participativa como fenómeno incontornável no horizonte próximo do futuro político das comunidades,

talvez um mecanismo indispensável à sobrevivência da cultura política institucional multipartidária na sua coexistência “pacífica” com a vida real e corporativa da cidadania e da vida ativa económica, financeira e social.

 

[.…]

 

A natureza desta problemática está diretamente relacionada com uma realidade presente que nem por aproximação grosseira se relaciona de forma competente e próxima com as pessoas e com a comunidade,

de tal forma o erro de “desvio provável” no alcance político da gestão da cidadania comunitária(…),

que poder-se-á dizer que o atual sistema (multi) político-partidário tem perigosamente muito pouco a ver com os cidadãos que formalmente (e por definição) representa.

 

Portanto,

isso quererá dizer que alguma “coisa” está errada,

e por norma não costuma ser a comunidade de pessoas politicamente (mal) representadas (e que vivem em coordenadas de geografia política reais e objetivas com a “vida a sério”) que estarão a viver noutro mundo que não o delas...

(de forma muito objetiva)

 

E sendo assim até parece, porque é razoável pensar “Isso” (e será incontornável no atual panorama político), que o “problema” da cidadania portuguesa diz pouco respeito à política e aos respetivos políticos profissionais portugueses.

 

Nessa circunstância (a ser verdadeira) talvez seja necessário inferir se aquele problema resumidamente descrito será uma “nossa” propriedade de consciência e maturidade política,

e num contexto de uma responsabilidade social emergente enquanto comunidade de cidadãos politicamente (não) representados pelos “nossos melhores cidadãos nacionais”;

 

Porque somos nós “os verdadeiros atletas” que sofremos as consequências diretas (politicas e sociais) do mau funcionamento do sistema político em exercício pleno de funções numa democracia portuguesa tecnicamente “empastelada”.

 

[.…]

 

Parece ser a Democracia Participativa, ao cidadão comum, uma possível solução natural relativamente simples a adotar como resposta correta a todo este imbróglio criado (artificialmente) em Portugal,

e como modalidade de ação aparentemente difícil de rebater a implementação de uma Democracia Participativa como formato credível de resolução de um problema político chamado a “Provável Incompetência” para Governar Portugal.

 

E nesse formato a Democracia Portuguesa ficaria salva,

talvez,

e tudo fica bem quando acaba bem num contexto racional para todos.

 

A solução certa numa matriz de um algoritmo de magia salvador do Estado/Nação,

a Pátria dos portugueses.

 

Porque por incrível que “a coisa política” pareça (pelo seu exotismo e extravagância) parece ser o sistema de funcionamento interior da partidocracia portuguesa que estiliza a moda política vigente.

(e os seus maus usos e costumes de governação central, regional e local)

 

[….]

 

Eis, portanto, a descrição anatómica de um pequeno grande problema (crucial) de dimensão estratégica e política para Portugal,

e para os portugueses,

com a grande certeza absoluta que este será o drama político (urgente) e o desafio paradigmático para o futuro (imediato) das macroestruturas partidárias.

 

[….]


§§§§ / §§§§

 
 

ANEXO – LEITURA BIBLIOGRÁFICA:



………………..
 


“…

de:



(texto ilustrativo retirado da enciclopédia multimédia Wikipédia)

 

1.   DEMOCRACIA REPRESENTATIVA:

 


Democracia representativa é o ato de um grupo ou pessoa ser eleito, normalmente por votação, para "representar" um povo ou uma população, isto é, para agir, falar e decidir em "nome do povo".

 

Os "representantes do povo" agrupam-se em instituições chamadas Parlamento, Congresso ou Assembleia da República.

 

O conceito moderno de democracia é dominado pela forma de democracia eleitoral e plebiscitária maioritária no Ocidente, a que chamamos democracia liberal ou democracia representativa.

 

Apesar de sua aceitação generalizada – sobretudo no pós-guerra - a democracia liberal é apenas uma das formas de representação balanceada de interesses, compreendida num conceito global de economia.

 

A moderna noção de democracia desenvolveu-se durante todo o século XIX e firmou-se no século XX e está ligada ao ideal de participação popular, que remonta aos gregos, mas que se enriqueceu com as contribuições da Revolução Francesa, do Governo Representativo Liberal inglês e, finalmente, da Revolução Americana, que foram experiências de libertação do Homem e afirmaram a sua autonomia.

