segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O PEGO DO ALTAR DO COMPLEXO INDUSTRIAL-MILITAR PORTUGUÊS (parte 1 - upgrade)

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Insisto neste “formato de texto” num dia especial em que alguns de nós clamam pela “verdade democrática” a qual usam no bolso das suas “calças de trabalho” qual lenço sujo e enrodilhado em poeira de estrada lamacenta.

 

Mas é assim a nossa vida hoje,
de portugueses embrutecidos e infantilizados pela estupidez das almas iluminadas de sabedoria aparentemente embalada pelo som do bandulho ruminante de uma digestão política de alto nível quanto duvidosa na sua natureza política e ética (…).

 

E também eu deixo um recado às “maças” intelectuais reunidas e sentadas à mesma mesa da Nação – o Povo Português é um povo sereno, pacato e trabalhador,
e sério no paradigma de vida,

e não gosta da “Conversa da Treta” de Pessoas que têm idade e sabedoria acumulada para terem juízo, um mínimo de bom senso, e respeito institucional pelos (“seus”) portugueses de afinidade histórica (!!).

 
Os meus cumprimentos à Fundação.

 

[….]

 

 

O Novo Conceito Estratégico de Defesa Nacional foi aprovado em 21 de Março deste ano pela Resolução do Conselho de Ministros Nº 19/2013.

 

(facto consumado)

 

O último CEDN foi “construído” em 2003, derivou diretamente das conclusões resultantes de estudos aprofundados inscritos no Livro Branco da Defesa Nacional,
e este Conceito Estratégico exercia o seu “esforço principal” num conjunto de preocupações estratégicas que se materializavam diretamente nas problemáticas associadas à Defesa do Território Nacional num contexto de Segurança e Defesa da Identidade Europeia sob a tutela da NATO.

 

(em todas as suas vertentes políticas, económicas e militares, e as respetivas “multi-capacidades” associadas)

 

Deste CEDN (de 2003) derivou o respetivo Conceito Estratégico Militar que ainda está em vigor neste momento e que norteou a atuação da componente militar da Defesa Nacional de Portugal nos últimos dez anos.

 

(…)

 

Aguarda-se, portanto, a publicação do novo Conceito Estratégico Militar derivante do CEDN aprovado pelo Governo de Portugal em 21 de Março de 2013.

 

Este novo conceito, também de forma muito simplista, altera o “rumo” do esforço principal antes inscrito no anterior CEDN para os “conteúdos” operacionais diretamente relacionados com a Segurança Cooperativa no quadro estratégico e político da Política de Defesa e de Segurança Comum (PDSC) da União Europeia.

 

Desta forma, e de modo incontornável, o contexto político e estratégico da Defesa Coletiva inscrito no quadro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), a “pedra de base” da organização, é substituído pela Defesa Cooperativa inserida no âmbito da jurisdição da União Europeia (incluindo os países sem laços com a NATO) e materializa-se na PDSC;

A Política de Defesa e de Segurança Comum entrou em vigor com a assinatura do Tratado de Lisboa e sucedeu à Política Europeia de Segurança e de Defesa (PESD).

Formalmente, a PDSC é um domínio do Conselho da União Europeia (é um organismo intergovernamental em que os Estados-membros estão representados) e em que a figura do Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança assume um papel relevante como responsável titular de toda esta “área de geografia política e estratégica” da Europa Comunitária.

 

(sendo sucedâneo na função política ao “Senhor PESC” que, numa realidade objetiva e no contexto da tutela NATO, nunca teve existência real…)

 

[….]

 

 

Na prática quais serão as diferenças principais entre uma “coisa e outra” ??

 

A visualização desta problemática no enquadramento político português (e não só…) deriva diretamente do escalão político envolvido na génese dos “interesses pendentes” (e críticos…) para os subscritores das diferentes vertentes envolvidas nesta questão;

 

E (principalmente) contabilizando os espectros englobados no cálculo dos “prejuízos políticos patrimoniais” inesperados e não contabilizados nas expectativas construídas com amor, carinho e devoção do antecedente.

