quarta-feira, 17 de outubro de 2012

NA MODERNIDADE DO CAVALO DE TRÓIA PORTUGUÊS – “A COSTA ATLÂNTICA DA ÁFRICA AUSTRAL” (upgrade 2)

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(“a arte de cavalgar a toda a sela”)


 
[.…]



Em termos relativos eu acabo por não perceber muito bem se a “situação” evoluiu para melhor…



Mas admito pensar que talvez seja possível “ficarem” os “fios” como ligação visceral entre as partes outorgantes do nosso contrato.



Ou talvez antes pelo contrário,
“vai tudo a baixo” como ordem mitológica da “Grécia Antiga” e como naquele filme de índios e cowboys no qual (no enredo) “tudo o vento levou”.


 
[….]



Numa viagem fugaz realizada à paradisíaca “Ilha de Troia” (em plena “costa atlântica” de uma África Austral linda, calma, quente e pachorrenta) fiquei lixado com aquilo que vi como resultado de uma observação presencial (e estupidamente “científica”) a uma cerimónia pública aparentemente indo-religiosa e num enquadramento natural que parecia próprio da Comunidade Afro-Holandesa dos Olivais.



Tudo indica que a natureza deste “problema” será sempre a mesma coisa,
(que é aquilo do senhor gato)
uma parvoíce olímpica (…),

mas a situação tornou-se num ápice num azedume dos meus “feles” em grandeza importante de acordo com tamanha a situação criada…


(ou seja, com “Aquilo”)


 
E como eu gosto de “dar nas vistas” (assim numa espécie de “estrela da companhia” militante e a título concretamente definitivo),
e para ilustração colorida das minhas fraquezas psicofisiológicas,

vou tentar fazer um resumo sumário (ilustrado) da “ocorrência”.



(que terá sido assim…)


 
Quando dou comigo a olhar de repente e com atenção curiosa para o plateau vejo duas belas criaturas a deslocarem-se em passo certo e determinado para o “núcleo central”,
uma delas fémea e feminina, esbelta e prumada na sua identidade híbrida modelo mix caucasiano com madeixas arianas,

ele um macho lusitano das avenidas novas, cabelo turbinado em formato gel num arranjo de “jovem militar mais velho”,
ambos num conjunto de éden muito requintado e muito formal numa elegância consolidada na cultura local e nas idiossincrasias etéreas da “zona de operações”.


 
No palco da zona de ação dos acontecimentos principais envolvidos naquela “operação tv” estavam mais outros dois “operacionais”, todos eles cultura de juventude de desporto radical, contemplando embevecidos o cenário considerado idílico;

(com os seus fieis convidados naturalmente)


 
Também não menos importante,
nas proximidades laterais das nossas estrelas de cartaz néon aparecia a figura robusta, bigode rigorosamente aparado e cofiado, do "Chefe de Posto" da Comunidade Indígena.


(figura apreciada e respeitada junto dos naturais)


 
De repente, a saudação metálica rompeu a paz no horizonte e feriu-me as “vistas”:


_ Camarada Olálio, Viva !!    Você está lindo !!

   Como está ??
 

(o cumprimento em voz alta da figura militarizada e altiva do visitante tilitou no ar com estrondo)


_ Viva, camarada !!

   Estamos ótimos, olhamos deslumbrados (nós os dois, a Carla Frutada e Eu)  para estas vistas maravilhosas neste cenário lindíssimo,

quase apopléticos de nostalgia medieval que ainda nutrimos pela nossa “África Minha”;

(“…uma Terra maravilhosa, linda, e é uma pena termos perdido Aquilo…”)


 
_ Então Pedrinha, estás linda minha querida !!…

   A nossa jovem Pedrinha continua uma mulher deslumbrante…



_ Ho Olálio, não exagere querido…

   Você é sempre uma maravilha de simpatia para mim;


   Sabe que eu amo Você ??
    (... numa vénia de perna majestosa) 
 
 
[….]


 
O público assistia e bateu palmas serenas (claro),
tudo tão sereno e em modo de gesto automático que parecia uma reação de comportamento condicionado reflexa ao sinal de toque de entrada das 14h00 para as aulas do curso complementar de “história medieval da humanidade”;


Mas pronto,

teremos que admitir um olhar com naturalidade para a média generalizada de um estado mental catatónico comum na nossa atualidade climática e (em particular) na nossa giesta comunitária;



Portanto, tudo parecia ser mais ou menos normal atendendo às circunstâncias técnico-táticas envolvidas naquela operação.


 
Entretanto, não pude evitar dar comigo a contemplar as figuras musculadas dos jovens serviçais de serviço à paródia (assim numa espécie de “serventes carregadores” da “mercadoria colonial”), e…


Surpreender-me com aquele grande valor tático materializado num modelo de cueca meio turbante meio fralda (certamente para poupar tempo e dinheiro e sem grandes tempos de “trabalho” mortos), tudo pensado em prol de uma real e eficaz produtividade política nas suas “colónias”.


 
Este cenário e o “filme” respetivo pareciam estranhos e irreais, mas a “cena” ficava “a matar” (lindamente) às fémeas envolvidas na operação (…).


 
Tudo muitas estrelas de grande qualidade natural dadas as características político-técnicas (e raciais) das pessoas envolvidas na “entente” técnico-jornalística que caracteriza normalmente a elevada envergadura e categoria de excelência das marcas técnico-políticas envolvidas nas “operações de televisão” referenciadas.


 
[….]


 
Mas fartei-me de repente do programa e num ímpeto de lucidez cliquei com impacto no botão de comando do “PowerPoint” da minha caixa de tv;



Senti-me bem e confortado com a minha alma de cidadão indignado, eventualmente numa espécie de esgar de inteligência,
mas decidido a terminar de forma perentória aquela apresentação felina de estudos coloniais africanos no parque natural da Península de Setúbal.



[….]


 
Pós-escrito:


Este (nosso) “Serviço Público” está malignamente inquinado na Visão Cultural que detém da comunidade dos cidadãos que constituem a sociedade portuguesa e,
mais do que “Isso”,

transformou-se numa ameaça pública grave à sanidade política e cultural dos portugueses;




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