A clandestinidade política.
(em crónica reincidente)
Na medida do “quê” é que fará sentido haver hoje em
Portugal partidos políticos na clandestinidade ??
Será “isto” racional ?
Deve entender-se a clandestinidade de que aqui se fala
na perspetiva de uma conduta política assumida em profunda consciência de
classe e numa espécie de revanchismo da mocidade portuguesa que compunha o
operariado nacional dos anos 60 e 70,
tudo numa epopeia de saudosismo político,
no mínimo,
patética e politicamente deprimente (!!);
E a justificação das palavras será porque a “situação”
está fora de época e porque será qualquer coisa parecida com uma tragédia
política fora do seu tempo natural que condena os portugueses a uma tempestade
climática permanente,
e desajustada com a realidade de um país que se
pretende modernista e pioneiro no seu alinhamento político e estratégico com o
seu parceiro europeu.
E aquela questão antropológica da mocidade portuguesa
do operariado nacional deve ser entendida na sua melhor leitura e interpretação
política (porque há outras “visões” possíveis…),
e numa abrangência de todas as correntes políticas de
“ambos os lados” da contenda tradicional,
tudo compilado na união que faz a força da resistência
política (observável à vista desarmada) ao progresso e à modernidade política e
económica do Estado e do Povo Português (…).
A resistência “invisível” mas estruturalmente presente
na sociedade portuguesa,
embora em modelo irracional ou pelo menos de “não
consciência” política por parte da massa crítica que elege governos e regimes,
num formato incómodo que configura uma Clandestinidade
Política ativa (e persistente) contra o regime político da Constituição da República
Portuguesa (!!).
O regime político da democracia, do Estado de Direito,
do pacto económico com a União Europeia e com a própria Europa Ocidental
olhando para esta questão na perspetiva da problemática cultural associada.
E “isto” materializa-se na conduta das personagens
nacionais que de forma permanente e continuada clamam pela saída de Portugal do
euro e o regresso à moeda nacional, a saída da União Europeia, a nossa vocação
para o mar e para África, a vocação para a diáspora da emigração (numa espécie
de manutenção da cultura do “colono português”…),
a insistência na menoridade económica natural do povo
português e na incapacidade política e económica permanente do Estado,
a reincidência na pensada “estupidez natural” dos
portugueses e na sua presumível “incapacidade” cultural para se tornarem
cidadãos adultos e de pleno direito de cidadania, etc. (…..).
Todos conhecemos este problema, todos sabemos quem são
os seus protagonistas, todos assistimos a esta “Coisa nacional” de combate ao
Portugal europeu e aos portugueses com a impotência e com a frustração de quem
se sente injustiçado e lesado com a conduta de personagens que insistem em
viver o seu ideário político e a respetiva conduta de liderança na fase do sonho
de crianças que ainda se mantêm em estado bruto e genuíno (!!).
Na perspetiva da sua leitura política este fenómeno é
incrível e improvável num país alinhado com o século XXI e com a Europa,
mas muito real na vida dos portugueses…
… e chama-se Política na Clandestinidade !!
[…..]
Mas clandestinidade a quê (concretamente…) ??
Será o paradigma desta questão, ou talvez antes, o
Paradoxo deste tempo em que vivemos o atual momento político;
E porquê ?
Na realidade ninguém saberá responder e daí o fenómeno
associado, aparentemente tudo numa semelhança muito real com um comportamento
desviante como sendo, por exemplo, aquele que caracteriza as “Pessoas
Inadaptadas” (…).
O que (naturalmente) levanta uma questão imediata e
natural,
terá esta situação resolução num tempo reduzido ??
Não, é óbvio que não, a reabilitação política deste
tipo de pessoas é praticamente impossível de concretizar em qualquer unidade de
tempo;
São (portanto) cidadãos inadaptados a título
definitivo…
E isto só é verdadeiramente importante para podermos perceber
a natureza do problema que os portugueses têm que enfrentar.
Os nossos melhores cidadãos políticos e líderes das
diferentes tutelas do Estado são “apenas e tão somente” Crianças Inadaptadas e
portadoras de doença política Incurável (!!...).
(aparentemente, contra Portugal e os portugueses)
[…..]
Pós-Escrito:
O que fazer ?
Pode ser feito algo ? Quando e
Como ?
Esperar !!
Esperar por melhores dias e ter fé, muita fé, porque esta
doença não tem cura mas também não é contagiosa (…), e havendo uma única
solução credível sob o formato de uma alternativa política conseguida pela via
da democracia representativa teremos que esperar por um “quarto milagre de
Fátima”;
E, talvez, cantar a uma só voz a nossa esperança e a nossa
crença no futuro de um país que identifica a Cidadania Portuguesa com a
Identidade Europeia (!!...).
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