 

(e de forma continuada e metódica…)

 

As missões militares, no fundo, serão as mesmas para as Forças Armadas Portuguesas, mas construídas segundo um novo paradigma político e estratégico ao qual Portugal saberá dar o seu melhor contributo e,
também agora,

a melhor devoção de fé na construção de uma nova realidade de Segurança e Defesa na Europa Ocidental Comunitária.

 

O conceito de Defesa Cooperativa deriva diretamente das vertentes estratégicas através das quais Portugal se irá inserir proximamente pelo cumprimento de missões militares no contexto do “Combate” às diferentes e múltiplas Ameaças Transnacionais - sob a égide e comando da União Europeia (PDSC), a primeira e a principal prioridade, a NATO (em segunda prioridade) e os CPLP (em terceira leitura).

“As Nações Unidas (ONU) continuam a ser uma instituição legitimadora última do uso da força. A participação de Portugal no Conselho de Segurança criou novas oportunidades e obrigações que reforçam a credibilidade política nacional”.

 

 

[….]

 

O Complexo-Industrial Militar Português.

 

E qual poderá ser o problema envolvido nesta temática e qual a nova versão de paradigma político e estratégico ??

(na sua leitura pragmática…)

 

Haverá diferenças políticas e estratégicas para Portugal ???

 

Com toda a certeza absoluta !!

 

E porquê ?

Porque a dinâmica é “outra” e porque o paradigma político da UE é diferente daquele que anima e marca a cadência de envolvimento da NATO no mundo “novo” e nos diferentes cenários marcadamente regionais,
quer na natureza dos conflitos quer na natureza e amplitude das forças multinacionais envolvidas na resolução militar.

 

O próprio conceito de Defesa do Território e da Soberania Nacional terá uma leitura política provável contextualizada com a NATO (numa opção de “interpretação”) e uma outra leitura completamente diferente no contexto político e estratégico da União Europeia.

  

Por outro lado não menos importante, a Europa ocidental é em si própria um cenário de geografia política e estratégica marcado por vários interesses (relevantes) onde muitas e diferentes sensibilidades marcam a sua presença notada,
muito em especial nos países da gigante Europa Comunitária.

 

A Europa ocidental é um cenário regional no contexto da geografia estratégica mundial onde já ocorreram duas guerras mundiais e, potencialmente, sempre presente no “estudo tático da área de operações” dos cenários prováveis de um terceiro incidente da mesma natureza.

 

E na medida do raciocínio anterior a existência natural de uma Força Militar Multinacional no contexto Regional atrás referenciado (entenda-se dos países constituintes da UE) será uma consequência diretamente resultante da leitura da evolução dos cenários estratégicos mundiais naquilo que respeita às Ameaças potenciais.

 

A verdade dos factos (“Complexos e Empresariais”) parece ser muito simples – o Aliado Natural de Portugal passou a tomar a designação de União Europeia com todas as consequências estratégicas daí derivantes,
em particular no contexto da Segurança e Defesa Nacional.

 

Este cenário é simples, preciso e conciso e não oferece grandes dúvidas no seu conteúdo político e no multi-contexto estratégico relacionado.

 

O futuro de Portugal (a todos os níveis) passa pela Europa Comunitária e não por África ou pelos interesses estratégicos da América do Norte (!!).

 

 

[….]

 

 

Pós-Escrito:

Será tempo, pois, de deixarmos o estudo das histórias ilustradas da “Guerra Peninsular” para passarmos a estudar com dedicação e empenho a problemática “Filipina” do pós-desastre militar de “Alcácer Quibir” (VM),
assim como pensarmos de forma decidida nas consequências da “Batalha de Montes Claros” onde pusemos fim a um embuste político e redefinimos um novo país que se projetou estrategicamente no mundo através do Parceiro Estratégico Europeu;

 

(…)





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