 

Enquanto na antiga democracia grega a participação no processo democrático era limitada a alguns membros da sociedade, na democracia representativa o sufrágio universal conseguiu quantitativamente garantir a participação da grande maioria de cidadãos.

 

Porém, qualitativamente seus mecanismos limitam a atuação dos participantes no jogo democrático.

 

A democracia representativa torna estrutural e permanente uma separação entre dirigentes e dirigidos.

 

Um dos mecanismos que vai reforçar a separação entre dirigentes e dirigidos refere-se aos conhecimentos técnicos necessários àqueles que irão representar o "povo".

Uma das mais frequentes críticas à democracia representativa, além do generalizado desencanto com os políticos profissionais, é que a opinião do Povo só é consultada uma vez em cada quatro anos.

E após serem eleitos, os políticos tradicionais podem agir praticamente como bem entenderem, até a próxima eleição.

 

A diferença entre dirigentes e dirigidos, ou representantes e representados, acaba por afastar a política das práticas quotidianas, afastando duas esferas muito intimas na democracia direta: a política e a vida social.

 

Como menciona CASTORIADIS (1983), "a representação "política" tende a "educar" – isto é, a deseducar – as pessoas na convicção de que elas não poderiam gerir os problemas da sociedade, que existe uma categoria especial de homens dotados da capacidade específica de "governar" (p.274).

 

Os partidos políticos são os meios utilizados para a prática da democracia representativa.

 

Um Partido Político (latim pars, partis = rachado, dividido, desunido) é um grupo organizado formal e legalmente, com base em formas voluntárias de participação, em uma associação orientada para influenciar ou ocupar o poder político.

Segundo Nildo Viana, os partidos políticos atuais são organizações burocráticas que se fundamentam na ideologia da representação política, e não no acesso direto do povo às decisões políticas, e possuem como objetivo conquistar o poder, além de serem expressões políticas de classes sociais.



2. DEMOCRACIA PARTICIPATIVA:
 

O regime da democracia participativa é um regime onde se pretende que existam efetivos mecanismos de controlo da sociedade civil sob a administração pública, não se reduzindo o papel democrático apenas ao voto, mas também estendendo a democracia para a esfera social.

A democracia participativa ou democracia deliberativa é considerada como um modelo ou ideal de justificação do exercício do poder político pautado no debate público entre cidadãos livres e em condições iguais de participação.

Advoga que a legitimidade das decisões políticas advém de processos de discussão que, orientados pelos princípios da inclusão, do pluralismo, da igualdade participativa, da autonomia e da justiça social, conferem um reordenamento na lógica de poder político tradicional.
 

«A democracia deliberativa constitui-se como um modelo ou processo de deliberação política caracterizado por um conjunto de pressupostos teórico-normativos que incorporam a participação da sociedade civil na regulação da vida coletiva.

 Trata-se de um conceito que está fundamentalmente ancorado na ideia de que a legitimidade das decisões e ações políticas deriva da deliberação pública de coletividades de cidadãos livres e iguais.

 

Constitui-se, portanto, em uma alternativa crítica às teorias “realistas” da democracia que, a exemplo do “elitismo democrático”, enfatizam o carácter privado e instrumental da política



(LÍGIA HELENA HAHN LÜCHMANN)


 

Os defensores da Democracia Participativa argumentam que o real sentido da palavra democracia foi esvaziado ao longo dos tempos, e foi reduzida a mera escolha de dirigentes, sem participação efetiva da sociedade civil organizada na administração de seus respetivos governos eleitos.

Um exemplo de democracia participativa será o Orçamento Participativo, que tem o intuito de submeter o destino de parte dos recursos públicos à consulta pública, através de reuniões comunitárias abertas aos cidadãos, onde primeiro são coletadas propostas, depois votadas as prioridades, e encaminhadas ao governo para que ele atenda a solicitação através de investimento público.

Conforme ressalta “Genro et al. (2001)”, o Orçamento Participativo vai além do processo redistributivo. O enfoque exclusivo sobre a redistribuição pode ser nocivo à sociedade, criando paternalismos.

O Orçamento Participativo (OP) seria capaz de desenhar um “novo espaço público”, que promoveria a distribuição de renda e o desenvolvimento da socialização política.

 

Tradicionalmente o Estado nacional regula o desenvolvimento económico, porém essa regulação ocorre de maneira subordinada ao capital, sobretudo, ao capital financeiro.

Ao estimular a democracia direta, o Orçamento Participativo contribui para redemocratizar a própria democracia.

 

....”

 
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